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"Concreto"

Pedra, barro, massa     Mão, calo, amassa! Levanta parede  No ar  D a hora Que se levante! Mora dentro     F ora   Vi...

terça-feira, 8 de maio de 2018

Haddad

Boulos foi massa no Roda Viva. Vai crescer.
Ciro tem pena de Gleisi e Aldo Fornazieri proclama derrota retumbante. Gosto de Ciro também.
Nem vou falar da Manu.
Mas eu tenho um sonho.
O dedo de Lula preso recairá sobre Fernando.
Que deixará todos outros como cavalos paraguaios.
Vai jantar o Chuchu semsaborão.
Vaticínio. Quimera. Utopia.
Mas aqui, quem manda sou eu!

Final Portrait

O gênio é perturbado pela sua incapacidade de exultar com seu trabalho. Repinta, pinta por cima.
Quebra um dia, no surto, jóias do atelier.
Toca fogo em desenhos antigos e depois nem sabe o que fez. Faz esculturas já evoluídas voltarem ao estado de barro, faz pedra virar pó. Aborta.
Não se arrepende de passar por cima de amores, de romper compromissos com prazos e  viver esbanjando recursos.
Só sua obra importa.
São cristos.
Só eles salvam.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Vim e vi (já adianto que não venci)

Vim morar na Flórida "por acaso" e cheio das melhores intenções e sonhos de riqueza e adaptação.
Se dependesse dessas expectativas, eu teria mestrado, ficado rico, feliz, bem casado ou o que os valha e estaria por aí de carrão e lancha para cima e para baixo.
Qual o quê.
Nem sou essa coca cola toda. Consumo exagerado deprime. E o isolamento, que não busquei, mas a situação me expôs, me trouxeram até ao ponto de jogar a toalha.
Mês que vem, volto.
É quente, relativamente segura, bonita, etc.
Lakeland seria uma Marília que deu certo, seja lá o que isso possa significar.
Não estou falando mal da terra do Tio Sam nem do Tio Donald.
Mesmo sendo de esquerda, sou do tipo que não cospe no prato que come.
Onde se ganha pão, pode até comer carne. Coração bom que só, me acho, um anjo torto.
Sou grato e tal.
Mas não é prá mim.
Meu paísão no meio de uma "guerra" que levou "o meu" Lula prá cadeia, situação na qual os defeitos dele não foram o que realmente o abateu e ao meu partido. Wall, não vou me alongar nessa arenga.
O babado é outro.
Banzo de negro arrancado (não foi a força não, vim por que quis) da sua África.
Falta de samba, de borogodó, de boteco na rua, de centro de cidade, fedido, pobrinho, com gente nas marquises. Falta de pertencimento.
Falta de mãe, de irmãos, de ser "branco" de novo (aqui pareço um certo juiz falando do Buonasera) e me faltam além de "hard traits some soft skills".
Sou apenas um rapaz que está envelhecendo.
Um rapaz como o Bel, sem muito dinheiro. 
Mas ainda um rapaz latino, cheio de um sonho viçoso que um sorriso do Boff, uma palavra do meu preso político de estimação, uma palavra amiga de um irmão (e olha que se acham entre os gringos uns bem bacanas) qualquer manifestação de alegria e de convivialidade fazem abanar o rabo como um cão fiel.
Sou de briga não, sou de paz. Vou brigar comigo não. Mala pronta e ventania! Voando pro Sul desse Equador que divide. Que una!

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Amor de mãe

Ligou para os parabéns.
Choramos lembrando do aconchego da criança no colo, no regaço, no peito.
Disse que as mágoas passariam, que meus irmãos me amam, que as vicissitudes e os desgastes estão aí para serem superados e demonstrou o que eu todavia não desconfiava.
Sempre tive um lugar no mundo ao lado dela e dos seus.
A pena que me inflingiram foi demasiada, pensei até em não suportar.
Mas gato escaldado tem medo de água fria e a presença da Lia (sim, elatem o nome da filha que quis ter e não tive) me fez ver que dois mancos, se bem atados, fazem uma caminhada onde um ombro apoia o outro e o caminha fica menos coxo.
Mas hoje não espaço para outra mulher.
Sim, teve as irmãs dela, tem a filha dela, teve até a mãe dos filhos e principalmente as amigas queridas.
Mas hoje o dia foi da mãe!

Afinal ela sabe o que ela pariu.

Enquanto isso na Sala da JustiSSa

Moro subverte <BR>hierarquia judiciária

1o de Maio chegando, 25 de Abril passou, e nosso queridão Lula não está só

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Utopia

No meio de uma realidade distópica, me ocorrem os sonhos que acalentávamos.
Um sonho onde a terra fosse de todos, os frutos do trabalho arduamente ganhados por todos e repartidos.
A paz mundial.
Fim da violência.
Entendimento entre os povos, cuidados com os vulneráveis.
Onde em mim, onde em nós esses sonhos ainda se escondem?
Precisamos deles.
Precisamos esquecer esse "farinha pouca meu prião primeiro".
Precisamos acreditar na justiça, no legislativo e no executivo, já que o mundo ganhou dimensões tais que não existe a possibilidade de auto-governo.
Não vai ser fácil acordarmos do pesadelo que se tornou viver.
Mas enquanto não fechamos os olhos definitivamente, vamos lutando aqui e ali.
Tentando reencontrar os meninos que sonhavam coletivamente com mundos melhores.
Não pode ser esse o fim.
Não pode não haver fim para as penas que nos aplicam.
Seria a humanidade esse tal fracasso?
Apartada do melhor de si, relegada a vale tudo.
Deve ser uma ressaca, uma doença.
Espero que tenha cura.