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sexta-feira, 9 de março de 2018

Vamos fazer e debater Política de esquerda

Não sou um "intelectual".
Mas sou curioso.
Não sou super competente.
Mas não sou burro.
Não sou o mais trabalhador.
Mas não sou vagabundo.
Não sou uma pessoa que tem as idéias muito claras.
Mas não sou mané.
Não aceito bem autoridade por si.
Mas me submeto a uma disciplina partidária.
Não sou de centro direita.
Mas não sou extrema esquerda.
Não sou convencional.
Mas sou conservador.
Não sou religioso.
Mas sou agnóstico.
Não sou o menos ingênuo.
Mas nessa briga de foice no escuro também não  faço feio.
Muitos me enganam, mas de muitos eu farejo intuitivamente as falácias de longe.
Não sou santo.
Mas sou honestíssimo.
Com tudo isso me tornei um lobo solitário. Teria adorado ter tido uma casa cheia, participar de grandes empresas, ir a clubes lotados e adorar me perder junto ao povo, gente popular, de perifira e cidades pobres. Mas o casamento, a criação dos filhos e minha tragjetória aqui me toruxeram.
Depois dos cinquenta, essas questões se cristalizam, você começa a se conhecer, a se aceitar, enfim, a estar bem (no meu caso) com o que você é, conquistou e perdeu.
Daí a ser tachado de algum tipo de monstro, vai uma diferença enorme.
Momento atual.
Dê a cara para bater e seja você.
Aguenta o chumbo que vem!
Nem nunca fui a favor de líderes absolutos tampouco.
Mas agora sou Lula. De novo.
Desde 1982 votei no cara (com o hiato do 1o turno de 2006, em que votei na Heloísa Helena então do Psol. Foi a multa que dei no Lula por conta do Mensalão. Depois todo moralismo ia se turvar e cair no golpismo. Eu só segui meu coração de franciscano.)
Apoiei Dilma e hoje a questiono demais, por ter posto a República a perder num momento que a genialidade política (ou pelo menos a boa condução daquele bordel) lhe faltou.
Os golpistas porão, aparentemente, minha relação profunda de amor a Brasil a perder.
Tá difícil respirar naquela cortina de chumbo com atmosfera de gas sarin.
Por outro lado, tenho umas décadas para pelejar aí pela frente.
Não me escuso de ir à luta, de ser mais combativo e participar de algum trabalho de base, em causas que me interessem, não sei se no Centro ou na Perifieria (de São Paulo, muito provalemente).
E sei que ainda vou ver potentados e gentes que hoje se riem se arrastarem no opróbrio.
E esses vão "pagar é dobrado cada lágrima chorada nesse meu penar".
  

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