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"Concreto"

Pedra, barro, massa     Mão, calo, amassa! Levanta parede  No ar  D a hora Que se levante! Mora dentro     F ora   Vi...

sexta-feira, 13 de março de 2020

Corona vírus seja bem vindo entre nós brasileiros

Oi Corona!
Não sei se foi bom que você tenha vindo.
Mas meti meu óculos de sol cor de rosa e vou te tecer loas.
Você fez o Mandetta sacar 5 bi do Guedes.
No mesmo bojo os velhinhos tiraram 20 bi por ano do mesmo (por conta das cagadas do Bozo e do Heleno sobre o Congresso, mas tá mesmo bojo).
O Uip, o Jatene, etc, os medicões estrela da Usp, esse serão incensados.
Fake news serão combatidas.
Ninguém apertará as mãos alheias, nem se beijará, nem se abraçará. Isso, se em si é ruim, evitará apertos desnecessários, abraços falsos e beijos sem amor.
Imaginemos que um Mao sem escrúpulos pensasse assim que ia fazer a China parecer capitalista e dominar o mundo até o ponto de lançarem um vírus de laboratório que acabasse....com o capitalismo do mundo!
Ninguém ia poder viajar. Todos presos. Um ensaio da Cegueira. Vagando do quarto para o corredor, da cozinha pra sala. Sem sair. Sem consumir. Sem poupar. Sem produzir, sem ensinar, sem aprender. Ou quase.
O fim da história sem luta de classe. Só a luta antiviral contra algo que um peridgoto põe tudo a perder.
Bem vindo século 21.
Bem vindo coronavírus.
Tome conta desse mundo louco.
Quem sabe depois disso podemos sonhar de novo em sermos felizes.
Agora é só sobreviver.

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Vomitando muito

A deputada Carla Zambelli se casou com o coronel Aginaldo de Oliveira, diretor da Força Nacional de Segurança, na noite desta sexta-feira (14/2/2020) em um templo maçônico de Brasília. Na cerimônia, estiveram presentes os ministros da Justiça e do MEC, Sergio Moro (que foi padrinho, discursou e disse que a mulher é guerreira e merecia uma medalha do Bope) e Abraham Weintraub, respectivamente, acompanhados de suas esposas.
Uggggoooo.
Raauuuuullllllll.
Vômito, vômito, vômito.
Morar no Brasil está me fazendo um mal danado.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Paula Lavinha

Nasceu em Presidente Prudente.
Andava com a bundinha empinada numa bike.
Linda. Paparicada pelo pai e rejeitada pela mãe.
Namorou uns bonitinhos bobos da cidade.
Tentou exatas.
Estudou depois Design na Unesp em Bauru.
Disléxica, passou a fazer projetos sem lateralidade.
Desistiu. Por falta de talento e preguiça mesmo.
Viveu do aluguel do velho posto de gasolina do pai (que morreu cedo e deixou a mãe sozinha numa casinha lá no centro de Prudente).
Foi passar uma temporada em Valência e hoje tropeça no português (mais por um "charme", que me  soa falso e a ajuda a dar uma de estrangeira na própria terra, que pelo tempo dispendido na Península Ibérica).
Disseram que fez filme pornô por lá. Experimentou sexo grupal. Tatuou se toda.
Coisas da província. Mulher liberada, sabe como é no Velhonovo Oeste Paulista.
Subloca "seu" piso (bem localizado, perto do Parc Científic; no mais um muquifo) para brasileiras e brasileiros e outros imigrantes de passagem pela Comunidad Valenciana.
Deu de namorar meu amigo e daí trabvamos amizade.
Veio um ano passar uns dias em Sampa comigo. Foi animado passear de baike e visitar cinemas e museus e tudo de cultura que nos ofereceu a cidade.
Voltou anos depois.
Ano passado pediu albergue de novo.
Não disse quando viria e veio inadivertidadmente.
Brigou até o porteiro liberar minha chave (suficiente para dispensa por justa causa do porteiro, mas não o denunciei).
Se aboletou.
Dominate e dominadora.
Demandante.
Eu no meio de crises profissionais e pessoais naõ podia dar atenção.
Depois de quatro dias, disse que ia ficar até depois do Carnaval.
Mandei andar.
Foi chorar pitangas envenenadas de rancor pelo expediente desfeito para o amigo que a apresentou, tentando causar cisânea entre nós.
Tem pessoas a que a gente fica feliz de ver pelas costas.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Carne da minha perna e costela II

