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"Concreto"

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sábado, 22 de abril de 2017

Carta ao filho do pai e da mãe

Portas o nome que portas e nada é vivido impunemente.
Arrogo sim.
Como arrogante és em sua mitomania.
Não vou falar da queixa pública que fizeste de sua mãe.
Nem da incapacidade de lavar um copo.
Muito menos da soberba que o impele a dormir na rua para não dormir aqui.
Sei que é vergonhoso também.
Que prefere o orgulho da solidão.
Nunca fomos amigos.
Talvez nunca seremos.
Mas não terá sido por falta de movimento de minha parte.
Sejam os passivos braços abertos ou as ativas admoestações, sempre fui o que liga.
O que visita, o que quer festa, que provê, que acalenta.
Que acaricia e se estapeia. Que se importa.
Não me absurdo mais que não entendas e sempre briguemos.
Eu mesmo já não me importo de te tratar com não se trata a um cão.
São calos de dois manos, que dividiram o beliche, o bidê, o cesto de roupa suja.
Que mamaram o carinho eterno que a memória traga e fuma e cospe e escarra.
No vento contrário, prá cima da cara da gente.
Vemos esses dois corrêas de cerqueiras césares júniores filhos do Xandico e da Cida.
E não entendemos como gato e rato vivam juntos.
Não se largam! O gato sem bigodes e o ratos meio furado de dentes.
Imperfeita combinação.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Peru, Kemworks e vida nova

Minha primeira consultoria internacional foi ótima.
Vim de férias e voltei como um trabalhador do conhecimento que foi bem tratado e teve seu valor reconhecido.
Por enquanto é só é não é pouco!

segunda-feira, 20 de março de 2017

Novo rumo

Sempre que estou em uma situação incômoda me pergunto como seria o futuro.
Os últimos anos foram assim.
O casamento acabou e a relação empregatícia idem.
Ficaram para boas lembranças e gratidão.
Não vou resistir mais.
Vou abrir a cabeça e o coração e deixar o novo amor e o novo emprego chegarem.
Aliás, já chegaram.
Tenho uma nova mulher e um novo trabalho.
Acho que não tenho nada.
Nem essas coisas me tem.
Estamos juntos para o que der e vier.
Mas não somos a mesma coisa.
Apenas individualidades que se querem misturar por se saberem interessantes e interessadas mutuamente.
Por hora é tudo.
Gratidão e vontade imensa de trabalhar para que sejam maiores e melhores que o que já tive dessa vida.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Sampa

Moro aqui, mas o trabalho na Baixada me faz não viver aqui.
Raríssimo um dia (dispensa médica) como hoje em que ando por suas ruas em horário comercial.
Toda uma vida e pulsação de milhões de pessoas em suas fainas.
Sou, apesar de saudoso e cosmopolita, identificado com e amante dessa gente mais ou menos sofrida.
Hoje desfruto a visão da generalidade de suas particularidades.
Curto.
E penso que seria muito bom poder prolongar essa experiência (com o corpo funcionando direitinho) por mais 3 ou 4 décadas.
Amar, comer, "rezar", olhar, escutar e sempre se admirar da epopéia humana.
Que os céus continuem generosos!

256 doletas

Brazuca na única praia onde ainda se anda de carro na areia na Flórida.
Pra todo lado dizendo que não pode passar de 10 milhas por hora.
Que que a besta faz?
Acelera.toma cego!

segunda-feira, 13 de março de 2017

Panamá

Seria mais um país que eu teria conhecido.
Mas o trânsito matinal de 2a feira fez com que eu me restringisse.
Dos janelões do aeroporto de Tocumen vejo esse pequeno grande país de história rica e tortuosa.
Vem aqui muitos executivos de empresas que têm bons negócios.
E eu passando uma manhã qualquer para chegar à minha primeira tarde floridiana.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Deus foi bom comigo mais uma vez

Saí cedo para pegar o passaporte novo na Lapa.
Voltei.
Como era dia da faxina da Zefinha, nem subi.
Comprei tênis, cuecas, meias, camisetas e shorts.
Fui ao Extra. Comi.
Comprei tablet e soles peruanos.
Vim para casa com as oito sacolas.
Ao passar no portão constato que fiquei sem a mochilinha.
Dentro dela o passaporte.
Imaginei de relance todo o transtorno.
Peguei um táxi e voltei ao Extra.
Logo da entrada pela área de alimentação percebi que a mochilinha ficara sobre a mesinha do restaurante por mais de uma hora.
Intocada.
Obrigado aos céus.