Dia 13, nessa sexta feira, sorte nossa, vamos sair às ruas para defender a democracia e a Presidenta Dilma!
À partir das 15 horas na Avenida Paulista aqui em São Paulo.
Informe-se com a CUT, MST ou outros movimentos sociais importantes.
Sua cidade também deve fazer parte dessa grande manifestação!
Vamos às ruas contra o golpismo de direita!
Diário Esporádico: escrito por ROBERTO CORRÊA DE CERQUEIRA CÉSAR, um engenheiro escritor, taurino, pai de dois meninos (por quanto tempo ainda?), com cabelo embranquecendo e caindo, ficando cada dia mais cego!
Postagem em destaque
"Concreto"
Pedra, barro, massa Mão, calo, amassa! Levanta parede No ar D a hora Que se levante! Mora dentro F ora Vi...
quarta-feira, 11 de março de 2015
domingo, 8 de março de 2015
Epifania
Moraes e Davi,
Cesinha, Repolho,
Mais dois.
Acabou, chorare!
O sonho não acabou.
Talvez compreendesse mais.
Valeu: Leminski,
Tim, Luiz, Chico, Jorge...
E quem não gosta, é doente.
Jogando meu corpo.
A menina dança.
Pretinha.
Festa do interior.
Pombo correio.
Isso é Brasil
Indivisível
Sem retrocesso
Que impichiman que nada!
sábado, 7 de março de 2015
Diadema é um poema
Farmácia Unifesp.
Avenida Conceição, mas tem também mais três "unidades".
Rua Professor Artur Riedel, Rua Antônio Doll Morais e Rua Manoel da Nóbrega.
Umas mais perto do terminal de trólebus, outra perto do Parque Ecológico do Bairro Eldorado.
Semana que vem vamos procurar apê.
Conhecer miríade de ruas que, quem sabe, um dia soarão para mim tão familiares como Jesuíno, Pedroso, Joaquim Floriano, João Cachoeira e Clodomiro.
Como já foram Gonçalves Dias, Bandeirantes e Álvares Cabral, Sampaio Ferraz, Rua Manaus.
Lúcia Tonon Martins, Helenita Aparecida Bassan de Sá.
Já tive ruas de muitas cidades.
Como mulheres de um bom marinheiro.
Cada uma um porto.
Suzano, Cajati, El Jadida.
Marília, Santos, São Paulo.
Agora minha cabeça enfeito.
Nem como corno manso que não enxerga.
Nem mulherzinha de tiarinha. Não.
Nome feminino na testa, até a alusão a uma jóia feminina.
Mas Diadema enfeita minha testa como nome de mais uma comunidade onde sou acolhido.
Mais um lar distante, mais um exílio doce.
Agora perto de tudo e de todos, central, perifericamente.
Perto dos berços esplêndidos do meu PT.
Perto do José de Filippi e do Anchieta, perto de Lula e de Dilma e Haddad e Padilha.
Perto de um sonho amado de fraternidade.
Sonho que ali se reuniram e reunirão ótimos pesquisadores e docentes.
Que ajudarão meu filho a seguir uma carreira profissional brilhante. Quiçá por lá mesmo!
Sonho, me embriago, me empapuço.
Já voei quatro décadas no futuro imprevisível do rapaz.
Volto para a porta de uma imobiliária local, o estudo de mapas.
Localização, localização, localização...
Coroa de Rei!
Diadema é um poema!
Avenida Conceição, mas tem também mais três "unidades".
Rua Professor Artur Riedel, Rua Antônio Doll Morais e Rua Manoel da Nóbrega.
Umas mais perto do terminal de trólebus, outra perto do Parque Ecológico do Bairro Eldorado.
Semana que vem vamos procurar apê.
Conhecer miríade de ruas que, quem sabe, um dia soarão para mim tão familiares como Jesuíno, Pedroso, Joaquim Floriano, João Cachoeira e Clodomiro.
Como já foram Gonçalves Dias, Bandeirantes e Álvares Cabral, Sampaio Ferraz, Rua Manaus.
Lúcia Tonon Martins, Helenita Aparecida Bassan de Sá.
Já tive ruas de muitas cidades.
Como mulheres de um bom marinheiro.
Cada uma um porto.
