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"Concreto"

Pedra, barro, massa     Mão, calo, amassa! Levanta parede  No ar  D a hora Que se levante! Mora dentro     F ora   Vi...

domingo, 12 de julho de 2009

Venda do Pueri Domus

A tradicional escola dos nossos meninos foi vendida para o Chaim Zaher, dono também do COc e do Dom Bosco...
Um leve sentimento de traição, parece que as filhas "venderam" as idéias da fundadora, Beth Zocchio, talvez adeus à escola "experimental" e a vinda de um projeto pedagógico mais "pragmático"...
Impossível reverter e um sentimento de "tarde demais" para se rebelar, trocando-os de escola.
Deixar como está para ver como é que fica...impotência de pai que quer ir logo pro trabalho!

sábado, 11 de julho de 2009

Mongol

Se você acha que você já superou alguma coisa na vida, vá ver o filme acima (no Brasil o título é o ridiculamente óbvio e chamativo "O guerreiro Gengis Kahn") de Sergei Bodrov, co-produção russa-japonesa-coreana-cazaque-estadounidense e sei lá mais quê!
Conta a "história ficcional" de Temudgin (1162-1227) (antes de ele se tornar o unificador de todos os Kahns, "legisladores" ou chefes de clãs, da Mongólia), sua esposa Borte e família e dos clãs ali implicados.
Detalhe: será uma trilogia, ou seja, virão mais dois depois desse primeiro. Ele ainda vai acabar tomando a China (então o império de Tangut) e reinos adjacentes, até seus descendentes "atingirem" como um raio a Europa Oriental. Um império, no auge, mais extenso que o predecessores de Alexandre o Grande da Macedônia e de Roma.
Mas como eu disse, se você achava que você tinha se superado em algo, vá ver o que o Temudgin passou dos 9 aos 30 anos!!
Senão puder ir ver, veja o site www.mongolmovie.com

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Vazio

Sair para caminhar ao Ibira?
Pular a janela para catar as bitucas que os vizinhos dos andares de cima me jogam na sacada onde cuido dos meus vasos?
Arrumar as camas?
Escovar os dentes?
Tomar um copo d'água?
Verificar a programação cinematográfica para saber o que fazer hoje à tarde (teve estréias, oba!)?
Procurar quais sites da internet?
Começar a cozinhar?
O que eu quero?
O que me falta?
Porque esse vazio?

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Marília revisita III

Como o João ia para lá com o Joaquim (a Zena ficou num simpósio em São Carlos), fiz de um tudo para convencer o Gil e para lá seguimos. A proximidade com esse filho mais novo, a amizade que se pode desenvolver "on the road" (mesmo que seja com uma criança impúbere e "sua"), a possibilidade de ter um tempo com um amigo, o olhar nostálgico que nunca deixarei de lançar à terra natal, terra do "paraíso perdido" da infância, me fizeram extremamente bem.
Tudo foi coroado hoje com o mítico churrasco. No quintal do finado seu João, no "Morro do Querosene" um pouco decrépito (a recessão afeta diferentemente os bairros da cidade e aquele parece que se ressente até hoje de ter sido a "zona" da cidade, aquela área atrás da Igreja Santo Antônio não engatou nunca e agora parece que piora por sei lá que soma de fatores), debaixo de uma jaboticabeira que, aos quase cinquenta anos, parece que produz cada vez melhor, em quantidade e qualidade, fizemos uma sequência de camarões de aperitivo, fraldinha de boi e pernil de porco maravilhosamente acompanhados por Corvo do Duca di Salaparuta, maionese de palmito, saldada de folhas verdes, vinagrete, pão e farofa com Farinha Biju Deusa, tudo inesquecível. (Coisa boa que só tem no Brasil é só jaboticaba; coisa que "só" tem em Marília, mesmo sendo feita em Garça e se encontrando em Pãos de Açúcares da vida, é a tal farinha de mandicoa "flocada", biju, Deusa! Delícia.).
A dona Eleni já meio esquecida e enxergando menos, firme mas triste pela viuvez, o Marcelo apático e desempregado, o Sérgio parece que melhora de saúde, o Maurício cuidando bem dos pais, obrigado. A vida foi. O Joaquim e o Gil (esse já como "mentor" daquele) no computador com o "Coelho Sabido" versão segunda série e meu irmão Alexandre ausente, por ter ido buscar precatórios lá no Carmo do Rio Verde no Goiás distante...A vida vai. Quero as fotos logo para fincar o encontro com prego enorme na parede da memória!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

No Museu Afro Brasil

Agora que entrei no tema, vou fundo!
Outro dia fui numa exposição no lindo museu do Emanoel Araújo e "descobri" que eram pretos: Theodoro Sampaio, José do Patrocínio, Castro Alves, Clara Nunes, Carolina de Jesus, Virgínia Leone Bicudo, Gonçalves Dias, Mario de Andrade, Milton Santos, Cruz e Souza, Carlos Gomes, Lima Barreto, Chiquinha Gonzaga, Luiz Gama, José do Patrocínio, Leônidas da Silva (conhecido como Diamante Negro), Juliano Moreira,
André Rebouças, Machado de Assis, Castro Alves, Geraldo Filme e tantos outros, que negaram ou foram negados em sua negritude.
É hora de limparmos a mancha de termos "alvejado" tantos negros ilustres!

Mais uma sobre os presidentes "pretos" que o Brasil já teve

ÉPOCA - O país já teve um presidente negro?