Vimos apê na São Vicente.
Almoçamos.
Voltamos.
Contava que ao Uil que terminei com a Clau, que tinha sugerido psicoterapia antifobias.
Ele se revoltou e começou a dizer qe eu não era doutor para diagnosticar.
Eu returquei que não era mesmo, nem me arrogava a isso, que tinha indicado que ela buscasse ajuda especializada.
O moleque me agrediu verbalmente para caralho.
Gritei.
Ele subiu otom e a coisa quase descamba para a violência física.
Um Zé Ninguém.
Voltei, ficou lá o filho consolando o fracote.
Bom vê lo pelas costas.
Além de cobrir de presentes, de levar para se tratar e outras ajudas, ainda, de tanto gostar, propus sociedade na fábrica de Acidithiobacillus Thiooxidans!
A umm coitado sem onde cair morto, que se mostra agora um cão raivoso que morde a mão que o alimenta. Repetitivo em minha vida.
Sem contar o "augusto" Guto...que voltou pra casinha da mamãe.
Nem sequer deu notícia. Tratante com quem o fiou.
Bom vê lo pelas costas, mas esse já tinha saído do radar.
Outro nadica, não sei qual o pior.
Ou nem isso.
Talvez só a inveja cegante de terem um pai com amor, dedicção e recursos.

Insignificâncias.
Tragediazinhas.
Rio delas.
Penso que evitam a coisas piores, ferimentos físicos ou emocionais graves.
E, a maior delas, a final.
A morte, a indesejada das gentes.

Carne da minha perna

Um pai não nasce pai.
O Filho é o parteiro do Pai.
O pai nasce um pouco antes do filho?
Não!
Aquilo de querer ser pai, de se preparar para, ainda não é ser pai.
Um pai nasce quando vê a cara do filho.
Quando descobre que um filho no começo não sabe que tem pai.
Bem no comecinho nem mãe ele sabe que tem.
Aí ele descobre o peito, o leite, abre os olhinhos de cachoro recém nascido e descobre o mamilo, o bico do peito, um, dois. E um dia, antes e finalmente, o bebê sabe que há uma mãe.
Ainda vai uns dias, semanas? Meses?...até que no meu caso, o menino, saiba que tem lá um homem.
Que esse estranho homem é seu estranho pai.
E o estranhamento só aumenta, no meu caso de novo.
Extranha, exterioriza a entranha.
Por que eu sou exquisito (em espanhol) e extranho.
Eu ajo esquisito. E estranho.
Eu sou esquisitão, pode se dizer.
Só vir aqui e ficar batucando ao ritmo de uma suposta fala, de um canto, desse canto que grita, que é mavioso, que vai para lá e prá ao sabor de um vento de paraísos e musas e sons e ações como de cinema, ações que sempre valem, mesmo que ninguém as veja.
Um filme não rodado.
Nem roteirizado.
Mal dirigido, só ver o número de mortos nas estradas, de vidas derrapadas, de casamentos trombrados, de famílias com cortes, cicatrizes de vidros, de ferros, de fios, de fogo, de combustível queimado e latões de lixos enormes que nunca são retirados antes da putrefação e do cheiro ruim, do ranço, da mágoa, da má água do piriri azedo do Guandu do Crivella, da mágoa da mãe que prefere o silêncio inativo à comunicação aberta tão necessária para o apoio ao filho, esse mesmo que abriu o olho e não gostou do que viu em certas cenas e tem uma tendência e se fixar em detalhes da cena e às vezes perde o foco na cenna maior, a vida dele que chega esse ano no terrível 27, o 27 que assustou todos eles, que assutou a mim enquanto eu me perguntava se ia sair da barriga da mãe um monstrinho, ou um monstrão, anencefálico ou com duas cabeças? três pernas, quatro olhos, mil bocas e pele de lagarto com unhas de Zé do Caixão, enroladas, cornos em pontos aleatórios, pés revirados em curupírica revolução, com encostos maléficos a serem exorcizados, com idéias fixas de satanismo a serem libertas, com Mansosns e Ozzis infernais a infernizar lhe o sono do homem que carrega a criança frágil e dócil e doce e franciscana que afinal só queria (o homem jovem e a sua criança) que ninguém fodesse.
Que ninguém fodesse o paraíso que sonhamos e que não vamos nunca encontrar.
Nunca.
Nunca mais?
Nunca, nunca houve?
Nunquinhas de pitibiribas.
Não. Era só o moleque.

