Acabo de ver a entrevista do Maurício Pereira na TV Estadão.
O cara, ex "Mulheres Negras" (com o Abujamra, quem quizer mais vá ao www.mauriciopereira.com.br) se auto define como um guerrilheiro (vinte anos de músico independente ou pinguim ("um peixe fora d'água ou uma ave fora do ar").
Paulista e paulistano até o osso, poucas coisas traduzem mais os ônus e bônus da vida evanescente ("sem passado", visto que São Paulo é só "existência" no século XX e mesmo os bairros da infância de jovens senhores, no caso do entrevistado a Vila Olímpia, "desapareceram", soterrados por prédios e avenidas).
Lembro dos "Mulheres" na Unicamp em 1986 ou algo assim.
Vou procurar seguir o trabalho dele, agora "solo" (tem "várias" bandas e parcerias, na entrevista ele estava com o Marcelo Szafran). Vida breve, arte longa!
Diário Esporádico: escrito por ROBERTO CORRÊA DE CERQUEIRA CÉSAR, um engenheiro escritor, taurino, pai de dois meninos (por quanto tempo ainda?), com cabelo embranquecendo e caindo, ficando cada dia mais cego!
Postagem em destaque
"Concreto"
Pedra, barro, massa Mão, calo, amassa! Levanta parede No ar D a hora Que se levante! Mora dentro F ora Vi...
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Buzina
Agorinha, cruzamento entupido da Itacema com a Renato Paes de Barros, um estúpido motorista buzina desnecessariamente, antes mesmo do da frente ter condições de se mover...
Não contive um muxoxo: "Tem que buzinar logo cedo!?".
Ao que o energúmeno respondeu: "Porque, tem que buzinar à tarde?!".
Isso para dizer que buzina é um equipamento de segurança, para evitar batidas e atropelamentos de pessoas distraídas, cães, pessoas com baixa audição, etc.
Buzina não é campainha de prédio (incrível como vizinhos meus bem postados fazem uso dela altas horas da noite e madrugada para chamar amigos nos andares mais altos!). E também não é para servir de válvula de escape das frustrações de cada um, seja por motivos pessoais ou pelo motivo coletivo: que o trânsito não anda bem!
Calma, gente!
E buzinar só nos estressa mais, irrita e polui nossos ouvidos, nos tornando mais surdos e loucos, aumentando a vontade de buzinar na orelha do pobre cidadão, seu vizinho, seu irmão, se não você mesmo!
Não contive um muxoxo: "Tem que buzinar logo cedo!?".
Ao que o energúmeno respondeu: "Porque, tem que buzinar à tarde?!".
Isso para dizer que buzina é um equipamento de segurança, para evitar batidas e atropelamentos de pessoas distraídas, cães, pessoas com baixa audição, etc.
Buzina não é campainha de prédio (incrível como vizinhos meus bem postados fazem uso dela altas horas da noite e madrugada para chamar amigos nos andares mais altos!). E também não é para servir de válvula de escape das frustrações de cada um, seja por motivos pessoais ou pelo motivo coletivo: que o trânsito não anda bem!
Calma, gente!
E buzinar só nos estressa mais, irrita e polui nossos ouvidos, nos tornando mais surdos e loucos, aumentando a vontade de buzinar na orelha do pobre cidadão, seu vizinho, seu irmão, se não você mesmo!
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Budapeste
Fui ver o filme baseado no romance do Chico Buarque.
O autor aparece numa das últimas cenas, deliciosamente pseudo tímido e curioso, o que confere uma chancela de "ex libris" ao roteiro e à filmagem.
Quem sou: José Costa ou Kósta Zsosé? Quem é minha família: Vanda Costa e Quinzinho ou Krisca Lüdemüle e Pisti? Que língua falo: português ou húngaro? Que cidade é minha: o Rio de Janeiro verde e azul ou a amarela Budapeste? Quero sucesso público e assédio ou compor anonimamente e no ostracismo as mais belas composições de palavras?
Espelhos quebrados, os cacos refletindo pedaços de personalidade aqui e ali, quem "não se encontra", os gauches na vida, ali sonham com um outro eu que responda às perguntas fundamentais: onde e como viver, com o que se satisazer?
O Chico Buarque era já um ídolo da canção.
Confesso que não li Benjamin...
Mas Budapeste e o já aqui resenhado "Leite Derramado" o colocam no panteão da literatura nacional, quiçá mundial.
Istén hósta!
O autor aparece numa das últimas cenas, deliciosamente pseudo tímido e curioso, o que confere uma chancela de "ex libris" ao roteiro e à filmagem.
Quem sou: José Costa ou Kósta Zsosé? Quem é minha família: Vanda Costa e Quinzinho ou Krisca Lüdemüle e Pisti? Que língua falo: português ou húngaro? Que cidade é minha: o Rio de Janeiro verde e azul ou a amarela Budapeste? Quero sucesso público e assédio ou compor anonimamente e no ostracismo as mais belas composições de palavras?
