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"Concreto"

Pedra, barro, massa     Mão, calo, amassa! Levanta parede  No ar  D a hora Que se levante! Mora dentro     F ora   Vi...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

sábado, 28 de agosto de 2010

Dilma navega tranquila

Duas semanas, grosso modo, após o início do horário de propaganda gratuita no rádio e tv, a candidata do PT a Presidenta, Dilma Vana Rousseff, singra incólume o mar da liderança das pesquisas eleitorais.
Serra partiu para o ataque.
Cada vez mais o efeito de seus maus bofes é contrário: mais ele bate no legado de Lula e mais transfere votos, de seus próprios ex-eleitores pouco convictos e dos indecisos da vez, para a candidata do PT.
Mesmo no maior reduto serrista e alckminista, o estado de São Paulo, Mercadante e Dilma sobem a passos largos.
Aqui, para o Senado sente-se o vento de uma grande vitória da esquerda (com Marta Suplicy em primeiro e Netinho de Paula, do PCdoB, em segundo, derrotando pesos pesados da corrupção direitista, os odiados Orestes Quércia e Romeu Tuma).
Estamos trabalhando para eleger o Deputado Federal Paulo Teixeira (1398) e constituir bancadas importantes na Câmara Federal e na Assembléia Legislativa Estadual.
Hora de lembrarmos frases do passado: A luta continua, Sem medo de ser feliz, É Dilma lá!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Que mundo bonito

O compositor George David Weiss, que coescreveu a música "What a Wonderful World", eternizada na voz de Louis Armstrong, morreu aos 89 anos em Nova Jersey, nos Estados Unidos, na última segunda-feira. Ele morreu de causas naturais em sua casa, de acordo com sua mulher, Claire. "E eu digo prá mim mesmo: que beleza de mundo!"

I see trees of green, red roses too
I see them bloom for me and you
And I say to myself
What a wonderful world

I see skies of blue and clouds of white
Bright sunny days, dark sacred nights
And I think to myself
What a wonderful world

The colors of the rainbow are so pretty in the skies
Are also on the faces of people walking by
I see friends shaking hands saying
How do you do?
They´re really saying
I love you

I see babies cry, I watch them grow
They´ll learn much more than I´ll ever know
And I think to myself
What a wonderful world
Yes, I think to myself
What a wonderful world

And I say to myself
What a wonderful world


Composição: Bob Thiele / George David Weiss / Robert Thiele Jr.

33 Mineiros chilenos presos a 700 m de fundura!

Antes de serem encontrados, todos eles ficaram por 17 dias sobrevivendo com duas colheres de atum, um gole de leite, um pedaço de bolacha e uma fatia de pêssego por dia. A disciplina de ferro garantiu a vida de todos, apesar de só possuírem rações de emergência para dois dias. A mesma obstinação será necessária nos próximos meses, já que funcionários chilenos preveem que a operação de resgate dure até o Natal.

Só de pensar me dá um desespero claustrofóbico danado...é meio estar enterrado vivo e saber que só se sai de lá, com sorte, daqui a meses... Lembra, com menos tragédia (até aqui) o desastre do submarino russo Kurski. Força para esses homens incríveis!

Mudança do Cambuí para o Gramado

De um apartamento já grande, minha irmã e cunhado vão para uma chácara com casa gigante.
Desempregado, por terapia ocupacional e para lhes reduzir os custos e receber algum em troca me dispus a ajudar, assim como a cunhada.
A empresa da mudança escolhida foi pilantra e tivemos que trocar.
O técnico do gás não apareceu. Outros mil probleminhas e decisões urgentes se sucedem num turbilhão de semanas. Amanhã segue o abençoado caminhão da mudança, se Deus quizer sem quebras, sem acidentes (tem até içamento de peças do 12o andar ao solo...).
Faxina, elétrica, jardinagem. Estamos vendo sobre a pintura e foi hoje lá na casa nova um sujeito demostrar seu renovador de telhas e pedras musgadas e fungadas. Seu produto é ótimo, mas o empresário é enrolado e cobra caríssimo!
Mais para frente eles vão cuidar de reforma e arquitetura, paisagismo e quejandos.
Tem trabalho para mais um ano.
Eu estou quietinho no meu apê paulistano.
Dá até uma certa tristeza pensar em me mudar de onde estou, não sei se ali é para eu morrer lá, mas ainda não planejo nova mudança.
E eles todos empolgados com as obras da casa nova (deve ter lá um pouco mais de vinte anos, alguma reforma sempre pede).
E trocar eletrodomésticos e revestimentos, material hidráulico e tais.
Ela vai fazer lá a sonhada festa de 50 anos.
Um certo "bicho carpinteiro", uma vontade enorme de se renovar renovando os ambientes, os endereços, os ares.
Quem quer tem.
Eu, nesse momento, não tenho o ímpeto assim de mudança (a não ser o de voltar a trabalhar numa múlti, cumprir expediente de um projeto gostoso. Quero fábrica nova logo!).

sábado, 21 de agosto de 2010

Mulher de coragem

Shell e Basf são condenadas em R$ 1,1 bi

Em decisão de 1ª instância, juíza estabelece indenização bilionária a mil empregados de fábrica de agrotóxicos que pertenceu às duas empresas

