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"Concreto"

Pedra, barro, massa     Mão, calo, amassa! Levanta parede  No ar  D a hora Que se levante! Mora dentro     F ora   Vi...

quarta-feira, 31 de março de 2010

Parar de fazer o bem por vício

Como nos ensinou o Chico na canção "Injuriado"

"Se eu só lhe fizesse o bem
Talvez fosse um vício a mais
Você me teria desprezo por fim
Porém não fui tão imprudente
E agora não há francamente
Motivo pra você me injuriar assim

Dinheiro não lhe emprestei
Favores nunca lhe fiz
Não alimentei o seu gênio ruim
Você nada está me devendo
Por isso, meu bem, não entendo
Porque anda agora falando de mim"

Falo isso no ensejo de não escutar (como repetidamente o fiz) um desejo de um certo amigo e sair correndo como um cão, tentando satisfazê-lo... é o fermento dos maus bofes dos injuriantes!

Marília grande, sem brilho e sem viço

O centro da minha Marília está cada vez mais "Centro Velho": mais poluído de carros e ônibus, agitado pelo comércio diurno e, com menos moradores, entregue ao abandono da solidão noturna.
Na mesma proporção em que o "polvo" (bairros longínquos) se alastra na periferia, preciosidades mais antigas do centro são carcomidas pelo tempo, pela falta de vínculos positivos com a história e, no fundo, pela grande e profunda ignorância.
Tudo se tornando um bazar colorido, envidraçado, iluminado, um pouco sujo, empobrecido na sua arrogância de sub califórnias e alabamas. Um pouco "nordestino" e "roceiro", no que essas palavras guardam de sentidos mais negativos.
Exemplos: a Biblioteca, o Museu e o Teatro, precisando de manutenção (mas isso não bastaria: ia continuar faltando amor à cultura). O Paço Municipal (projeto de 1954 de Miguel Badra Júnior e Ginez Velanga) emporcalhado por "puxadinhos" hediondos e incúria de manutenção, querendo espelhar por fora a sordidez da política de Camarinhas e Bulgarellis. O prédio dos Correios, mais velho, e o do Senai, ambos ainda em pé, faceiam um rico patrimônio ferroviário que vai, meio vivo meio morto, sendo esfacelado pela ALL, prefeitura e os muitos particulares que canibalizam os antigos galpões (que foram sobretudo para armazenar café e insumos).
Na Avenida Sampaio Vidal (para nós era só "Avenida") restam firmes o Edifício Marília e a Galeria Santa Luzia, ecoando os anos 50 e 60, mas convivendo com as feiúras do Clipper (anos 70) e do Banco do Brasil (anos 80, talvez) e com os prédios mais ou menos grotescos que se espetaram no espigam depois.
O "ultimo casarão" (o "do médico", na Rua Dom Pedro , 37) é só um fastama decrépito de uma casa "senhorial" ou de "profissonal liberal bem sucedido", fantasma de si mesmo... Já devem ter tentado demoli-lo dezenas de vezes, acho que foi salvo por um tombamento!
Voltei aos Colégios Sagrado Coração de Jesus (esse, originalmente de 1934, pasmem! Essa data é quase uma era geológica anterior à minha, ou uma espécie de Idade Média da cidade...) e o Colégio Cristo Rei (o Diretor , Mateus Disner veio me receber amistosamente e me emocionou) preservam memórias e histórias de nós, mas estão muito vivos em seus complexos de edificações.
É bom sabermos de onde viemos, mesmo que nossas origens precisem mais cuidado!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Dilma e Serra

Vendo as últimas aparições da Dilma e do Serra e o que "disse" a última da Datafolha, prevejo um caminho árduo para termos a primeira mulher presidenta dessa terra...
O Serra, sendo bonzinho, falando de genéricos, conquista de "São Paulo maravilha", experiência de vida e etcétera, vai angariar muito voto!
Pelo menos ele não deve cair naquela esparrela de chamar a mulher de "guerrilheira" e "assina". Mas para isso sempre tem um partido nanico com sede de sangue (e da grana "não contabilizada")!

Pedra do rio

Quando tem enchente, tudo bóia na superfície.
Quando a seca vem é que se sentem as pedras do fundo do rio!
Competência pessoal, excelência operacional, performance de grupo, baixo custo, desempenho, etc: nomine as pedras do seu rio e vá em busca de aplainá-las!

Março

Vai tarde!
Pior é que meu aniversário é no fim de Abril e, para quem crê em astrologia e biorritmos, devo estar no auge do meu inferno astral!

Deu merda

Perdeu meu documento.
Encheu o saco.
O cunhado mandou ele fazer servicinhos de boy.
A mãe quase pira.
Onde ele vai parar nas próximas semanas?
O outro irmão não o quer mais em sua casa.
A irmã deve ter lavado as mãos; talvez finalmente fique mais esperta com a vontade de ajudar que acaba atrapalhando.
Vou viajar com ele amanhã para Marília...
Toma jeito, merrmão!

Vácuo

Espero um telefonema libertador, mas sei que não virá assim...
A semana é santa, quer dizer que haverá muito menos movimento de contratações, me parece.
Tenho que ir a Campinas, buscar e assinar um protocolo do PPP no IQ da Unicamp.
Quero até dar uma esticada a Marília, nada especial, só rever o Oeste e lugares do passado, nem as pessoas me interessando especialmente, apenas a vontade de me deslocar, tão "parado" estou.
Preso nesse vazio profissional (a gente que trabalha demais fica meio perdido nessa hora).
Passei uma semana ruim, o corpo acusou os golpes repetidos por tantos anos de descontroles alimentares e angústias ansiosas.
Hoje ainda tive pequenas dores, mas finalmente me sinto melhor e começo a acreditar que a maré ruim de saúde vai passar!
Já nem estou mais tão vazio...
E hoje à tarde vou dar uma volta com a Kátia e assistiremos o "Tulpan"...