O Jarbas, Jarbinha, era um meninão que em algum momento apareceu lá no Colégio Cristo Rei. Com o forte sotaque lá de Mar”’r”’ília, a cara meio italianada, engraçada, um tipo meio grande e brincalhão, jocoso e que sofria (todos sofriam por alguma razão) o que depois veio a se chamar de bulying. No nosso tempo era encheção de saco e agüentávamos mais ou menos bem.
Não que ele fosse sapateiro, mas o pai era e fabricava botinões numa sapataria acanhada. Essas botinas “Jeca Tatu”, que depois de reestilizadas, tiveram o bico afinado e eventualmente viraram moda entre “gatinhos” e “cocotas” de meu Velho Oeste.
A sola de pneu reciclado não amortecia bem, mas também não era tão dura assim. O fato de não ter cadarços e sim dois elásticos largos dos dois lados de cada pé a deixa um pouco "fechada", mas o conforto não é ruim, abraça o pé de maneira gostosa. O couro pode ser liso ou acamurçado.
Hoje uso uma dessas, que comprei de um tiozinho no centro de Cerqueira César, lá no Vale do Paranapanema, perto de Óleo, Manduri e a já grandinha Avaré do meu amigo Flávio “de Garça”... A sapataria do homem era (ou devia ser, na minha memória distorcida de poeta) igualzinha, ou pelo menos muito parecida, à do pai do Jarbinha.
Mas mais que tudo, minhas botinas de hoje, lembram de onde eu vim, quem eu sou, e prá onde eu vou na semana que vem!
Diário Esporádico: escrito por ROBERTO CORRÊA DE CERQUEIRA CÉSAR, um engenheiro escritor, taurino, pai de dois meninos (por quanto tempo ainda?), com cabelo embranquecendo e caindo, ficando cada dia mais cego!
Postagem em destaque
"Concreto"
Pedra, barro, massa Mão, calo, amassa! Levanta parede No ar D a hora Que se levante! Mora dentro F ora Vi...
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Anchieta
Serpente de pedra
Que na aurora nublada
Se aquece e ilumina
Morro verde
Artéria comercial
Chão preto e faixas brancas
Concreto e asfalto
Compridas voltas
E revoltas
Enroscada nas brenhas
Enrolada na encosta
Furando túneis como minhoca!
Que na aurora nublada
Se aquece e ilumina
Morro verde
Artéria comercial
Chão preto e faixas brancas
Concreto e asfalto
Compridas voltas
E revoltas
Enroscada nas brenhas
Enrolada na encosta
Furando túneis como minhoca!
Annunzio in italiano
Ieri matina due colleghi italiani, Boscolo i Avesani, mantengono dialoghi com noi in lengua latina. Sérgio e Vicente, Henrique e io. Buonno é qui noi parlemo e parleró!
Armandinho Confusão
Depois de quase trinta anos, encontro o Armando, irmão do Marcelo Onofri. Um segundo de titubeação e depois nos reconhecemos e depois ele e o Maurício Faria. Falamos de peripécias de décadas, de Marília e Teófilo Otoni, de Campinas e de Gonçalves. Seu irmão foi contratado pela Música da Unicamp...”A Bicha é poderosa” disse ele e eu completei com um “A Bicha não é fraca, não!”. Rimos, trocamos telefones, sentimos por um átimo que éramos jovens de novo.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Suco de Maracujá (samba)
Pra me casar com você
Eu vou ter que me cuidar
Contratar um personal
Treiner pra me acelerar
Também vou ter de fazer
Uma dieta alimentar
Catuaba no almoço e ostras antes do jantar
Quando a gente for deitar
Um bom pó de guaraná
Se a quentura tiver morna
Come um ovo de codorna
E se a noite for infinda
Aí só Pau de Cabinda
Se ela quiser bis no fim
Pimenta no amendoim
E depois pra me acalmar
Suco de maracujá
Letra: Martinho da Vila
Música: João Donato
Eu vou ter que me cuidar
Contratar um personal
Treiner pra me acelerar
Também vou ter de fazer
Uma dieta alimentar
Catuaba no almoço e ostras antes do jantar
Quando a gente for deitar
Um bom pó de guaraná
Se a quentura tiver morna
Come um ovo de codorna
E se a noite for infinda
Aí só Pau de Cabinda
Se ela quiser bis no fim
Pimenta no amendoim
E depois pra me acalmar
Suco de maracujá
Letra: Martinho da Vila
Música: João Donato
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Xandão em casa
O irmão mais velho do velho oeste me visitava. Dizia coisas da Mariléia, era e estava, se deslocava 450 km do Oeste ao Leste, até à Capitá! Mé, no América, Ariel, filho e sobrinho, irmão mais novo! O Gil, não, pois estava no Canadá! Muié? De regra! Nóis na Japão! Amém!!! Absinto e fumo, tamborim e Gilberto Gil: Vem morena, me beijá!
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