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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Boa notícia: ônibus elétricos para São Paulo

Andar nas ruas poluídas e violentas de Sampa é meio dose...
Mas agora propõe-se que se troquem os 11 mil ônibus da metrópole por ônibus elétricos, uma versão melhorada dos trólebus.
A melhoria se dá porque os ônibus terão baterias recarregáveis e serão recarregados em postos de energia elétrica a serem criados dentro desse escopo.
Não vão precisar usar aquelas hastes mondrongas ligadas permanentemente aos grossos fios elétricos de alimentação direta que riscam o céu e tanto enfeiam a paisagem.
Vamos cobrar! Alvíssaras!

domingo, 2 de outubro de 2011

Espaço Unibanco de Cinema, Rua Augusta, 22 h de Sábado

Comprei o ingresso para "Um conto Chinês" (supimpa, Darin mais uma vez grandioso)...
Comprei uma pinga Nega Fulô e ganhei um paiero Piracanjuba, fiquei perto do tio da pipoca vendo o sobe e desce na Augusta.
Mil tribos, sobretudo gays e lésbicas, casais cinéfilos uspianos, trabalhadores noturnos, transeuntes em geral.
Só. Eu e a multitude de gentes brasilis.
Não sei o que é tédio, no meio do povo.
Observo e, se posso, ponho umas palavrinhas num papelzinho, com uma caneta emprestada da moça do caixa.
Escrevo e vou vivendo. Feliz?
Como o pão que o acaso amassou!

sábado, 1 de outubro de 2011

Estate (Odeio o verão...)

Estate,
Sei calda come i baci che ho perduto
Sei piena di un amore che è passato
Che il cuore mio vorrebbe cancellare

Odio l'estate,
il sole che ogni giorno ci scaldava,
che splendidi tramonti dipingeva,
adesso brucia solo con furor.

Tornerà un altro inverno,
cadranno mille pètali di rose,
la neve coprirà tutte le cose
e forse un pò di pace tornerà.

Odio l'estate,
che ha dato il suo profumo ad ogni fiore,
l'estate che ha creato il nostro amore
per farmi poi morire di dolor.

Tornerà un altro inverno.

Odio l'estate,
che ha dato il suo profumo ad ogni fiore,
l'estate che ha creato il nostro amore
per farmi poi morire di dolor.

Odio l'estate.
Odio l'estate.

Autores: Brighenti - B. Martino - 1961

Alckmin se vinga!

Excluídos da propaganda de TV do PSDB paulista, Serra e Aloysio Nunes fizeram beicinho, reclamando em seus tuíteres (sic).
Agora é hora do cheirosinho Alckmin dar o troco, contra quem tá sem mandato (o ex presidenciável José Serra) e contra o "senador" de Rio Preto, que não topa muito o ex prefeito de Pindamonhangaba.
Alckmin passou a pão e água um bom tempo, até o Serra dar uma secretaria pro bom moço da direita católica (argh!).

Eu não tenho saco para as briguinhas internas dessas igrejinhas, já basta o meu PT de meia pataca...

Peniche

Parece vir do latim vulgar pinniscula, derivado do céltico pen, 'cabeço'.
A derivação deste topónimo do latim Phoenix, 'Fénix', é fantasista.
Ou seja, peniche é um promontório.
Por extensão pode ser um pontão de embarcação aquática.

Peniche é também, claro, o nome de uma cidade e município de Portugal, situado no distrito de Leiria, na região costeira.
O municipio tem cerca de 80 Km2. de área e uma população de cerca de 30 mil pessoas (2008). A cidade está implantada em uma península com cerca de 10 Km. de perímetro. A oeste desta península, no oceano Atlântico, situa-se o arquipélago de Berlenga.

