Uma transa rola pela quase madruga depois de conferir qual filho dormiu em casa e confirmar com o mais velho por celular que ele vive, só foi dormir na casa de mais uma "amiga".
O mais novo enrolado em suas cobertas, cansado de mais uma balada.
A via ia, sempre vai a vida até a cova.
Me absorvo no aqui agora pois essa é a real. Sem grandes futuros nem passados.
Mesmo assim com tempo para ambos. Converso com o irmão do Oeste e ele esteve com vocês, todos reunidos no Tio Zé, Zeca, Zé Portes, José de Cerqueira César, Cerqueira César, Cerqueira.
E sonho a semana com dois dias no Rio, outros três em Cubatão, mas sempre embricado no fósforo de rocha a líquido fosfórico, a sólidos fertilizantes, eu e os aditivos de cristalização, anti espuma, floculante e anti corrosivo, testes em béqueres, quitasatos, cadinhos, filtros, "o químico em seu laboratório sem sal nem salário", o escriba, o alquimista, o sonhador incurável, o homem, a mulher, o pai, o filho, os espíritos santos, algum vislumbre de Deus.
Algum dinheiro no bolso, patacas que me tiraram do misererênóbis, orapronóbis.
Eu goiano, eu mineiro, eu carioca, eu paulista, paranaense, paraense, parnaibense, paraguaio, basco, andaluz, japonês.
Eu matogrossense, eu pernambucano.
Cano, cana doce santo amaro dulcíssima que só baiana com fogo com língua e com anca.
Com vontade de amar cada vez sempre mais meu solo, minha gente.
Meu eu teu todos nós.
A vida é o sexo dos vivos!
Diário Esporádico: escrito por ROBERTO CORRÊA DE CERQUEIRA CÉSAR, um engenheiro escritor, taurino, pai de dois meninos (por quanto tempo ainda?), com cabelo embranquecendo e caindo, ficando cada dia mais cego!
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"Concreto"
Pedra, barro, massa Mão, calo, amassa! Levanta parede No ar D a hora Que se levante! Mora dentro F ora Vi...
sábado, 26 de julho de 2014
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Pesquisa da BBC elege 2014 como a Copa das Copas
Mal acabou e a Copa do Mundo de 2014 vai cavando o seu lugar na história. Em pesquisa realizada pela rede pública inglesa BBC, o Mundial realizado no Brasil foi eleito o melhor de todos os tempos pelos torcedores ingleses, com 39% dos votos.
Além disso, a Copa de 2014 caiu no gosto dos estrangeiros por outros motivos. Os gols marcados por Robin van Persie contra a Espanha, de Tim Cahill contra a Holanda e também do colombiano James Rodríguez nas oitavas de final contra o Uruguai foram essenciais para 44.1% dos internautas elegerem o Mundial como os com os melhores gols em todas as Copas.
Com 55.9% dos votos, a Copa no Brasil foi escolhida como a mais competitiva das 20 edições realizadas. Além disso, o Mundial foi eleito como o com mais surpresas (48.2%), mais dramática (38.6%) e também a competição com o maior número de partidas inesquecíveis (49.7%).
Além disso, a Copa de 2014 caiu no gosto dos estrangeiros por outros motivos. Os gols marcados por Robin van Persie contra a Espanha, de Tim Cahill contra a Holanda e também do colombiano James Rodríguez nas oitavas de final contra o Uruguai foram essenciais para 44.1% dos internautas elegerem o Mundial como os com os melhores gols em todas as Copas.
Com 55.9% dos votos, a Copa no Brasil foi escolhida como a mais competitiva das 20 edições realizadas. Além disso, o Mundial foi eleito como o com mais surpresas (48.2%), mais dramática (38.6%) e também a competição com o maior número de partidas inesquecíveis (49.7%).
domingo, 13 de julho de 2014
"O cara" da Copa
Pensamos que seria Iniesta? Cristiano? James? Neymar? Robben? Messi? Müller? Nada! Peito e voleio contra Romero! Aos 7 do 2o tempo da prorrogação! Sua idade é 22 e seu nome é Mário Götze!
Final da Copa no Brasil
Não vi.
Não gostei.
Não sei quem ganhou.
É mentira!
Viva a Alemanha!
E viva a Argentina!
2a a vida volta ao normal.
Quer dizer que a vida foi excepcional.
Como um Natal
Carnaval
Festa
E tal
Fui feliz como pudia!
Pudera!
Sim, nós podemos!
Eu era o jovem
Obama
Eu era o
Beto
Amém!
Não gostei.
Não sei quem ganhou.
É mentira!
Viva a Alemanha!
E viva a Argentina!
2a a vida volta ao normal.
Quer dizer que a vida foi excepcional.
Como um Natal
Carnaval
Festa
E tal
Fui feliz como pudia!
Pudera!
Sim, nós podemos!
Eu era o jovem
Obama
Eu era o
Beto
Amém!
