Não quero discutir detalhes desssa família que hora nos desonra.
Diário Esporádico: escrito por ROBERTO CORRÊA DE CERQUEIRA CÉSAR, um engenheiro escritor, taurino, pai de dois meninos (por quanto tempo ainda?), com cabelo embranquecendo e caindo, ficando cada dia mais cego!
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"Concreto"
Pedra, barro, massa Mão, calo, amassa! Levanta parede No ar D a hora Que se levante! Mora dentro F ora Vi...
quarta-feira, 23 de outubro de 2019
quarta-feira, 2 de outubro de 2019
Febeapá
Para botar Lulalá na cana dura a gente vota até no Diabo.
Elezim.
O coisa.
O tinhoso.
O setepele.
Então a família do Bozo Bozó é pinto.
Nuntem Queiroz nem quéisso.
Pronto.
Pusemos um bandido do rio, capaz de se auto atentar, um ajeitador de filhos em esquemas de rachadinhas, de paletós sobre a cadeira e pernas prá que te quero, de lavadores de grana e canceladores de cpfs.
Fico pensando na arquiteta de ricos. Deve ter apertado o botão no 17 sem cerimônia.
Vômito.
Vomito.
Agora peno aqui.
E minhas penas nada são, já que aqui sou quase wasp.
Mas o pobre de direita que votou se arrependeu.
Espero que Bolsonaro seja nossa vacina contra a extrema direita para sempre.
Elezim.
O coisa.
O tinhoso.
O setepele.
Então a família do Bozo Bozó é pinto.
Nuntem Queiroz nem quéisso.
Pronto.
Pusemos um bandido do rio, capaz de se auto atentar, um ajeitador de filhos em esquemas de rachadinhas, de paletós sobre a cadeira e pernas prá que te quero, de lavadores de grana e canceladores de cpfs.
Fico pensando na arquiteta de ricos. Deve ter apertado o botão no 17 sem cerimônia.
Vômito.
Vomito.
Agora peno aqui.
E minhas penas nada são, já que aqui sou quase wasp.
Mas o pobre de direita que votou se arrependeu.
Espero que Bolsonaro seja nossa vacina contra a extrema direita para sempre.
domingo, 15 de setembro de 2019
Jards Macalé em "Besta Fera"
76 de idade e quase isso de boa música.
Minha mãe acha chato.
E sabe que eu adoro.
Ele pode ser o maior?
Por que não.
Tá vivo serelepe enunca se curvou.
Fiel a si a té o fim.
Foi fácil?
Necas de pitibiribas.
Acompanho o Macalinhas desde antanhos.
Maldito.
Ficou anos na geladeira.
E cantava "Você não gosta de mim, mas sua filha gosta!".
Pro Ernesto Geisel, já que era amigo do Chico e, meio tortamente, da Amália Lucy Geisel.
Minha mãe acha chato.
E sabe que eu adoro.
Ele pode ser o maior?
Por que não.
Tá vivo serelepe enunca se curvou.
Fiel a si a té o fim.
Foi fácil?
Necas de pitibiribas.
Acompanho o Macalinhas desde antanhos.
Maldito.
Ficou anos na geladeira.
E cantava "Você não gosta de mim, mas sua filha gosta!".
Pro Ernesto Geisel, já que era amigo do Chico e, meio tortamente, da Amália Lucy Geisel.
Mas não demorou muito e eu fui preso em Vitória do Espírito Santo, fazendo o projeto Pixinguinha com o Moreira da Silva. Mais tarde, nesse dia, quando vieram me soltar, o delegado disse: “você tem as costas quentes – mas eu ainda te pego”. Minha única parceria com o Moreira da Silva ficou sendo o samba “Tira os Óculos e Recolhe o Homem”, a frase que esse delegado disse quando me prendeu. Eu era casado com a Maninha, a Maria Eugênia Pereira, filha do governador de Minas Francelino Pereira, aquele que disse que “a ARENA é o maior partido do ocidente” [risos]. Depois descobri o que aconteceu. A Amália Lucy Geisel, filha do presidente Geisel, era uma pessoa legal, que gostava de artes e ficou como madrinha do projeto Pixinguinha. O Roberto Parreira, que era o presidente da Funarte, telefonou pra ela e disse: “prenderam o Macalé!”. Então ela ligou pro pai. E o nosso presidente Ernesto: “Mas quem é Macalé?”. Então o Geisel ligou pro Figueiredo, que era chefe do SNI, e mandou parar com a confusão, porque estavam sumindo com as pessoas…
A Amália é que era a musa do Chico, no verso “Você não gosta de mim mas sua filha gosta”?Ele não diz, mas era.
