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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Suprema Infelicidade

Amo tanto o cinema nacional que nem mesmo a tucanice rubicunda do diretor and jornalista Arnaldo Rancor, digo, Jabor me impediu de ir ao cinema assistir seu novo filme, "A Suprema Felicidade".
Apesar do título desse blog (que explicarei), gostei do filme.
Há momentos (uma cena de prostitutas no velho centro do Rio) de bom Fellini, mesclados a chanchadas da Atlântica e, pior de tudo, "Malhação". Perdôo-o.
Prefiro mil vezes ele no cinema que no Estadão e O Globo.
Mas por quê o título do post?
Porque o título do filme, em que pese o suposto valor afetivo das memórias, não corresponde ao que acontece ao protagonista (Paulinho, supostamente o alter ego do cineasta).
A vida do cara é uma sucessão de presepadas, que só tem um momento de "suprema felicidade" numa bimbada bem dada, no banco de trás da barca cinquentista do velho mala do Paulinho, numa, literalmente ou quase, filha da puta.
Vão ver para entender!
Subconscientemente o filme explica esse homem.
E mais especificamente, seu ódio a Lula, a Dilma e ao PT.
Sociologicamente falando, é aquela coisa corna mansa, branca, funcionária pública, antiga, de "saudade do Rio como Capital Federal" que gerou Paulo Francis, Xexéo, Merval Pereira, Ali Kamel (que é mais jovem mas não menos deletério), Dora Kramer e quejandos.
Os caras tão na fossa até hoje, seja porque o vô morreu, seja porque o pai corneava a mãe e bebia, seja porque ficaram pobres e pouco criativos ou porque o amigo do peito virou gay.
Sei lá. Chama o Contardo Caligaris!

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