Diário Esporádico: escrito por ROBERTO CORRÊA DE CERQUEIRA CÉSAR, um engenheiro escritor, taurino, pai de dois meninos (por quanto tempo ainda?), com cabelo embranquecendo e caindo, ficando cada dia mais cego!
Postagem em destaque
"Concreto"
Pedra, barro, massa Mão, calo, amassa! Levanta parede No ar D a hora Que se levante! Mora dentro F ora Vi...
terça-feira, 30 de setembro de 2014
De Juan José Saer em "As Nuvens"
O doutor Weiss afirmava que o trágico puro existe somente no domínio da arte, e que, na realidade, mesmo em seus aspectos mais atrozes, sempre o encontramos temperado por algum elemento cômico, grotesco ou mesmo ridículo.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
"Ituverava" de Vitor Martins
Minha Ituverava
Mande um alazão
Mande uma andorinha
Mande o ribeirão
Mande meu canivete
Mande um canavial
Me mande um moleque
Me mande o meu quintal
Minha Ituverava
Mande uma procissão
Mande o Largo Velho
Mande uma assombração
Mande meu terno branco
Mande meu coração
Me mande a minha mala
Me mande a estação
Minha Ituverava
Sou o mesmo rapaz
Bebi da cachoeira
Tenho sede e quero mais
Mande um alazão
Mande uma andorinha
Mande o ribeirão
Mande meu canivete
Mande um canavial
Me mande um moleque
Me mande o meu quintal
Minha Ituverava
Mande uma procissão
Mande o Largo Velho
Mande uma assombração
Mande meu terno branco
Mande meu coração
Me mande a minha mala
Me mande a estação
Minha Ituverava
Sou o mesmo rapaz
Bebi da cachoeira
Tenho sede e quero mais
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Quem pergunta por mim
Não desisti.
Entrincheirado.
Apaixonado.
Pelo Brasil.
Pelo PT.
Pela Dilma.
Honesta e competente, sabe que vai pros proletários mais que para os capitalistas.
Verde e vermelha, gay, ela é duca!
Entrincheirado.
Apaixonado.
Pelo Brasil.
Pelo PT.
Pela Dilma.
Honesta e competente, sabe que vai pros proletários mais que para os capitalistas.
Verde e vermelha, gay, ela é duca!
2014, início da Primavera
Caíam alguns milímetros de precipitação.
Oraiêoxum!
Cantar!
Beijar o mar...
Se até oxigênio é droga, água muita mata!
Tornado em Porto Murtinho, enxurrada em Ourinhos!
Que a Cantareira encha!
Oraiêoxum!
Cantar!
Beijar o mar...
Se até oxigênio é droga, água muita mata!
Tornado em Porto Murtinho, enxurrada em Ourinhos!
Que a Cantareira encha!
Chovera em Sampa
Andando ali no Itaim Bibi.
Corri prá pegar aberto o caixa automático do Bradesco da João Cahoeira.
300 paus te dão poder.
Tomas uma Stela e uma pinga, fuma dois Marlboros, caminhas entre turistas e locais, panamericanos, novos checos, todos te curtindo!
Corri prá pegar aberto o caixa automático do Bradesco da João Cahoeira.
300 paus te dão poder.
Tomas uma Stela e uma pinga, fuma dois Marlboros, caminhas entre turistas e locais, panamericanos, novos checos, todos te curtindo!
terça-feira, 23 de setembro de 2014
"Ypê" do sumido e confuso Belchior que tanto gosto
Contemplo o rio que corre parado
E a dançarina de pedra que evolui
Completamente, sem metas, sentado
Não tenho sido, eu sou, não serei, nem fui
A mente quer ser, mas querendo erra
Pois só sem desejos é que se vive o agora
Vêde o pé do ypê apenasmente flora
Revolucionariamente
Apenso ao pé da serra
Vêde o pé do ypê apenasmente flora
Revolucionariamente
Apenso ao pé da serra
E a dançarina de pedra que evolui
Completamente, sem metas, sentado
Não tenho sido, eu sou, não serei, nem fui
A mente quer ser, mas querendo erra
Pois só sem desejos é que se vive o agora
Vêde o pé do ypê apenasmente flora
Revolucionariamente
Apenso ao pé da serra
Vêde o pé do ypê apenasmente flora
Revolucionariamente
Apenso ao pé da serra
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