Por outro lado, "amigos de Peniche" significa: Amigo falso; pessoa que apenas está interessada em receber e ganhar louros às nossas custas e nada nos dá em troca.
No Brasil e também em Portugal , há outra expressão equivalente: amigo da onça.
Origem: Reza a lenda que a expressão provém da altura das invasões napoleónicas, pois durante o cerco da cidade de Lisboa, as gentes de Peniche prometeram tentar chegar ao Porto por mar de forma a fazer desembarcar víveres, mas nunca apareceram. Na verdade, parece que nem tentaram e as pessoas do Porto cada dia desesperavam mais pelos “amigos de Peniche“.
A lenda descrita no parágrafo anterior, não tem qualquer fundamento histórico, e como tal não corresponde à versão mais conhecida (e mais credível) que é a seguinte:
Sendo certo que a expressão tem origem nas invasões napoleónicas, no entanto a versão generalizada (e existem factos históricos que comprovam esta tese), refere-se ao facto de, sendo Portugal e a Inglaterra aliados desde há séculos, e sendo a Inglaterra a principal interessada em ter acesso aos principais portos marítimos internacionais (que a França lhe queria bloquear), era de todo o interesse, que o porto de Lisboa, se mantivesse acessível ao comércio marítimo inglês.
Assim, os ingleses desembarcaram em Peniche, dizendo que vinham prestar ajuda a Portugal, mas o que ficou na história foi que mal desembarcaram em terra, iniciaram imediatamente pilhagens e todo o género de barbaridades.
De Peniche, avançaram até Lisboa, pela rota que ficou na história como Linhas de Torres (Torres Vedras).
Desde esse tempo, os ingleses passaram a ser pouco considerados pelos portugueses, desconsideração essa que ainda se acentuou mais na época do Ultimato, que originou uma grande manifestação de indignação no Largo de Camões, em Lisboa.
Desde esse tempo, a expressão “amigos de Peniche“, passou a designar todos os falsos amigos.

Perambular

Só te resta seguir
Pé ante pé
Adiante

Desenrola aí
O lado.
Não pasmes!

Enfrenta
Bandeirantemente
Essa selva
À tua
Frente.

Esmorecer
Não te
Cabe!

Levanta
E anda!

Novo CD "Chico" traz um Buarque confessional

Francisco Buarque de Holanda sempre foi o ícone.
Não menos agora.
Nascido em 19 de junho de 44, o agora "vovô", ainda dando um caldo, fala de seus cabelos cinza versus os cabelos cor de abóbora de alguma beldade que ele anda pegando!
Não sei (ele sempre faz questão de esconder) se ele teve ou tem uma ou várias "garotas", mas o certo é que temos ali um senhor de 67 anos a se derramar de amor frente aos corpos e personalidades de mulheres jovens de trinta e poucos, quiçá vinte e poucos, quiçá quarenta e poucos, não importa.
Talvez algumas pouco mais novas que ele ou mesmo da sua idade lhe interessem?
Maravilhas da velhice que rejuvenesceu!
Sentimos ali a liberdade reconquistada depois de décadas dando explicações à dona encrenca!
A patroa, a dona onça, a rédea curta! Rompeu a gaiola de ouro do casamento com a, no mais, adorável Marieta. Que no fim era "Severa"!
Um homem, sem as necessidades materiais e espirituais da juventude.
Que fica em casa vendo a mulher amada dormir.
Que em outras horas dá-lhe a "sursis", take your time, para ela ir prá balada com as amigas e amigos da idade dela.
Que se delicia com o que vê.
E antevê a tristeza do fim, pois sabe que o abismo de gerações impede uma interação mais que fugaz. E mesmo se isso não fosse verdade, a finitude dele (que pela lógica está mais próxima que as "delas") impediriam uma duração temporal como a que os sonhos românticos juvenis nos embalaram...
Nina é alva, outra é cabrocha da Lapa; Mariinha e Gabriela moram em bairros distantes...
São tantas que habitam a cabeça e a casa do poeta que só daqui a alguns anos talvez eu chegue a conheçê-las.
Como conheci Beatriz, Lily Braun, Bárbara, a morena de Angola, a Joana francesa louca de songes et mesonges, sei de longe sei de cor, a mãe do "Meu Guri" e outras que ele me apresentou.
Até como conheci as anônimas "Mulheres de Atenas" ou a inomidada "atlântida" de "Futuros amantes"...