Espelhos quebrados, os cacos refletindo pedaços de personalidade aqui e ali, quem "não se encontra", os gauches na vida, ali sonham com um outro eu que responda às perguntas fundamentais: onde e como viver, com o que se satisazer?
O Chico Buarque era já um ídolo da canção.
Confesso que não li Benjamin...
Mas Budapeste e o já aqui resenhado "Leite Derramado" o colocam no panteão da literatura nacional, quiçá mundial.
Istén hósta!
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Barão Geraldo
Noite fria, outono querendo invernar, lua crescente facheando forte no céu de estrelas após mais um dia lindo, azul e seco. Aventura nas campinas, voltei depois de anos à casa do Bosque de Barão. Tijolos à vista feitos com argila de não muito longe, a parte de cima de boa madeira de lei do nosso norte. Lembranças do jovem que fui quando a sonhei e a edifiquei. Fiz alguma faxina dentro e no entorno, só com pensamentos e memórias, o pequeno coqueiro agora é uma árvore de talvez dez metros de alto, carregado de frutos. Uma bananeira ornamental engrossou tanto que quebrou a mureta que a continha. E a unha de gato, furiosa e invasora, foi entrando em telhas, grudando na tinta das calhas, fazendo seu caminho capaz de destruir uma casa, mas ainda é cedo: vou domá-la de novo! Haveria trabalho para semanas, repintar aqui, injetar silicone ali, limpar ao redor dos interruptores, cuidar do jardim e organizar as chaves todas. Mas não, inquilino caprichoso me valha. Fui ver a prima, amiga das antigas, fui jantar com a irmã, o irmão, o cunhado, minha mãe e dois amigos da irmã. E no cesto de emoções e lembranças, "revi" por email uma pessoa que me mandou uma mensagem, e nisso revivi muitos anos de nós, de um outro eu, já que não nos banhamos duas vezes no mesmo rio... Sem desencanto: a vida é riocorrente!
terça-feira, 2 de junho de 2009
Caramelo
Fui ver o filme da atriz e diretora estreante libanesa, Nadine Labaki.
Um universo, com foco feminino, complexo (velhas e moças, cristãs e mussulmanas, em busca do conforto material e do amor) numa cidade se recuperando das guerras e dos traumas étnicos.
E como no Marrocos ou no Brasil arcaico, se liberando dos "machos".
Não sou "brimo", mas o caldeamento mouro me deixa um pouco árabe... e em Sampa ser ou não ser "oriundi" ou "japa", por exemplo, não faz muita diferença na hora de encarar com entendimento una pasta, um sashimi ou um falafel!
Agora Beirute é ainda mais um pouco "minha".
Um universo, com foco feminino, complexo (velhas e moças, cristãs e mussulmanas, em busca do conforto material e do amor) numa cidade se recuperando das guerras e dos traumas étnicos.
E como no Marrocos ou no Brasil arcaico, se liberando dos "machos".
Não sou "brimo", mas o caldeamento mouro me deixa um pouco árabe... e em Sampa ser ou não ser "oriundi" ou "japa", por exemplo, não faz muita diferença na hora de encarar com entendimento una pasta, um sashimi ou um falafel!
Agora Beirute é ainda mais um pouco "minha".
Cigarro de manhã
Apesar de eu não ter grandes pruridos morais contra os vícios e até fumar umas tragadas de tabaco em busca da curtição de umas baforadas, geralmente à noite, certas vezes quando um poco bebadinho, cigarro de manhã sempre me incomodou.
Desde o cursinho pré vestibular no Cristo Rei em Marília, até hoje cedo, quando saí para caminhar na manhã fria e de ar cortante e inspirei, passivamente, entre a fumaça dos carros, um pouco da fumaça dos cigarros que os fumantes do bairro sorviam (ao ar livre, já que agora em ambientes fechados, nem pensar!).
Veio tarde essa lei que ora São Paulo pioneiramente (entre cidades brasileiras, diga-se) implementa.
Viva o ar puro. Viva a cidade limpa!
Desde o cursinho pré vestibular no Cristo Rei em Marília, até hoje cedo, quando saí para caminhar na manhã fria e de ar cortante e inspirei, passivamente, entre a fumaça dos carros, um pouco da fumaça dos cigarros que os fumantes do bairro sorviam (ao ar livre, já que agora em ambientes fechados, nem pensar!).
Veio tarde essa lei que ora São Paulo pioneiramente (entre cidades brasileiras, diga-se) implementa.
Viva o ar puro. Viva a cidade limpa!
Cambuí
Falo não da cidadezinha sul mineira, mas do bairro campineiro.
Plantei bandeira lá, estou adquirindo o apê da mami.
Rua Santos Dumont!
Cambuí, Barão Geraldo, centro de Marília, Jardim Granipavi de Cajati e, por último, mas não menos importante, Itaim Bibi.
Meus lugares, meus estares!
Plantei bandeira lá, estou adquirindo o apê da mami.
Rua Santos Dumont!
Cambuí, Barão Geraldo, centro de Marília, Jardim Granipavi de Cajati e, por último, mas não menos importante, Itaim Bibi.
Meus lugares, meus estares!
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