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quarta-feira, 24 de julho de 2019

Moraesão: Professor de Química do Colégio Cristo Rei. Um obituário saudoso.

Francisco Chaves de Moraes Filho foi um dentista, nascido em Pompéia, formado na originalmente ESCOLA DE PHARMÁCIA E ODONTOLOGIA DE RIBEIRÃO PRETO, depois FORP-USP, em 1962.
Adotou Marília com o coração.
Era casado com dona Aracy Souto de Moraes, tinham a filha Ana Carolina Moraes Makino e duas netas.
Faleceu ontem.

Tive pai.
Mas tive pais sociais.
O Moraes, ou Moraesão, era meu professor de química e chegou a sugerir que eu fosse químico.
Não o atendi de todo. 
Era também amigo dileto dos meus pais e padrinho de batismo do meu irmão cadete.
Me graduei em Engenharia Química.

Nunca me esqueci dos primeiros ensinamentos na área que ele me deu.
Nem das saborosas "pílulas biográficas" que ele soltava sobre os mestres da nossa profissão.
"Niels Henrick David Bohr era também muito bom jogador de futebol, tendo tentado a profissionalização como goleiro em Copenhaguem no mesmo time onde seu irmão, Harald, atuava (Harald atuou na seleção dinamarquesa, tendo conquistado uma medalha de prata olímpica olímpica. Os dinamarqueses perderam de 2 a 0 para a Inglaterrra na final, após terem vencido a França por 17 a 1 na semifinal. Este placar ainda é um recorde."
  
Sou seu filho espiritual.
Ele não era uma unamidade.
A maioria dos alunos, muitos por execrar sua ciência, o execravam junto.
Não posso não dizer que os métodos pedagógicos dos anos 70 e 80 seriam aplaudidos hoje.
Mas a mim, e aos "colegas de trabalho" que ele cultuava, era um ídolo.

RIP, Moraes.

Não pude me ausentar de São Paulo para participar do velório e exéquias.
Minha mãe e irmãos estaram lá por mim.

sábado, 6 de julho de 2019

Al Janiah

Quem sabe sabe.
Fer me levou.
Mamah tocou.
Tabule, cerveja Terra APA de Apiaí.
PETAR na área.
Novamente, quem sabe sabe.
Valeu.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Sempre

Meti me a mim e Zefinha e Clau e filhos numa reforma pós deprê.
Comprei máquina de corte da De Walt.
Empenhei força e precisão, apuro técnico e quase morro várias vezes.
Riscos, contaminações de pós arqueólógicos de paredes antanhas.
Abri uma janela no box do banheiro do meio.
Ia fazer o mesmo no banheiro do fundo, o da suíte.
Mas o trampo é prá lá de complicado.
Bem que eu devia me animar.
Mas é dose.
Vai daí que fiz a seguinte conta: todo volume que retiro do apartamento é volume que ganho no apartamento.
Então tirei: a porta da cozinha para asala, as portas de correr entre a cozinha e a área de serviço, a porta do quartinho de empregada (que é minha oficina), a porta e o batente do banheiro da suíte, duas das portas do armário do meu quarto, as esquadrias do banheiro da suíte (que serão substituídas por vidro transparente).
Estou com as mãos num estado um pouco lamentável.
Mas a mente está ótima.
Trabalhar no ninho da gente, na toca, tem um que de tatu.
De toupeira, de passarinho joão de barro.
De rato que faz cama de papel e madeira roída, picada.
Labuta, metiê, trampo.
Uma pergunta se eu não tinha coisa mais importante a fazer.
Outras vieram com o famoso "derruba tudo e começas do zero, da parede nua".
Outra deu dicas tipo: contrate um bom pedreiro.
Outro duvidou.
Muitos não botaram fé.
Um almofadinha, gordinho, engenheiro químico, sei lá. Não pode fazer força!
Ninguém dá de barato que um cara inteligente, forte e motivado é capaz de muito.
Botam você numa caixinha de que quem trabalha com conhecimento não pode fazer trabalhos manuais.
Mas eu vou é ser gauche na vida.
Bora.