Alberto Costa e Silva - Nilo Peçanha era mulato escuro, assim como diversos outros presidentes da república, a começar por Rodrigues Alves, que era mulato, e também Washington Luís (apud meu: não se esqueçam do Rodrigues Alves e do FHC, que tinha um vô negão). A questão é que nenhum desses políticos brasileiros era considerado mulato ou negro. Eles eram tidos como brancos, por terem uma posição social elevada. Faziam parte do "mundo dos brancos", e não de uma minoria. A população dita "branca" no Brasil na realidade era composta por muitos mestiços.

A negritude de Nilo Peçanha e de outros presidentes

Como tratei desse tema no outro post, e muitos no Brasil, inclusive eu, escondem seu passado negro, no bom sentido, mando aí um catado na Wikipédia sobre o tema.
Biografia de Nilo Peçanha
Era filho de Sebastião de Sousa Peçanha, padeiro, e de Joaquina Anália de Sá Freire, descendente de uma família importante na política norte fluminense. Teve quatro irmãos e duas irmãs. A família vivia pobremente em um sítio no atual distrito de Morro do Coco, Campos dos Goytacazes até que se mudou para o centro da cidade quando Nilo Peçanha chegou na idade escolar. Seu pai era conhecido na cidade como "Sebastião da Padaria".
Foi descrito como sendo mulato e freqüentemente ridicularizado na imprensa em charges e anedotas que se referiam à cor da sua pele. Durante sua juventude, a elite social de Campos dos Goytacazes chamava-o de "o mestiço do Morro do Coco".
Em 1921, quando concorreu à presidência da República como candidato de oposição, cartas atribuídas falsamente ao candidato governista, Artur Bernardes, foram publicadas na imprensa e causaram uma crise política pois insultavam o ex-presidente Marechal Hermes da Fonseca, representante dos militares, e também Nilo Peçanha, outro ex-presidente, que era xingado de mulato. Gilberto Freyre, escrevendo sobre futebol, usou-o como paradigma do mulato que vence usando a malícia e escondendo o jogo mencionando que "o nosso estilo de jogar (...) exprime o mesmo mulatismo de que Nilo Peçanha foi até hoje a melhor afirmação na arte política".
Alguns pesquisadores afirmam que suas fotografias presidenciais eram retocadas para branquear sua pele escura. Alberto da Costa e Silva diz que Nilo Peçanha foi apenas um dos quatro presidentes brasileiros que esconderam os seus ancestrais africanos, sendo os outros Campos Sales, Rodrigues Alves e Washington Luís. Já o presidente Fernando Henrique Cardoso confirmou ser descendente de uma escrava. (apud meu: Lula pode não ser "preto", mas não prima pelo arianismo, pois é um "caboco", no melhor sentido que os Paralamas lhe dedicaram).
Abdias Nascimento afirma que, apesar de sua tez escura, Nilo Peçanha escondeu suas origens africanas e que seus descendentes e família sempre negaram que ele fosse mulato.
A biografia oficial escrita por um parente, Celso Peçanha, nada menciona sobre suas origens raciais, mas uma outra biografia posterior o faz. Portanto, alguns pesquisadores expressam dúvidas sobre se Nilo Peçanha era ou não mulato. Em qualquer caso, suas origens foram muito humildes: ele mesmo contava ter sido criado com "pão dormido e paçoca".
Terminou os estudos preliminares em sua cidade. Estudou na Faculdade de Direito de São Paulo e depois na Faculdade do Recife, onde se formou.
Casou-se com Ana de Castro Belisário Soares de Sousa, conhecida como "Anita", descendente de aristocráticas e ricas famílias campistas. O casamento foi um escândalo social, pois a noiva teve que fugir de casa para poder se casar com um sujeito pobre e "mulato", embora político promissor.
Participou das campanhas abolicionista e republicana. Iniciou a carreira política ao ser eleito para a Assembléia Constituinte em 1890. Em 1903 foi eleito sucessivamente senador e presidente do estado do Rio de Janeiro, permanecendo no cargo até 1906 quando foi eleito vice-presidente de Afonso Pena.
Foi maçom e Grão-mestre do Grande Oriente do Brasil de 23 de julho de 1917 a 24 de setembro de 1919, quando renunciou ao cargo.
Presidente da República
Com a morte de Afonso Pena em 1909, assumiu o cargo de presidente. Seu governo foi marcado pela agitação política em razão de suas divergências com Pinheiro Machado, líder do Partido Republicano Conservador.
Apoiou o candidato Hermes da Fonseca a sua sucessão em 1910, contra Rui Barbosa e o presidente de São Paulo Albuquerque Lins candidatos de oposição que fizeram a campanha civilista que foi derrotada por Hermes. Os conflitos entre as oligarquias estaduais se intensificaram, sobretudo em Minas Gerais e São Paulo. Minas Gerais apoiou Hermes e São Paulo apoiou Rui Barbosa. Hermes da Fonseca foi eleito para governar de 1910 a 1914.
Durante seu governo presidencial, Nilo Peçanha criou o Ministério da Agricultura, Comércio e Indústria, o Serviço de Proteção aos Índios (SPI), e inaugurou o ensino técnico no Brasil.
Vida após a presidência
Ao fim do seu mandato presidencial, retornou ao Senado e, dois anos, depois foi novamente eleito presidente do Estado do Rio de Janeiro. Renunciou a este cargo em 1917 para assumir o Ministério das Relações Exteriores. Em 1918 foi novamente eleito senador.
Em 1921 foi candidato à presidência da República pelo Movimento Reação Republicana, que tinha como objetivo contrapor o liberalismo político contra a política das oligarquias estaduais. Embora apoiado pelas situações pernambucana, gaúcha e fluminense, e por boa parte dos militares, foi derrotado pelo candidato governista Artur Bernardes nas eleições de 1o de março de 1922.
Faleceu em 1924, no Rio de Janeiro, afastado da vida política.