quinta-feira, 5 de setembro de 2019
Adágios Populares Clássicos - Compilação
A embriaguez é má conselheira. Fala-se demais.
Quantas vezes vim aqui derramar minhas lágrimas de crocodilo, ser uma pedra que rola e não cria limo.
Mas, amigos, amigos, negócios à parte.
Falar uma palavra pro Aloísio. Compartilho a dor.
Um olho no peixe e outro no gato.
Seguro morreu de velho e preguiçoso trabalha dobrado enquanto quem não quer ser lobo não lhe vista a pele.
Afinal, um dia é da caça e outro do caçador.
E deus tem mais para dar que o diabo prá tirar.
Em terra de cego, quem tem um holho...errei.
Não chorei o leite derramado.
Águas passadas não movem moinho.
O pior cego é cego político que não quer ver.
E apressado come cru e quente.
Vou plantar meu verde para colher o maduro, pois quem ri por último ri melhor.
E meus filhos criados, trabalho dobrado.
A noite todos gatos são pardos.
E depois da batalha aparece o valente.
Não lamente a morte da bezerra.
Deus ajuda quem cedo madruga.
Em briga de marido e mulher, usa-se a Maria da Penha.
Quem bate esquece e quem apanha, não.
A esperança é a última que morre.
De boas intenções o inferno está cheio.
Casa de ferreiro, espeto de pau.
Quando um não quer, dois não brigam.
Os últimos serão os primeiros.
Se ferradura desse sorte, burro não puxava carroça.
Manda quem pode, obedece quem tem juízo.
Pau que nasce torto, morre torto.
O homem é senhor do que pensa e escravo do que fala.
Quantas vezes vim aqui derramar minhas lágrimas de crocodilo, ser uma pedra que rola e não cria limo.
Mas, amigos, amigos, negócios à parte.
Falar uma palavra pro Aloísio. Compartilho a dor.
Um olho no peixe e outro no gato.
Seguro morreu de velho e preguiçoso trabalha dobrado enquanto quem não quer ser lobo não lhe vista a pele.
Afinal, um dia é da caça e outro do caçador.
E deus tem mais para dar que o diabo prá tirar.
Em terra de cego, quem tem um holho...errei.
Não chorei o leite derramado.
Águas passadas não movem moinho.
O pior cego é cego político que não quer ver.
E apressado come cru e quente.
Vou plantar meu verde para colher o maduro, pois quem ri por último ri melhor.
E meus filhos criados, trabalho dobrado.
A noite todos gatos são pardos.
E depois da batalha aparece o valente.
Não lamente a morte da bezerra.
Deus ajuda quem cedo madruga.
Em briga de marido e mulher, usa-se a Maria da Penha.
Quem bate esquece e quem apanha, não.
A esperança é a última que morre.
De boas intenções o inferno está cheio.
Casa de ferreiro, espeto de pau.
Quando um não quer, dois não brigam.
Os últimos serão os primeiros.
Se ferradura desse sorte, burro não puxava carroça.
Manda quem pode, obedece quem tem juízo.
Pau que nasce torto, morre torto.
O homem é senhor do que pensa e escravo do que fala.
Cada macaco no seu galho
Filho de peixe, peixinho é
É dando que se recebe
Quem com ferro fere, com ferro será ferido
Gato escaldado tem medo de água fria
De grão em grão, a galinha enche o papo
Devagar se vai longe
Cavalo dado não se olha os dentes
A pressa é inimiga da perfeição
Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura
O que os olhos não vêem o coração não sente.
