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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Budapeste

Fui ver o filme baseado no romance do Chico Buarque.
O autor aparece numa das últimas cenas, deliciosamente pseudo tímido e curioso, o que confere uma chancela de "ex libris" ao roteiro e à filmagem.
Quem sou: José Costa ou Kósta Zsosé? Quem é minha família: Vanda Costa e Quinzinho ou Krisca Lüdemüle e Pisti? Que língua falo: português ou húngaro? Que cidade é minha: o Rio de Janeiro verde e azul ou a amarela Budapeste? Quero sucesso público e assédio ou compor anonimamente e no ostracismo as mais belas composições de palavras?
Espelhos quebrados, os cacos refletindo pedaços de personalidade aqui e ali, quem "não se encontra", os gauches na vida, ali sonham com um outro eu que responda às perguntas fundamentais: onde e como viver, com o que se satisazer?
O Chico Buarque era já um ídolo da canção.
Confesso que não li Benjamin...
Mas Budapeste e o já aqui resenhado "Leite Derramado" o colocam no panteão da literatura nacional, quiçá mundial.
Istén hósta!

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