Postagem em destaque

"Concreto"

Pedra, barro, massa     Mão, calo, amassa! Levanta parede  No ar  D a hora Que se levante! Mora dentro     F ora   Vi...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Dilma será a primeira presidenta

Vi a Dilma Roussef, a Primeira Ministra, numa foto recente no Planalto, publicada hoje no "O Globo". A legenda falava de suas broncas públicas fortes em assesores e outros ministros, menos performantes...
De peruca e muito maquiada, parecia uma senhora judia ortodoxa de porta de sinagoga ou...uma mulher, também de origem russa, tentando esconder a dura luta contra um câncer linfático.
Tomara que ela se salve e leve a próxima eleição presidencial do ano que vem!
O Serra não é tão ruim assim, e isso me alegra.
Mas já que já tivemos um primeiro presidente "negro" em 1909, o Nilo Peçanha, agora é hora da primeira mulher a presidir o Brasil!

Dia frio é bom II

Para comprar jornal e ver tevê. Comer e dar uma bebericadinha num álcool.
E esperar passar, agasalhado, de meia, de banho tomado, de cobertor no sofá, a luz pouca, quase crepuscular nublada nessas menos de quatro da tarde...
Dias curtos de inverno, como os curto!

Orgulho de Sampa

Abrem-se 10 restaurantes por dia, temos cinco estréias de classe nos cinema por semana e no teatro nem sei contar quanta coisa rola a cada quinzena, seja de teatro mesmo, de dança e shows. Música de jazz a blues americanos, rocks ingleses e sambas da vela, e quintetos de pretos e brancos. Tá vibrando. Talvez as universidades, recém de novo em greve, mais atrasadas, fruto da desindustrialização?
Eu só sei que eu saio na rua e vejo a energia da metrópole pulsando braba.
Sem vontade nenhuma de ir prá outra cidade.
Até o turismo, em tempos de Airbus caindo nos mares, tou preferindo asfalto!

Pia Fraus

Primeiras Rosas...
Vou correr prá comprar ingeresso. Vamos(eu e a Kátia) "arrastar" as crianças, e os amigos com crianças.
Primeiras Histórias do Guimarães Rosa contadas pelos maravilhosos manipuladores de bonecos, mamulengos, marionetes e tantas outras técnicas.
Já antecipo na cabeça as alegrias!

Ainda o Cony sobre Marília

Existem terras natais.
Muitas delas são cantadas por seus filhos.
"Meu pequeno Cachoeiro" do Roberto Carlos, "Meu pequeno Miraí" de Ataulfo Alves, "Minha Ituverava" do Victor Martins, "Maringá" do Itamar Assumpção e por aí afora.
"Nós" não vamos ficar por aí cantando "Minha Marilinha Querida", mas....
Já que o Cony falou, insisto: primeiro ele fala que tem amigos de longe (de Sobral, de Manaus, de Kiev e de Viena). Depois ele diz que ficou "chumbado" no chão do Rio, vendo a decadência (política para Brasília, cultural e artística para São Paulo e Bahia) mas se sentindo bem mesmo em Roma... ao passo que o Rio finalmente se revitaliza (sendo disso exemplos a zona portuária e a Lapa, (sic) as contratações de Fred e Adriano e a exportação do sotaque carioca que a Globo promove para todo o Brasil, países fronteiriços e lusófonos!).
Aí ele fala da nossa Marília, misturando-a a Petrolina (260 mil habitantes, a maior e mais rica cidade do interior de Pernambuco, importante nas frutas irrigadas e na maconha), Campina Grande (380 mil habitantes, que tem uma boa universidade e é a maior cidade da Paraíba, rivalizando economicamente com João Pessoa) e aí, gaiato, enfiando Propriá no meio (Propriá é histórica e importante na beira do São Francisco, divisa de Sergipe e Alagoas, mas tem míseros 30 mil habitantes e está, economicamente, meio parada no tempo) e, por último mas não menos importante, Marília...
Não sei o que o Cony conhece da terra que nos pariu ("moralmente", já que o João foi contrabandeado de Araraquara), mas acho que "nós" estamos fazendo um estardalhaço para ele se lembrar assim, entre amedrontado e irreverente da "terrinha". Sei que quero dela pinga com mel, pizza do Chaplin, a neblina dos julhos antigos, a Avenida ventosa, quase vazia nas madrugadas, os timbés, as fazendas! Pessoas: meia dúzia de amigos! Os famosos não me interessam...

Sexta feira é quase sábado

E o fim de semana me alivia da dor de estar desempregado, que é maior nos dias de muito movimento da semana. Nesses dias de muito trabalho (dos outros) me sinto "mais fora" do mercado, da vida de quem sempre esteve tão ligado assim a empresas...
Os fins de semana e feriados me redimem um pouco, me sinto mais "normal" pois estou como todos, desfrutando o "tempo livre". Em outros momentos, quando todos trabalham e eu sabatizo, me pego me explicando que é normal, que passa logo, que mesmo que você tivesse que passar a vida assim daria para se realinhar, mil pensamentos por vezes contraditórios.
E faço contas: oficialmente, 4 meses de desemprego! Aos 45, buscando cargos de diretoria, não é muito! Prepare-se para seis ou oito meses!
Tudo vai dar certo!

Orgulho de Marília

Vejam a crônica de hoje do Carlos Heitor Cony, página E11 da Ilustrada, sobre seu orgulho de ter nascido e até hoje morar no Rio. Lá ele quer morrer e quer seu pó diluído naquele ar e naquele chão.
Ele diz literalmente, que "ainda não chegamos ao descalabro de importar o sotaque e as mazelas de Petrolina, Propriá, Campina Grande ou Marília".
O fato de ele nos colocar entre cidades mais ou menos importantes do Nordeste, e sabedor da influência nordestina no Rio, deixou-me extremamente e estranhamente orgulhoso.
Fomos, os marilienses, guindados à condição de "sermos conhecidos na ex-capital". De eventualmente podermos exportar nossas mazelas e nosso próprio sotaque, muito diversos dos de, por exemplo, Propriá!
Mas "minha vida e minha saudade" estão no torrão no qual vamos nos ver em breve. Semana que vem em Marília com o Maurício e o João, vendo o Sérgio e o Xande. Só isso, não bastasse o filhinho do João, esse sim, carioca da gema!