Suzano, Cajati, El Jadida.
Marília, Santos, São Paulo.
Agora minha cabeça enfeito.
Nem como corno manso que não enxerga.
Nem mulherzinha de tiarinha. Não.
Nome feminino na testa, até a alusão a uma jóia feminina.
Mas Diadema enfeita minha testa como nome de mais uma comunidade onde sou acolhido.
Mais um lar distante, mais um exílio doce.
Agora perto de tudo e de todos, central, perifericamente.
Perto dos berços esplêndidos do meu PT.
Perto do José de Filippi e do Anchieta, perto de Lula e de Dilma e Haddad e Padilha.
Perto de um sonho amado de fraternidade.
Sonho que ali se reuniram e reunirão ótimos pesquisadores e docentes.
Que ajudarão meu filho a seguir uma carreira profissional brilhante. Quiçá por lá mesmo!
Sonho, me embriago, me empapuço.
Já voei quatro décadas no futuro imprevisível do rapaz.
Volto para a porta de uma imobiliária local, o estudo de mapas.
Localização, localização, localização...
Coroa de Rei!
Diadema é um poema!
quinta-feira, 5 de março de 2015
A colega apareceu
Cara de poucos amigos, esquivando o olhar dentro do Laboratório.
Esperei uns instantes e fui direto, sonoro.
- "Você já me perdoou?"
- "Eu não tenho que perdoar ninguém."
- "Então não perdoou. Por enquanto ficamos assim."
Nem sei porque estou pedindo perdão. Mas achei melhor.
Se ela prefere se fazer de durona, pior para nós.
Mas o tempo passa, a gente lambe as feridas e vamos em frente.
O chato é que ela vai embora (trabalhar no Rio) por agora, nas próximas semanas.
Ia ser uma festa de despedida emotiva.
Agora, provavelmente, eu não serei convidado.
Vai na fé, irmã!
Esperei uns instantes e fui direto, sonoro.
- "Você já me perdoou?"
- "Eu não tenho que perdoar ninguém."
- "Então não perdoou. Por enquanto ficamos assim."
Nem sei porque estou pedindo perdão. Mas achei melhor.
Se ela prefere se fazer de durona, pior para nós.
Mas o tempo passa, a gente lambe as feridas e vamos em frente.
O chato é que ela vai embora (trabalhar no Rio) por agora, nas próximas semanas.
Ia ser uma festa de despedida emotiva.
Agora, provavelmente, eu não serei convidado.
Vai na fé, irmã!
quarta-feira, 4 de março de 2015
Coisas de pai e filho
Soube ontem que ele entrou na Universidade e fico pensando em coisas que ele tem que ou pode fazer.
Pode ir na aula amanhã cedo mesmo, já que à tarde se matricula e as aulas já começaram.
Com o atestado de matrícula, posso reinscrevê-lo no plano de saúde da empresa e economizar mais uns cascalhos.
Se ele quer morar lá em Diadema e trabalhar, pode!
Arrumar vaga em república, bolsa de trabalho ou de pesquisa, um pequeno estágio em algum laboratório, quiçá quisesse comprar um carrinho para se locomover e levar os amigos de lá prá cá.
De quebra eu me sinto, mais rico e sábio, o mesmo menino que saiu de Marília em 1978 (mas a escola militar não conta) e depois, em 82, chegando na Poli. E depois em 1984, depois da morte do velho, indo prá Unicamp em Campinas.
Nova cidade, nova casa, nova escola, novos amigos...
Nele eu renasço.
Pode ir na aula amanhã cedo mesmo, já que à tarde se matricula e as aulas já começaram.
Com o atestado de matrícula, posso reinscrevê-lo no plano de saúde da empresa e economizar mais uns cascalhos.
Se ele quer morar lá em Diadema e trabalhar, pode!
Arrumar vaga em república, bolsa de trabalho ou de pesquisa, um pequeno estágio em algum laboratório, quiçá quisesse comprar um carrinho para se locomover e levar os amigos de lá prá cá.
De quebra eu me sinto, mais rico e sábio, o mesmo menino que saiu de Marília em 1978 (mas a escola militar não conta) e depois, em 82, chegando na Poli. E depois em 1984, depois da morte do velho, indo prá Unicamp em Campinas.
