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"Concreto"

Pedra, barro, massa     Mão, calo, amassa! Levanta parede  No ar  D a hora Que se levante! Mora dentro     F ora   Vi...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Låt den Rätte Komma In, 2008

O título do post é o original sueco de "Deixe Ela Entrar" (e vejam como essa língua nórdica deixa entrever as raízes saxônicas...).
Esse filme traz no bojo de um repisado vampirismo, de novo na moda, algumas boas surpresas.
Uma é uma visão sueca do mundo, muito fria e organizada, mas também decadente, invernal e triste.
A outra é a idéia de que o amor pode ser o portador de um revide.
O amor nasce entre Oskar (Kåre Hedebrant), garoto de 12 anos, um lourinho filho de divorciados e saco de pancada na escola, e a vingança é trazida por Eli (Lina Leandersson), que também tem 12 anos, só que há muito mais tempo.
Se apaixonam, no jardim coberto de neve diante do prédio, à noite.
O diretor Tomas Alfredson ironiza o pai de Eli (no meu entender seu ex amante, como o será Oskar) que só toma leite, e os vizinhos do condomínio (o criador de gatos, os fumantes alcoólicos, os pobres diabos bem nutridos pelo gordo sistema social sueco, a violência por baixo da casca supercivilizada encarnada no irmão do "buller").
Um filme para não se levar a sério demais. Mas ainda assim um belo espetáculo!

Herbert de Perto

Vi o filme acima e vi passar tanto a vida dele como a minha na tela.
Não matei minha mulher, nem estou paraplégico.
Mas vivo assim indeciso e decidido, embalado aqui e ali pelas canções dos Paralamas.
E severino, vou de Fito em Charly, vou de uma brasileira a outra, sonhando acordes jamaicanos e de todas cores.
Rio Brasília, paulistanamente!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Segunda à domingo

ou "Segunda feira dominical"
O dia da mãe de Cristo Aparecida (ô lenda vale sul paraibana!) nos deixou do jeito que paulistanos amam ainda mais sua cidade. Ainda sem carro, ir a pé na pada, misto e expresso com vitamina paulista, jornal, ir ao Extra comprar nos caixas vazias, preparar sempre um almoço e convidar amigos, reunir a família sem os traumas da pressa, das angústias e ranços diários.
Frango atropelado ao queijo parmesão, aspargos brancos peruanos ao vapor, milheto coreano, quinua boliviana, um cachi assado, pimentões vermelhos e ceboa com as batatas corados na gordura galinácea pregada no fundo da forma...
Um trago de graspa, uma cerva e depois, na mesa, um bom vinho vermelho argentino.
Café, transar, fumar um cigarrinho, ou dois!
Um licor e fazer a mala (pois o jogo da selecinha nas alturas foi ontem, dois a um pros "moralenses".
E voar de noite prá Alagoas, espero que no contra fluxo, mas ainda assim retorno de feriado.

domingo, 11 de outubro de 2009

Irmão e Cunhada

"Quando um não quer, dois não brigam."
Ali os dois queriam e tiveram.
Meu irmão saiu de casa empurrado por uma ordem judicial de separação de corpos.
É humilhante, previ isso há seis meses quando intuí que iam para um divórcio pouco amistoso, principalmente pelos dois disputarem a casa, a herançca do meu pai que nem sequer a conheceu. A psiquê dos meninos ficou em último plano: era preciso cuidar de tijolos primeiro!
Agora, entre depressões e euforias, ele precisa achar um bom imóvel para passar os próximos pelos menos três anos...Precisa jogar fora as roupas velhas, se arrumar bem e cuidar de dentes, rim (que ele só possui um), das enxaquecas e pressões altas, se conhecer e se melhorar, entender a filosofia do 5S e aplicá-la em seu escritório e na sua vida particular.
Eu, da minha parte, peguei na mão na hora pior.
Enxuguei seu pranto e dei algum tutu.
Agora estou de novo a 450 quilômetros e quero que ele se vire!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rio de Janeiro 2016

Falávamos da ascenção da China.
Agora digo que em 2016 vamos, com a Dilma, sermos um país mais forte e respeitado!
Vamos fazer a primeira Olimpíada na América do Sul!
Viva a vitória brasileira!

Etimologia dos nomes dos elementos II

Térbio (65, família dos lantanídeos) vem de Ytterby, região da Suécia onde o dito foi encontrado, depois o elemento foi separado e descoberto por Carl Mosander em 1843.
Samário (62, família dos actinídeos) vem de samarskita, minério descrito por Samarski, um engenheiro russo, onde se encontam urânio, nióbio, tântalo e traços do samário!
Nióbio (41, metal de transição) vem de Niobe, na mitologia filha de Tântalo e mãe de Anfião.
Tântalo (73, metal de transição) já está dito!
E Urânio (92, actinídeo) vem de Urano, divindade que personifica os céus e dá nome ao sétimo planeta (e adoro o número sete).
Hidrogênio (1, não metal) é o "gerador de água", como seu nome diz.
Hélio (2, gás nobre) é o "sol", pois lá no "astro rei" tá cheio dele.
Lítio (3, metal alcalino) é "lithos" (pedra) ou "que se dissolve"? Fico com a segunda!
Berílio (4, alcalino terroso) é "gema de cor verde mar", em tradução quase livre do grego "bêrúllion", que também pode ser a origem de "brilhum", brilho em latim.
E tem mais...

Etimologia dos nomes dos elementos

Mendeleiev sabia das coisas... tanto que temos o Mendelévio (101, actinídeo) em sua homenagem.
Molibdênio (42, metal de transição) vem do grego "mólubdos", origem do correlato do latim "plumbum", chumbo. Então o latino "molybdaena" seria qualquer "massa de chumbo" (do grego "molúbdaina"), já que a molibdenita, minério sulfetado de molibênio, parece a galena, sulfeto misto de chumbo e, geralmente, prata.
O Índio (49, metal não de transição), chama-se assim pelo índigo, pois o metal "apresenta raias azuis" (não sei se a olho nu ou em alguma análise).
O Cério (58, lantanídeo) vem de Ceres, deusa filha de Saturno, que ensinou os homens a agricultura, nome introduzido por Berzelius para um elemento descoberto por ele, Klaproth e Hisinger em 1803!
Gadolínio (64, também lantanídeo) é homenagem que os descobridores (Marignac e Boisbaudran, em 1880) fizeram ao químico finlandês Johann Gadolin (que tinha estudado as terras raras, ditas gadolinitas, em que ocorrem Berílio, Ferro, Ítrio e, minoritariamente, Gadolínio).
E por aí vai...