Naiana Oscar, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - A Shell do Brasil e a Basf foram condenadas pela Justiça do Trabalho a pagar tratamento médico e indenizações a ex-funcionários que trabalharam numa fábrica de agrotóxicos em Paulínia (SP). No total, os empregados devem receber cerca de R$ 1,1 bilhão, segundo estimativa da juíza Maria Inês Corrêa de Cerqueira César, da Vara do Trabalho de Paulínia.
A ação estava tramitando há três anos e foi alvo de várias liminares até a decisão em primeira instância ser concedida na última quinta-feira. Cada uma das empresas arcará com 50% dos custos da indenização porque a fábrica já pertenceu às duas: foi aberta na década de 70 pela Shell e vendida, 20 anos depois, à multinacional Cyanamid, adquirida pela Basf em 2000. A última proprietária manteve a fábrica em operação por dois anos, até ser interditada pelo Ministério do Trabalho. Análises na região constataram a presença de metais pesados (sic, na verdade tratam-se entre outros de pesticidas orgonoclorados persistentes da classe dos "drins") no solo e em amostras de água subterrânea.
Dos mil empregados registrados que teriam direito a receber tratamento e indenização, 64 morreram enquanto a investigação do Ministério Público do Trabalho (MPT), autor da ação coletiva, estava em curso. Todos tinham menos de 60 anos. Para uma das pesquisas que serviu como prova do processo, 69 trabalhadores foram examinados – chegou-se a uma média de seis doenças por pessoa.
Depois de trabalhar por duas décadas na fábrica de agrotóxicos, Antônio de Marco Rasteiro, de 62 anos, consome cerca de 20 comprimidos por dia para tratar diabetes, hipertensão, artrose, refluxo "e uma série de outros probleminhas". Nos últimos cinco anos, já curou um câncer de próstata e outro de pulmão.
"Quando saí da empresa, um exame comprovou que eu estava com sete tipos de contaminantes no organismo, quatro deles já banidos do mundo." Depois de perceber as semelhanças entre seus problemas de saúde e os dos antigos colegas, Rasteiro fundou em 2001 a Associação dos Trabalhadores Expostos a Substâncias Químicas. Foi a entidade que fez a denúncia ao MPT.
Além de ter de custear, a partir de 30 de setembro, tratamento médico para essas pessoas e seus filhos, Shell e Basf terão de pagar R$ 768 milhões por danos morais. Além disso, cada ex-funcionário vai receber R$ 34,5 mil, que corresponde ao valor economizado pelas empresas nos últimos anos por não terem prestado assistência aos empregados.
Os benefícios se estendem a outras 2 mil pessoas que, segundo estimativa do MPT, trabalharam como autônomos ou terceirizados na fábrica. Mas elas só terão direito ao tratamento e à indenização se forem à Justiça nos próximos 90 dias. Em nota, a Basf disse que a decisão é "absurda", já que a contaminação foi "causada e assumida pela Shell". A Shell, por sua vez, definiu a decisão como "descabida", "pois entende inexistentes quaisquer evidências técnicas de que a situação ambiental de suas antigas instalações fabris tenha resultado em exposição ou agravamento da saúde de pessoas". As duas empresas vão recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho da 15.ª Região.

Carta ao irmão do oeste

Magno (Juninho),
Desde pequeno que você usou seus dois anos a mais de idade para me oprimir.
Claro que isso só durou até por volta dos quinze anos, quando pude te mostrar que teria muito a perder se tentasse resolver as coisas comigo no braço.
Depois você passou a usar, não mais a força física, mas uma suposta "ascendência social" (seus amigos eram o máximo, os meus uns quaisquer) para o mesmo fim. Devo admitir que em muitas ocasiões eu preferi apanhar que receber o seu desprezo.
Engraçado como hoje os amigos que ainda te restaram são justamente os meus...e você os repele em aceleração centrípeta, tais suas mazelas.
Depois pegamos rumos diversos e eu passei, sem querer, a te oprimir.
Primeiro as boas faculdades que fiz, depois os bons empregos que tive, minha ascenção econômica, os conhecimentos que adquiri, essas coisas foram e são para você motivo de muita infelicidade.
Não posso fazer nada contra isso.
A não ser, como sempre fiz, compartilhar o que tenho.
Agora estamos nessa onde seus perrengues com as nossas irmã e mãe o levam a puxar facas contra mim, resvalando em meu filho e minha esposa. "Atiraste uma pedra turvando essa água que um dia, por estranha ironia, tua sede matou".
Essas ações defensivas-reativas, totalmente equivocadas e que me causaram danos profundos, não minimizarão (como em uma projeção especular demente) seus problemas pessoais, com a sua ex-mulher e com o seu filho.
O fato de você tratar o irmão da nossa amiga (o Ronaldinho) como "favelado" é indicativo dos preconceitos que te moldaram e dos quais você não consegue se desvencilhar. Há dentro de você um "branquelo azedo e de direita, um fascista", que ora se volta contra o mundo, principalmente contra os mais próximos, ora contra si mesmo e, agora, e por isso te escrevo, contra mim.
Dessa forma, como nunca suportei e me afastei de sua violência, saio da sua cena.
Dizem que a vida ensina. Aprendi com você demais, mais de seus erros que dos acertos. Espero que você possa ainda aprender bastante.
Gilberto