Nova cidade, nova casa, nova escola, novos amigos...
Nele eu renasço.
Minha amiga sergipana
Rolou um entrevero de trampo.
Uma vez, quase um ano atrás ou mais, vi que ela era difícil.
Mas ontem ela "atirou no mensageiro".
Bem, hoje ela me evitou.
Eu pensei em fazer como faço com amigos e minha mulher: pedir desculpas mesmo sem saber porque.
Mas ela "fugiu".
Não vou ficar remoendo, pois esse é um momento especial, a entrada do Ariel na Farmácia da Unifesp me faz pensar que a vida é bela, que há outras paragens além dos problemas do dia a dia do trabalho, que vou prá Índia em breve e não vou carregar mágoas que se produzem como relâmpagos e parecem que com a mesma velocidade se findam.
Não pode ser um choque de matar amizade.
Não. Penso que ela podia estar com outros problemas, que investiu emoções demais no resultado que ela esperava e isso turvou um pouco a visão dela e ela derrapou num óleo que ela mesma espalhou à sua frente...
Mágoas autoinflingidas, sobrou prá mim que gosto dela.
Não pude conversar tranquilamente e ver a mágoa se ir.
Amanhã vai ser outro dia.
Uma vez, quase um ano atrás ou mais, vi que ela era difícil.
Mas ontem ela "atirou no mensageiro".
Bem, hoje ela me evitou.
Eu pensei em fazer como faço com amigos e minha mulher: pedir desculpas mesmo sem saber porque.
Mas ela "fugiu".
Não vou ficar remoendo, pois esse é um momento especial, a entrada do Ariel na Farmácia da Unifesp me faz pensar que a vida é bela, que há outras paragens além dos problemas do dia a dia do trabalho, que vou prá Índia em breve e não vou carregar mágoas que se produzem como relâmpagos e parecem que com a mesma velocidade se findam.
Não pode ser um choque de matar amizade.
Não. Penso que ela podia estar com outros problemas, que investiu emoções demais no resultado que ela esperava e isso turvou um pouco a visão dela e ela derrapou num óleo que ela mesma espalhou à sua frente...
Mágoas autoinflingidas, sobrou prá mim que gosto dela.
Não pude conversar tranquilamente e ver a mágoa se ir.
Amanhã vai ser outro dia.
terça-feira, 3 de março de 2015
Quem sai aos seus não degenera
Ariel sempre quis estudar Farmácia.
Quer inventar a cura "de tudo".
É um socialista, tem lindas ideias.
Como todo jovem (como eu fui) pode não ter um plano bem acabado.
Mas quem tem boa vontade já não falta tudo.
Renegou a Unip e a Osvaldo Cruz nos dois anos anteriores.
Finalmente entrou numa Universidade Pública.
Por questões de "turma" ele sempre quis a Unifesp de Diadema.
Depois de amanhã ele lá se matriculará.
Eu estou feliz por ele e por mim.
Como se eu tivesse ganho um cheque de uns 200 mil reais assinado pela Dilma.
(A 2 contos por mês uma faculdade "boa" em Sampa, é o que o Governo vai me economizar).
Mas ver o olho do filho brilhando, a auto estima resgatada e um futuro com uma carreira brilhante se descortinando na frente desse menino (que, "meu clone", tanto me lembra há 30 anos)...ah, isso não tem preço!
Quer inventar a cura "de tudo".
É um socialista, tem lindas ideias.
Como todo jovem (como eu fui) pode não ter um plano bem acabado.
Mas quem tem boa vontade já não falta tudo.
Renegou a Unip e a Osvaldo Cruz nos dois anos anteriores.
Finalmente entrou numa Universidade Pública.
Por questões de "turma" ele sempre quis a Unifesp de Diadema.
Depois de amanhã ele lá se matriculará.
Eu estou feliz por ele e por mim.
Como se eu tivesse ganho um cheque de uns 200 mil reais assinado pela Dilma.
(A 2 contos por mês uma faculdade "boa" em Sampa, é o que o Governo vai me economizar).
Mas ver o olho do filho brilhando, a auto estima resgatada e um futuro com uma carreira brilhante se descortinando na frente desse menino (que, "meu clone", tanto me lembra há 30 anos)...ah, isso não tem preço!
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