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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Por que escrever?

Comecei por necessidade, no auge de crises existenciais universitárias, a escrever diários íntimos. Tenho quase um milhar de páginas escritas à mão, outras datilografadas (talvez com alguma pretensão literária), lidas apenas eventualmente por alguém igualmente íntimo.
Longe do alcance do olhar de "estranhos" lá pude ser mais "sincero" ou "aberto", no sentido de desprotegido. Como num confessionário, uma sessão de análise, o que ali foi "dito" não tem a natural confusão de público e privado que assola as nossas, e novas, "redes sociais", do qual esse blog inegavel e humildemente faz parte.
Como fazer análise (já que sinto que a ficção não é para mim tão forte) para "contar" eu preciso de um esforço para "elaborar" verbalmente a "situação".
Aí então "romanceio". Tento tornar mais interessante o que muito me interessa, minha vida. É minha novela, meu filme, meu livro.
Sou R., o escritor burocrata kafkiano. Sou Roberto, o herói de uma ficcção ou documentário. Sou Beto, Betão, Berto, sou esse aqui. Sou esse aí.
Esse escriba egípcio, esse guarda livros de Goiás Velho.
Funcionário e sonhador!

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