O moleque e seu pai velho.

Seu pai velho que já tinha tirado décadas a remoer moinhos de conhecimento, servidão, até crenças em dias melhores em foices martelos libertadores mais que escravizadores, de luta antifa, de passeatas de bandeira vermelha em punho. de distribuição de panfletos, de colar cartaz e pintar em postes e muros e sarjetas e ruas em cidades próximas e remotas como Marília, Sampa, Cajati, Campinas, Porto Seguro.
Mas veio Collor.
FH.
Até elegermos Lula que elegeu Dilma que elegeu o Vampiro Temeroso.
Que nos deu Bozo.
Farinhas do mesmo Bolton.
E eu aqui esperando o filho que não vem!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

My Heritage

Paguei um kit de DNA.
Recebi um kit com dois cotonetes e tubinhos,  raspei as bochechas por dentro, postei e agora sei mais  um pouco sobre quem sou, no sentido de saber de onde vieram meus antepassados.
Por um montão de informações sempre disse que eu era um portuga caldeado, portanto 1/3 judeu, 1/3 muçulmano e 1/3 cristão.
Soube depois de minhas heranças bascas e andaluzas.
Morei no Marrocos e sempre me soube mouro.
Agora vem esse resultado.
65,1% Ibérico
13,2 % Ashquenazita
8,1 % Báltico
7,8 % Norte Africano
3,6 % Italiano
1,3% Nigeriano e
0, 9% Índio
Sei que não podia estar mais feliz.
Espero que os resultados sejam "verdadeiros" (não achei nada que desabone a empresa e seus métodos, mas incertezas deve haver e muitas).
O mais curioso é que ficaram agora mais "elos perdidos" que antes.
Sempre me senti muito cristão novo.
Depois me senti marrano, criptojudeu, filho da promessa.
Depois namorei a Míriam e era quase um goi schwarz, mas super bem aceito no gueto polaco (e leste europeu em geral) judeu de São Paulo. Fui em casamentos, filmes na Hebraica, no Gershom Sholem.
E fui feliz, algo me dizia, sei lá por que cargas, que aquilo me pertencia também. Agora tenho certeza, só não sei como.
O nigeriano,... bem...., minha bunda, meu nariz, meu cabelo encaracolado (racistas chamaram de "ruim"), tudo já dizia, gritava, que meus traços negróides estavam ali para dizer, parafraseando um sociólogo gagá, que "eu tenho um pé na cozinha", na senzala, lá no fundo do canavial, no pisadô!
Ou quiçá tudo ao reverso.
Pode ser assim: um negro meio príncipe que veio no eito pro Uruguay, tornou-se gaucho, chefe de tropa na Cisplatina matando muitos brasileiros. Ferido, ficou e trocou de coxilha.
Casou com charrua bonita. O filho deles casou com uma judia bielorrussa e a filha deles casou com um marinheiro letoniano judeu desceu em terra no Porto dos Cassais ou no Desterro. Esse casal Vingoetxea pariu minha bisavó Ana Flora!
Que teve boa vida de esposa citadina de um funcionário médio (professor, contador, gestor público, etc.) e, quando a política virou pros conservadores paulistas, pulou num trem, afivelou as ilhargas, meteu as bruacas no lombo das tropa e nas carroças e saiu com o doce Quinzinho e uma já filharada de 4 pelo sertão da Farinha Podre até as terras de Cora e dali, quando de novo a política se virou, coreu mais muitas léguas e se meteu em Mineiros.
Muitos anos depois (dezessete só em Goiás) Quinzinho e Ana Flora vieram de volta prá Piracicaba em 1923. Em 1927 vieram, pela mão do vô Luiz, que era já casado com a Claudimira Rezende Carrijo de Olivera, morar na Fazenda Floresta lá em Avencas (que foi alvo de disputas familiares veladas, certos irmãos se sentido lesados na partilha, e hoje é da família Dias Tóffoli).
O bisavô Quinzinho morreu em Marília em 11 de Agosto 1939 com 76 anos e a bisavó Ana Flora também morreu em lá em Marília, em 18 de Novembro de 1956 com 87 anos.
Se não é verdade, serve de poesia.
Dá um livro.
Aliás, já sou todas novelas de mim.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Tempo estelar: Bolsomico

Lula tá livre.
O Bozo não tá preso.
A meta agora é prender esses milicianos que dominam o país!