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"Concreto"

Pedra, barro, massa     Mão, calo, amassa! Levanta parede  No ar  D a hora Que se levante! Mora dentro     F ora   Vi...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Botecar

Um amigo, com ou sem suas inconveniências (quem não as tem?).
Cerva gelada, espetinho quente.
Falar de profundidades éticas ou de leves abobrinhas.
Viver, outono, sem avereza de Deus (os dias nunca são iguais!!).
Fim da tarde, a gente agitada louca para chegar em chegar em casa.
Ou ainda ir para a facul...
Paulistanamente!
Vivo entre os vivos!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Caipira na cidade grande

Pensei que nunca gostaria dessa cidade, de seu trânsito e violência.
Mas como bom converso, agora a defendo acima de tudo.
Pode se dizer que conheço o mundo mais ou menos bem.
E não quero morar fora do Brasil.
E pode se dizer que conheço o Brasil mais ou menos bem.
E não quero morar em outra cidade.
Nem na querida Campinas, menos ainda na indelével Marília.
É coisa de cultura cosmopolita, da qualidade dos serviços e do empreendedorismo dos que aqui habitam.
Dá para sonhar com a despoluição das águas e do ar, com a extensão quase a nível parisiense, novaiorquino ou londrino do metrô e com a distribuição de renda e eficiência policial que nos façam andar tranquilos onde e quando quisermos.
Temos tido tão poucas utopias que essa é uma: trazer a tranquilidade do interior para cá e levar a cultura metropolitana para os rincões.
Equilibrar o Brasil!
E quem disse que o sonho acabou?

domingo, 10 de maio de 2009

Dia das Mães

Na véspera desse dia fui para Campinas.
Ônibus na Nove de Julho, metrô no Anhagabaú, ônibus na Rodoviária do Tietê e outro ônibus na nova rodoviária de Campinas.
Comprei um apê para dar para minha mãe!
Dia bonito, tarde agradável, noite agradável.
Choveu ontem lá.
Hoje cedo, táxi, ônibus para Sorocaba, almoço com sogra e volta para Sampa.
Santo outono bonito, nem frio nem calor.
Céus azuis, uns pingos na chegada.
Os dias dedicados a nós são preciosos.

terça-feira, 5 de maio de 2009

"Procurando" emprego

Sei que isso só se diz aqui, no diário.
Sei também que esse diário é público, o que é uma contradição em si.
Mas, mais que eu procurar emprego, espero que as empresas procurem o ótimo profissonal que sou.
Contrassensos.
Mas assim que me sinto: por algumas artimanhas da natureza (e trabalho efetivo de head hunters e outplacements da vida) quem precisar de mim vai me encontrar em breve.
É um pouco místico, um pouco irreal, uma loteria de vida real, mas esse emprego maravlhoso está em gestação e vai acontecer assim, por caminhos pelos quais jamais passei provavelmente, pelas mãos de pessoas que nunca me viram.
Que venham!

domingo, 3 de maio de 2009

"A Janela" e "Aleksandra"

Sessão dupla no dia do trabalho.
O primeiro filme do argentino Carlos Sorin e o segundo do russo Aleksander Sukorov.
Um diz que que devemos nos preparar para morrer.
O outro diz o mesmo, por outras vias, mas grita que eses "etnocentrismos" (russos ortodoxos x chechenos muçulmanos x caucasianos, x pessoas dos Urais x etc) são uma bobagem sem fim .
E lembra que a guerra é sempre dos homens, as mulheres não declaram e até bem pouco tempo não lutavam.
Uma personagem chechena diz para a "invasora" russa: "nós mulheres nos tratamos como irmãs rapidamente".
Que assim seja!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Dia lindo

Outono tropical!
Acordei às seis na casa da mãe em Sousas.
Galos cantavam e anunciavam o dia, travo de noite na aurora austral.
Logo veio o sol, tímido, os pássaros (lá são tantos, e tem também saguis, gambás e outros bichos). Café forte sem açúcar, banana nanica e caqui rama forte!
O dia cresceu na manhã, trabalhei duro no jardim, tudo impecável.
Na beira da piscina o azul se fez como em Fès: água clara transparente cristalina.
Salvei marimbondos cavalo, abelhas e besouros que se afogavam, presos ainda na teia da tensão superfical da água fria da piscina.
Nadei, o corpo retesado, atravessando a piscina debaixo d'água.
Churrasqueei com os irmãos, a cunhada, a mãe.
Pinga, vinho e cerveja porque ninguém é de ferro e o tender e a picanha pediam esses temperos, mas tudo pouco, de novo porque ningém é de ferro. Muito alface, farofa e arroz marroquino (uma nova receita da mãe com amêndoas, uvas passas e grão de bico, supimpa).
Depois pegar a Bandeirantes e vir a 120 por hora de Honda Fit!
Céu azul até a Marginal, onde de longe se vê a abóbada enegrecida do ar poluído da metrópole!
Mas nem a "paoluição" me entristece hoje: vivo e bem!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Efemérides e cidade natal

Páscoa, Tiradentes, Dia do Trabalho.
No meio disso, hoje, meu aniversário.
Mas o assunto é outro, já que aos 45 não tenho ganas de comemorar especialmente nada além de um bom vinho para acompanhar a língua de boi que cozinhei, a quinua e o cozido de pimentão, tomates pelados e cenouras.
O aniversário tão trivial como um refeição a mais.
O assunto cenral então é o itinerário daqui até Marília, para onde fui e voltei de moto. Quase 900 km ida e volta! Meu recorde absoluto! Fui em oito horas e voltei em mais ainda, já que fui "direto" e na volta dormi numa pousadinha em Torre de Pedra.
Castelo Branco todinha: São Paulo, marginal Pinheiros, Osasco, Carapicuíba, Barueri, Jandira, Araçariguama, São Roque, Sorocaba, Iperó, Boituva, Cesário Lange, Tatuí, Porangaba, Torre de Pedra, Bofete, Pardinho, Itatinga, Iaras, Aguas de Santa Bárbara, 315 km de São Paulo até o fim da Castelo, virar à direita, deixar Santa Cruz do Rio Pardo para o Sul à esquerda e ir para Espírito Santo do Turvo, Paulistânia, Floresta, deixar essa estrada e ir à esquerda para Cabrália Paulista e Duartina, trocar de estrada de novo, passar para a Bauru-Marília, vencer Gália, Garça, Jafa, Vera Cruz e Lácio e rever a terra natal.
Não sei quantos cafés, xixis, paradas para se ajeitar no banco da moto, esticar as pernas e fazer uma ginastiquinha, tomar água, comer, nadar na cachoeira, ver cidadezinhas meio sonolentas, comprar coisas em suas lojinhas, viver, sentir que a estrada ainda me chama, que tenho muito que curtir minha região oeste, meu estado, meu país e esse continente sul americano.
E lá na ponta, no fim do caminho, tinha o Sérgio, tinha a Angélica, outros companheiros, churrasco gostoso no Gaúcho, na manhã seguinte café expresso, esfiha de carne e água com gás na Padaria Orly, depois mais carne (fraldinha deliciosa) na casa do Sérgio no almoço do dia seguinte, refri, papo pro ar, música boa na Unesp, sonhos e recordações, vontade de curtir!
E a curtição em si, um retorno, um reencontro comigo depois de um ano, depois de ir e voltar do Marrocos, depois de já estar enfrentando esse desemprego por mais de dois meses...
Sabe de uma coisa: amanhã pego a moto e vou para Campinas!
Ficar de papo pro ar na bela casa da mãe em Sousas!