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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Três Marias, de Cherubim Alves Corrêa

Para as cinquentenárias que conheço!

Viva o povo Egípcio!

"Irmão" de marroquinos (que era previsível que nada fariam, o Mohamed VI não tá prá brincadeiras!), demais Magrebinos (argelinos e tunisianos), minha fraternidade arabo-norte africana se estende agora ao maior país daquela parte do globo, o Egito.
"Pau no cu" dos Mubarak, pai e filhos!

O negócio é eleição livre e ver o que dá (e tomara que não dê islamismo radical!). Fanatismo, só pela liberdade de "gostar de coelho ou de coelha" como diria meu irmão Jorge Mautner!

Como era e ainda é verde meu Vale II !

Marília, que me pariu, fica num espigão, chapada ou meseta, entre esse aí da foto, o Rio do Peixe, ao Sul, e espelhado do outro lado da cidade, ao Norte, o Rio Tibiriçá (que é da Bacia do Rio Aguapeí ou Rio Feio).
Tirei a foto da confluência entre a Avenida Sampaio Vidal (a "principal", ou pelo menos assim era... da cidade) com a Rodovia SP 294, Comandante João Ribeiro de Barros (o nosso "lindberg", que voou da África para o Rio solo, com seu hidroavião Jahu, se escrevia assim, já que ele era ja"h"uense...)!

Como era e ainda é verde meu Vale!

A Lucila (Mimi ou Cocota? A Dé vai dirimir logo menos...) feliz por estar nesse lindo divisor de águas!
É do Rio Betari (afluente do alto Rio Ribeira de Iguape), saindo do Núcleo Santana do PETAR (entre o Bairro da Serra, em Iporanga e a cidade de Apiaí).
Apiaí está no Vale do Taquari, que desagua na Represa de Jurumirim (Vale do Paranapanema).
Ou seja: a chuva cai ali: certas gotas vão até Iguape e outras, até Buenos Aires! Bizarro, interessante e real!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Marília

"Marília nenhuma se equipara à Marília sonhada e ainda intacta em sua régia memória". "Perambule: é ao que os deuses te vocacionam"
Waly Salomão "transcriado"

Vim, revim, revoei, sobejamente revoltei!
Volto presto à terra, úbere,útero, ultra.
Super querida,
Que viu minha mãe me parir,
Sem olhos,
Cem olhos!
Que a Terra há de comer!

Lembro do Vô Luiz Emgydio de Cerqueira César, sentadão como um pachá nessa mesma cadeira de madeira em que finjo me assentar, duas pranchas fazendo um v, belo design.
Vô sentado na Av. Tiradentes 500, acho.
Hoje repousa ali, mastodôntico,
MacDonalds de hamburgueres
Viciosos e gordurentos.

Vinte anos já ou mais.

Quanto a comer,
Sou mais o carneiro do Xande,
Não torçam,
Quero dizer,
Não que meu irmão seja um carneiro,
Mas que ele comprou um,
Morto e esquartejado,
E coletivamente vamos o assar
Libar
Brindar
Repartir pão
Como somos nós
Família.
Famílias.

Famigerados. Há mais tragédias reveladoras
E catarses de alegria
Em uma viagem com
Minhas mãe e tia
Que podem supor vós
Vã filosofia.
Nos desvãos das frinchas de minh´alma
Transborda
Luz
(Como de dentro de uma casa velha
De tábua dessa periferia)
Que riscava a escuridão,
Periferia que vai se alvenarizando
Asfaltando,
Comercializando!).

Vi trola, cão pererê, Bahia ou Annanias???
Fui e vou.
Imemorial
Irremediável
Inapelável e
Irrecuperavelmente!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Data estelar equivalente a 2 de 2 de 11