Para palavras tolas, ouvido surdo.
Cão que ladra não morde.
Quem muito pega, pouco segura.
Mais vale um pássaro na mão que dois voando.
Roupa suja se lava em casa.
Ser lento para dar é como negar.
Prá formiga, orvalho é inundação.
A sorte nunca dá, empresta.
Quem tem medo é miserável.
Com um fio de cabelo, uma mulher arrasta um elefante.
Um coração em paz enxerga uma festa em cada aldeia.
quarta-feira, 24 de julho de 2019
Moraesão: Professor de Química do Colégio Cristo Rei. Um obituário saudoso.
Francisco Chaves de Moraes Filho foi um dentista, nascido em Pompéia, formado na originalmente ESCOLA DE PHARMÁCIA E ODONTOLOGIA DE RIBEIRÃO PRETO, depois FORP-USP, em 1962.
Adotou Marília com o coração.
Era casado com dona Aracy Souto de Moraes, tinham a filha Ana Carolina Moraes Makino e duas netas.
Faleceu ontem.
Tive pai.
Mas tive pais sociais.
O Moraes, ou Moraesão, era meu professor de química e chegou a sugerir que eu fosse químico.
Não o atendi de todo.
Era também amigo dileto dos meus pais e padrinho de batismo do meu irmão cadete.
Me graduei em Engenharia Química.
Nunca me esqueci dos primeiros ensinamentos na área que ele me deu.
Nem das saborosas "pílulas biográficas" que ele soltava sobre os mestres da nossa profissão.
"Niels Henrick David Bohr era também muito bom jogador de futebol, tendo tentado a profissionalização como goleiro em Copenhaguem no mesmo time onde seu irmão, Harald, atuava (Harald atuou na seleção dinamarquesa, tendo conquistado uma medalha de prata olímpica olímpica. Os dinamarqueses perderam de 2 a 0 para a Inglaterrra na final, após terem vencido a França por 17 a 1 na semifinal. Este placar ainda é um recorde."
Sou seu filho espiritual.
Ele não era uma unamidade.
A maioria dos alunos, muitos por execrar sua ciência, o execravam junto.
Não posso não dizer que os métodos pedagógicos dos anos 70 e 80 seriam aplaudidos hoje.
Mas a mim, e aos "colegas de trabalho" que ele cultuava, era um ídolo.
RIP, Moraes.
Não pude me ausentar de São Paulo para participar do velório e exéquias.
Minha mãe e irmãos estaram lá por mim.
Adotou Marília com o coração.
Era casado com dona Aracy Souto de Moraes, tinham a filha Ana Carolina Moraes Makino e duas netas.
Faleceu ontem.
Tive pai.
Mas tive pais sociais.
O Moraes, ou Moraesão, era meu professor de química e chegou a sugerir que eu fosse químico.
Não o atendi de todo.
Era também amigo dileto dos meus pais e padrinho de batismo do meu irmão cadete.
Me graduei em Engenharia Química.
Nunca me esqueci dos primeiros ensinamentos na área que ele me deu.
Nem das saborosas "pílulas biográficas" que ele soltava sobre os mestres da nossa profissão.
"Niels Henrick David Bohr era também muito bom jogador de futebol, tendo tentado a profissionalização como goleiro em Copenhaguem no mesmo time onde seu irmão, Harald, atuava (Harald atuou na seleção dinamarquesa, tendo conquistado uma medalha de prata olímpica olímpica. Os dinamarqueses perderam de 2 a 0 para a Inglaterrra na final, após terem vencido a França por 17 a 1 na semifinal. Este placar ainda é um recorde."
Sou seu filho espiritual.
Ele não era uma unamidade.
A maioria dos alunos, muitos por execrar sua ciência, o execravam junto.
Não posso não dizer que os métodos pedagógicos dos anos 70 e 80 seriam aplaudidos hoje.
Mas a mim, e aos "colegas de trabalho" que ele cultuava, era um ídolo.
RIP, Moraes.
Não pude me ausentar de São Paulo para participar do velório e exéquias.
