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"Concreto"

Pedra, barro, massa     Mão, calo, amassa! Levanta parede  No ar  D a hora Que se levante! Mora dentro     F ora   Vi...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Mais uma da Páscoa 2012

Não sou religioso e coisa e tal, mas não tive como não me tocar com a foto aí na capa do Terra agorinha, falando da festa dos cristãos e tal e coisa. Fico imaginado, além das duzentas mil estátuas que já em minha vida de igrejeiro e museólogo, naqueles filipinos e outros loucos que se imolam, que se crucificam, penso então nos irmãos mussulmanos que se flagelam, e penso em Herodes mandando o tal Jesus prá cruz.
A tortura (assim como o auto flagelo) é um fenômeno humano arraigado, atávico.
Assim como o analfabetismo, a fome, a cobiça guerreira.
Quando o Cristo falou em amar ao outro como a si mesmo e até dar a outra face prá baterem, quando ele jogou as moedas e disse que aquilo era de César, quando ele finalmente disse que um sem pecado deveria atirar a primeira pedra na mulher adúltera, mas principalmente quando ele (não fui eu que disse! tá lá escrito!) que o cara tinha multiplicado o pão, os peixes e ainda trouxe vinho prá caralho prá animar a festa, aí eu vi que o cara era firmeza!
Aí ficou essa merda de botar a culpa nos judeus, que lhe meteram os pregos, mas sabemos que essa hitória toda desde aqueles tempos até o poema do Gunther Grass contra o Estado de Israel (contra as eventuais bombas de Israel sobre o Irã de Ahmadnejadi) são outros frutos podres da árvore rota da polítitica e que os monoteístas, os politeístas e mesmo os ateus, todos pacifistas concordam: não batam pregos nem atirem em si mesmos nem em mais ningém!

Do tempo do guaraná com rolha II

Nesse tempo, fim do Século 19 e começo do Século 20, no ocaso da supremacia inglesa e aurora do século americano, surgiu um vedante "industrial moderno" de garrafas de vidro que suportava a pressão das emergentes bebidas gasosas.
Acontece que o senhor William Painter, em 1891 em Baltimore, começou a trabalhar e em 1892 patenteou as famosas "Crown Cork", as primeiras tampinhas de refrigerante como hoje ainda as conhecemos (que eram um avanço sobre as enormes rolhas e arames que foram "emprestados" dos vinhos espumantes).
Na invenção de Painter, a vedação entre o metal e o vidro, hoje feita com resinas plásticas muito modernas, já foi feita de borracha e, no início, com a velha e boa cortiça portuguesa, daí o nome "cork" (cortiça em inglês). Esse negócio de inovação é velho! O Sr. Painter sacou algo que chamaríamos de "Ciência dos Materiais", um ramo importante das engenharias, entre os interstícios de várias indústrias químicas, da indústria do vidro, da metalurgia e da plastalurgia e os biomateriais. Quase um compósito!
Tampinhas "Corôa de Rolha" poderia ter sido o nome...mas aqui elas também se chamaram longamente de "Crown Cork", agora eu acho que retiraram o nome "cork" e ficou só "Crown", mas o site é o www.crowncork.com
E então associamos coisas velhas ao "tempo do guaraná com rolha", tempo em que se ia de bonde, ou se pegava um carro com chauffeur de praça para ir à Cidade, tempo em que se jogava a Taça Roca entre Brasil e Argentina, em que se tomava chá na Colombo, se banhava de maiô de corpo inteiro, que os aviõezinhos eram teco-tecos, que as bolas de futebol, os tênis e os sapatos eram todos de couro, que telefone era um aparelho grande, pesado, fixo e preto!

Páscoa em 2012

A presença de 3 gerações, quase quatro, em torno de um prato de bacalhau é maravilhosa. Sentamos, falamos pelos cotovelos, nos embriagamos um pouco, comemos até à farta, falamos mais e demais, derrubo copos, sujo a capa nova das cadeiras, mas vejo os rostos e sorrisos de minha infância, de minha juventude, de minha maturidade e de minha velhice.
Isso abarca os filhos e netos da Maria de Lourdes Pinto Corrêa e do Cherubim Alves Corrêa, dos filhos e netos do Luiz Egydio de Cerqueira César, da Claudimira de Oliveira César, da Vó Eugênia Portes, dos Bisnetos de Joaquim Egydio de Cerqueira César (que então se escrevia Cézar), mas também dos Pereira de Castro, Pessoa de Andrade, dos Moraes, dos Villani, dos Nogueira, dos Pietraróia, dos Ornstein, Kaasbergs, Siqueiras, Amaral, Cardia, Almeida e mais um milhão de nomes e sobrenomes de Piracicaba, Marília, Goiás, Campinas, São Paulo, de Birkerod, Araçatuba, de Paris e de Cajati. Urbi et Orbi!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Construcción, um Fito Chico argentino