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Por que torci e torcerei pela Argentina (por Claúdia Trevisan)
Foi o silêncio mais estridente que já presenciei. Era a manhã do dia 12 de junho de 2002 e eu havia acabado de acordar de um sono que começara antes do jogo entre Argentina e Suécia do outro lado do mundo, transmitido na madrugada de Buenos Aires. Assim que abri os olhos, soube que a Argentina estava fora da Copa na qual havia chegado como favorita. A cidade estava muda. Não havia vozes, motores de carros, buzinas, portas se abrindo e fechando. Nada parecia existir além das paredes do apartamento em que eu vivia, na esquina das ruas Libertad e Posadas.
A eliminação ainda na primeira fase do Mundial realizado no Japão e na Coreia do Sul era mais um capítulo do calvário que os argentinos amargavam havia meses. O país enfrentava uma crise econômica de proporções épicas, que havia levado à queda de cinco presidentes em 12 dias, provocado o maior default de dívida da história e forçado a desvalorização do peso. O empobrecimento da nação que havia sido uma das mais prósperas da região era visível no aumento do número de catadores de lixo que transitavam pelas ruas.
Talvez seja a memória daquela distante derrota. Talvez a surpresa com que percebi que os argentinos tinham uma percepção muito mais positiva do Brasil e dos brasileiros do que a que nós tínhamos deles. Talvez seja o meu profundo afeto pelos argentinos. O fato é que não consegui torcer pela Holanda.
Vi o jogo sem som enquanto escrevia um texto sobre a ata da última reunião do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos (não consigo imaginar tema mais estrangeiro à Copa do Mundo). Semianalfabeta em assuntos do futebol, eu havia sido convencida por meus amigos entendidos de que a Argentina não tinha chance de chegar à final. Seria inevitável um confronto com o Brasil pelo terceiro lugar. O suposto mundial “americano” terminaria com uma disputa entre europeus.
Mas na medida em que o jogo avançava e o placar continuava 0×0, fui dominada por um entusiasmo incontrolável por los hermanos. Não foi uma torcida premeditada e racional. Foi espontânea, explosiva. Até queria torcer para a Holanda, mas não me convenci. Dei gritos, pulei na cadeira, cruzei os dedos e festejei quando Sergio Romero defendeu dois pênaltis. Vi no Facebook de minha amiga Marcia Carmo, que mora em Buenos Aires, o relato de que a cidade explodia em gritos. E lembrei do silêncio de 12 anos atrás.
Torci pela Argentina ontem e torcerei pela Argentina no domingo. Só que agora será uma torcida deliberada, premeditada e assumida desde o início.
A eliminação ainda na primeira fase do Mundial realizado no Japão e na Coreia do Sul era mais um capítulo do calvário que os argentinos amargavam havia meses. O país enfrentava uma crise econômica de proporções épicas, que havia levado à queda de cinco presidentes em 12 dias, provocado o maior default de dívida da história e forçado a desvalorização do peso. O empobrecimento da nação que havia sido uma das mais prósperas da região era visível no aumento do número de catadores de lixo que transitavam pelas ruas.
Talvez seja a memória daquela distante derrota. Talvez a surpresa com que percebi que os argentinos tinham uma percepção muito mais positiva do Brasil e dos brasileiros do que a que nós tínhamos deles. Talvez seja o meu profundo afeto pelos argentinos. O fato é que não consegui torcer pela Holanda.
Vi o jogo sem som enquanto escrevia um texto sobre a ata da última reunião do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos (não consigo imaginar tema mais estrangeiro à Copa do Mundo). Semianalfabeta em assuntos do futebol, eu havia sido convencida por meus amigos entendidos de que a Argentina não tinha chance de chegar à final. Seria inevitável um confronto com o Brasil pelo terceiro lugar. O suposto mundial “americano” terminaria com uma disputa entre europeus.
Mas na medida em que o jogo avançava e o placar continuava 0×0, fui dominada por um entusiasmo incontrolável por los hermanos. Não foi uma torcida premeditada e racional. Foi espontânea, explosiva. Até queria torcer para a Holanda, mas não me convenci. Dei gritos, pulei na cadeira, cruzei os dedos e festejei quando Sergio Romero defendeu dois pênaltis. Vi no Facebook de minha amiga Marcia Carmo, que mora em Buenos Aires, o relato de que a cidade explodia em gritos. E lembrei do silêncio de 12 anos atrás.
Torci pela Argentina ontem e torcerei pela Argentina no domingo. Só que agora será uma torcida deliberada, premeditada e assumida desde o início.
Copa III
7 a 1
Cômico
Se não
Fosse
Trágico
Lindo prá eles
Se não
Tão triste
Prá nós
O abandono
Dos nossos meninos
Foi uma das maiores
Dores
AMOR,
BRASILEIROS!
Cômico
Se não
Fosse
Trágico
Lindo prá eles
Se não
Tão triste
Prá nós
O abandono
Dos nossos meninos
Foi uma das maiores
Dores
AMOR,
BRASILEIROS!
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Vaissifúdêr!
Ô Alemón, batata, vai comer queijo com barrata!
Tá com sede? Qué água? Vai tomá na cuzinha!
Hemorróidas ardem e dóem, aftas idem!
E que carralho os alemóns fizerón co as brasileirras?
Tá com sede? Qué água? Vai tomá na cuzinha!
Hemorróidas ardem e dóem, aftas idem!
E que carralho os alemóns fizerón co as brasileirras?
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