Minha mãe e irmãos estaram lá por mim.
sábado, 6 de julho de 2019
Al Janiah
Quem sabe sabe.
Fer me levou.
Mamah tocou.
Tabule, cerveja Terra APA de Apiaí.
PETAR na área.
Novamente, quem sabe sabe.
Valeu.
Fer me levou.
Mamah tocou.
Tabule, cerveja Terra APA de Apiaí.
PETAR na área.
Novamente, quem sabe sabe.
Valeu.
quinta-feira, 4 de julho de 2019
Sempre
Meti me a mim e Zefinha e Clau e filhos numa reforma pós deprê.
Comprei máquina de corte da De Walt.
Empenhei força e precisão, apuro técnico e quase morro várias vezes.
Riscos, contaminações de pós arqueólógicos de paredes antanhas.
Abri uma janela no box do banheiro do meio.
Ia fazer o mesmo no banheiro do fundo, o da suíte.
Mas o trampo é prá lá de complicado.
Bem que eu devia me animar.
Mas é dose.
Vai daí que fiz a seguinte conta: todo volume que retiro do apartamento é volume que ganho no apartamento.
Então tirei: a porta da cozinha para asala, as portas de correr entre a cozinha e a área de serviço, a porta do quartinho de empregada (que é minha oficina), a porta e o batente do banheiro da suíte, duas das portas do armário do meu quarto, as esquadrias do banheiro da suíte (que serão substituídas por vidro transparente).
Estou com as mãos num estado um pouco lamentável.
Mas a mente está ótima.
Trabalhar no ninho da gente, na toca, tem um que de tatu.
De toupeira, de passarinho joão de barro.
De rato que faz cama de papel e madeira roída, picada.
Labuta, metiê, trampo.
Uma pergunta se eu não tinha coisa mais importante a fazer.
Outras vieram com o famoso "derruba tudo e começas do zero, da parede nua".
Outra deu dicas tipo: contrate um bom pedreiro.
Outro duvidou.
Muitos não botaram fé.
Um almofadinha, gordinho, engenheiro químico, sei lá. Não pode fazer força!
Ninguém dá de barato que um cara inteligente, forte e motivado é capaz de muito.
Botam você numa caixinha de que quem trabalha com conhecimento não pode fazer trabalhos manuais.
Mas eu vou é ser gauche na vida.
Bora.
Comprei máquina de corte da De Walt.
Empenhei força e precisão, apuro técnico e quase morro várias vezes.
Riscos, contaminações de pós arqueólógicos de paredes antanhas.
Abri uma janela no box do banheiro do meio.
Ia fazer o mesmo no banheiro do fundo, o da suíte.
Mas o trampo é prá lá de complicado.
Bem que eu devia me animar.
Mas é dose.
Vai daí que fiz a seguinte conta: todo volume que retiro do apartamento é volume que ganho no apartamento.
Então tirei: a porta da cozinha para asala, as portas de correr entre a cozinha e a área de serviço, a porta do quartinho de empregada (que é minha oficina), a porta e o batente do banheiro da suíte, duas das portas do armário do meu quarto, as esquadrias do banheiro da suíte (que serão substituídas por vidro transparente).
Estou com as mãos num estado um pouco lamentável.
Mas a mente está ótima.
Trabalhar no ninho da gente, na toca, tem um que de tatu.
De toupeira, de passarinho joão de barro.
De rato que faz cama de papel e madeira roída, picada.
Labuta, metiê, trampo.
Uma pergunta se eu não tinha coisa mais importante a fazer.
Outras vieram com o famoso "derruba tudo e começas do zero, da parede nua".
Outra deu dicas tipo: contrate um bom pedreiro.
Outro duvidou.
Muitos não botaram fé.
Um almofadinha, gordinho, engenheiro químico, sei lá. Não pode fazer força!
Ninguém dá de barato que um cara inteligente, forte e motivado é capaz de muito.
Botam você numa caixinha de que quem trabalha com conhecimento não pode fazer trabalhos manuais.
Mas eu vou é ser gauche na vida.
Bora.
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