CONSTRUCCIÓN

Amo aquella vez como si fuese última,
Beso a su mujer como si fuese última,
Y a cada hijo suyo cual si fuese el único
Y atravesó la calle con su paso tímido,
Subió la construcción como si fuese maquina,
Alzo en el balcón cuatro paredes sólidas,
Ladrillo con ladrillo en un diseño mágico,
Sus ojos embotados de cemento y lágrimas,
Sentose a descansar como si fuese sábado,
Comió su pan con queso cual si fuese príncipe,
Bebió y sollozo como si fuese un naufrago,
Danzó y se rió como si oyese música,
Y tropezó en el cielo con su paso alcohólico,
Y floto por el aire cual si fuese un pájaro,
Y termino en el suelo como un bulto flácido,
Y agonizo en el medio del paseo público,
Murió a contramano entorpeciendo el transito,

Amo aquella vez
Como si fuese ultimo,
Beso a su mujer
Como si fuese única,
Y a cada hijo suyo
Cual si fuese el prodigo,
Y atravesó la calle con su paso alcohólico,
Soplo la construcción como si fuese sólida,
Alzo en el balcón cuatro paredes mágicas,
Ladrillo con ladrillo en un diseño lógico,
Sus ojos embotados de cemento y transito,
Sentase a descansar como si fuese un príncipe,
Comió su pan con queso cual si fuese máximo,
Bebió y sollozo como si fuese maquina,
Danzó y se rió como si fuese el próximo,
Y tropezó en el cielo cual si oyese musica,
Y floto por el aire cual si fuese sábado,
Y termino en el suelo como un bulto tímido,
Agonizo en medio del paseo naufrago,
Murió a contramano entorpeciendo el público.

Amo aquella vez como si fuese maquina,
Beso a su mujer como si fuese lógico,
Alzo en el balcón cuatro paredes flácidas,
Sentose a descansar como si fuese pájaro,
Y floto en el aire cual si fuese un príncipe,
Y termino en el suelo como un bulto alcohólico,
Murió a contramano entorpeciendo el sábado,

Por eso el pan de comer y el suelo para dormir,
Registro para nacer, permiso para reír,
Poder dejarme respirar, y por dejarme existir,

Dios le pague,
Por esa grapa de gracia que tenemos que beber,
Por ese jugo desgracia que tenemos que toser,
Por dos andamios de gente que tenemos que subir y caer,
Dios le pague,
Por esa tía que un día nos va a burlar y escupir,
Y por las moscas y besos que nos vendrán a cubrir,
Y por la capa postrera que al fin nos va a redimir,
Dios le pague.

4 de Abril - Aniversário de Marília

Não sei se foi escolhido também pelo Bento de Abreu Sampaio Vidal, ou em que ano foi estabelecido. Depois dou um google... Mas lembro já nos anos 60 de desfiles cívico-militares na Avenida Sampaio Vidal. Bombeiros, policiais, os recrutas do Exército, as escolas, depois começaram a ir também academias de esportes, associações culturais e as famosas bandas sempre.
As bandas chegaram a ser 7 ou 8 das grandes (Cristo Rei, Senac, Polícia, etc). Era então um grande feriado, com a família, com os amigos.
Hoje beijo a face de Marília, como uma mãe ou um pai, distantes, mas dentro do coração grande aqui das lembranças e das possibilidades de resgate sempre.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Fim da Augusta

Na frente do Edifício Martins Fontes há cerca de 20 pessoas dormindo nas calçadas.
Imaginem quantos são na cidade toda!
Um deles, que deve ter caído no sono mais bêbado ou drogado, se estatela de braços e pernas abertas no meio da calçada, exigindo que os pedestres quase o pulem, pois há naquela altura além do homem uma grande lixeira.
Há um casal dormindo grudados, mas um de costas para a outra, que, a despeito da sujeira, poderíamos ser eu e ela sob as cobertas, ou você e sua(eu) amada(o).
Uma sociedade que não resolve essas situações, não resolve muitas outras coisas tão importantes quanto.
E VIVA o FERNANDO HADDAD!

Sampasalém

Dia de peasgem do Vigilantes do Peso, subo a pé a Padre João Manuel para perder algumas gramas. Encontro um enclave judaico.
Um grande desfile de sobretuidos hassídicos, quipás, vestidões e perucas Kosher na porta do Colégio Iavne, na esquina da Padaria Benyamin Avraham, nas portarias dos prédios em volta com altas concentrações da colônia.
Se tivesse mais umas tabuletas comerciais em hebraico nas ruas, ia parecer ainda mais aqueles bairros judeus de Nova York.