Todos me estranham, mas do planeta que vim sou um cidadão normal.
Estou bem adaptado. Minha identidade "lunática" (não, não sou selenita, meu planeta ainda não foi catalogado pela "primitiva" ciência de meus irmãos terráqueos) é tão bem mantida que aqui na Terra me chamam de Roberto Corrêa de Cerqueira César, tenho uma família completa e numerosa, lôngeva e próspera.
Agora mesmo estou em Jacupiranga, a passeio, no Hotel Edumar. Minha mãe e minha tia dormem no quarto ao lado. Saí para fumar e tomar banho de chuva, estava um calor que até meus primos venusianos estranham aqui no Vale do Ribeira. 30 graus de madrugada, melado como um porco, tinha acabado de me esbaldar em batatas suíças, cerveja e vinho com morango do Verdespaço de Pariquera Açu, onde não tinha vaga na Pousada da Suely...
Saí para beber chuva (outro hábito normal em meu planta natal). Atrás da praça me deu uma pissirica de bacalhau com palmito e larguei um barro. Uma limpeza cidadã: a bosta sobre uma folha larga de chapéu de sol (sete copas, coquinho ou chapéu de praia), a folha enrolada como um canoli cremoso (não, em meu planeta não somos coprófagos, mas devo admitir que o chococolate recendia "bem", como diria Maimônides, e aparentava ainda mais puro e saudável). O "charuto" voou pelas minhas mãos sobre a cerca em frente, no outro lado da rua e pousou, natural, sobre o pasto. Nem uma gota (deveria dizer:) foi "cagada" no bloquete sextavado da praça, nem cheiro nas mãos me ficou (mas como no meu planeta sou pobre e limpinho) por via das dúvidas me lavei no banheiro do hotel antes de vir mal traçar essas...
Muitas folhas novas de sete copas, ainda molhadas da chuva, novas como brotos que realmente são, a me sevir de papel de toalete, úmidos, suaves como folhas novas e suaves que realmente eram!
Desculpem a digressão.
Mas voltando, depois de perder o sono e de me aliviar, pude apreciar janelas abertas, plena madrugada, baixas, sem grades, que se abriam para a Pracinha centenária (com uma linda igreja de uma torre só, pois a outra ia ser construída em 1888 e os escravos foram libertados (sim, eram eles que a erigiam) e ela ficou incompleta até hoje). Mas a Igreja e a Pracinha de Jacupiranga são completas. Com meu scaner cerebral pude ver as pessoas dormindo, ventiladores ligados, muitos, a claridade de sódio das ruas do entorno furando as janelas e lhes batendo nas caras, as respirações dificultadas mas alegres, as vidas apenas dormitando no desconforto de calor, mas pulsando forte no pedaço "mais pobre" do Estado de São Paulo.
E aí que vem o espanto do extra terrestre "naturalizado" paulistano que sou!
No meu planeta são os ricos que dormem de janela aberta e sem grades, são os ricos que tem frente à suas casas pracinhas como as de Jacupiranga, e Pariquera Açu, modorrentas, quentes, imemoriais como os musgos que lhe nascem por cima e imateriais, como eu as trago aqui dentro da alma.
Porque "Jacupiranga nenhuma se iguala à Jacupiranga que trazes intacta na memória sem a ver!", só para parafraser um outro que veio de meu planeta, Walyd Salomão!

http://audiovintage.criarumblog.com/

Você gosta de Audio Vintage?
Você pelo menos intui o que é audio vintage, certo?
É, é isso que você pensou: vitrolas, toca discos, fitas cassete de cromo, fitas de rolo, mas e principalmente uma puta pick up de tocar discos de vinil!
Garrard, lembram, com o estroboscópico piscando para ajuste fino das 33 rotações e mais um terço, o pentelho, de rtoação. O "disco" tinha que rodar a 33,33333...rotações por minuto, rpm.
Gente, o propósito de contar tudo isso é que meu grande amigo mariliense, jurista, acadêmico e literato, amante de Eisenstein, colecionador musical de Beto Barbosa a Chico Buarque, esse grande persona humano que vaga por Marília qual um Dalton Trevisan pelas ruas de Curita, esse Clóvis Marques Guimarães Júnior é o "cometedor" de um pusta blog especializado na pinóia aí de cima. O con´teúdo é poético e técnico o suficiente para me entreter sem me torrar, pois não uso mais nada disso, para infelicidade minha e gáudio de minha mulher, que sempre se queixou dos meus vinis que finalmente ficaram "perdidos" (bem guardados no coração) na velha casinha do quintal de Cajati...
Mas tá aí a dica: se você curte áudio e música boa em geral e "vintage" em especial leia e divulgue:
http://audiovintage.criarumblog.com/
Clovão: você me deve essa...por favor, cada um que o visitar me manda R$ 1 (rsrsrs).