Manhã clara, azul e nem tão fria de Junho de 2009.
Head hunter, Boyden, lá na Verbo Divino, quase esquina com a Marginal Pinheiros.
Uniduto, o projeto contratante. Entrevistaram-me os diretores técnico-operacional e o administrativo-financeiro.
O que posso esperar? O que eles podem esperar?
Tão grandes expectativas, a ver o que acontece.
O melhor de mim está "à venda"!
Diário Esporádico: escrito por ROBERTO CORRÊA DE CERQUEIRA CÉSAR, um engenheiro escritor, taurino, pai de dois meninos (por quanto tempo ainda?), com cabelo embranquecendo e caindo, ficando cada dia mais cego!
Postagem em destaque
"Concreto"
Pedra, barro, massa Mão, calo, amassa! Levanta parede No ar D a hora Que se levante! Mora dentro F ora Vi...
segunda-feira, 29 de junho de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
Music and Me
Nos bailinhos de fim ano tive o privilégio de roçar nas delícias do Curso Primário Anexo ao Institutão. Como deixei escapá-las? Pergunto, mas sei bem a resposta.
Ora bolas, como eu fui deixar escapar...! Me faltou lábia, boas roupas, estirpe, um bom carro, o papo reto, viagens prá Disney e depois Zoropa, ir ao clube certo, ir nas festas certas, fazer o tipo bom moço e portar carteira cheia! Da parte material, posso imputar a cagada ao Seu Alexandre, agora do resto: mea culpa, mea culpa, mea culpa...Na fase crítica (de 1979 a 1981) me conformei em sonhar com essas e outras gatas (Sílvia Helena Bettini, a magrinha que depois virou, pasme, engenheira química como eu, foi um marco duradouro) e ir afogar as mágoas com as bocas quentes e corpos arfantes, devidamente apertados nos contrafortes da Igreja São Bento, das "Izildinhas" e "Maricléias" que minha brancura e "pé de valsismo" me permitiram "ganhar" nos bailes (aí já sem diminutivos) promovidos pelo professor Lázaro Bento no Clube dos Ferroviários (Ferrinho ou Ferrô pros íntimos).
Depois, politécnico, tive minhas trips de Adriana Gomes Fernandes, Luciana Haddad e Mônica Píccolo...Passei, unicampestre, por uma série de frustrações inauditas tipo Marlenóia, Gislenouca, Vitória Maria Miranda Pureza, uma loucas catadas a laço no Centro de Convivência, Sandra e Sônia Cayres e outras drogas pesadas, antes de afundar a enchada na terra e sacar de lá a redenção "mariliense"-sorocabana, filosófica e medicinal.Para mãe dos meus filhos, escolhi a Kátia! Tá de bom tamanho!
Ora bolas, como eu fui deixar escapar...! Me faltou lábia, boas roupas, estirpe, um bom carro, o papo reto, viagens prá Disney e depois Zoropa, ir ao clube certo, ir nas festas certas, fazer o tipo bom moço e portar carteira cheia! Da parte material, posso imputar a cagada ao Seu Alexandre, agora do resto: mea culpa, mea culpa, mea culpa...Na fase crítica (de 1979 a 1981) me conformei em sonhar com essas e outras gatas (Sílvia Helena Bettini, a magrinha que depois virou, pasme, engenheira química como eu, foi um marco duradouro) e ir afogar as mágoas com as bocas quentes e corpos arfantes, devidamente apertados nos contrafortes da Igreja São Bento, das "Izildinhas" e "Maricléias" que minha brancura e "pé de valsismo" me permitiram "ganhar" nos bailes (aí já sem diminutivos) promovidos pelo professor Lázaro Bento no Clube dos Ferroviários (Ferrinho ou Ferrô pros íntimos).
Depois, politécnico, tive minhas trips de Adriana Gomes Fernandes, Luciana Haddad e Mônica Píccolo...Passei, unicampestre, por uma série de frustrações inauditas tipo Marlenóia, Gislenouca, Vitória Maria Miranda Pureza, uma loucas catadas a laço no Centro de Convivência, Sandra e Sônia Cayres e outras drogas pesadas, antes de afundar a enchada na terra e sacar de lá a redenção "mariliense"-sorocabana, filosófica e medicinal.Para mãe dos meus filhos, escolhi a Kátia! Tá de bom tamanho!
Meu Mico macaco (leia ao contrário!)
Macacada, (o vocativo joanino cai como uma luva para a morte desse grande preto de pele branca!),
Uma velha canção dizia:
"Bob Marley já morreu Porque além de preto Era judeu
Maicou Jécson resiste Porque além de branco Ficou triste"
Bem, o cara não resiste mais!
Mas lembrem dos bailinhos (antes das férias de dezembro e janeiro) que fazíamos dentro das salas de aula (sob o olhar patrulhador de nossas professoras como a Dona Maria Casadei, a Dona Antônia, a Dona Naly Yazbek e a dona Cecília e onde pude dançar com pitéus do calibre de Cristina Casadei, Edivânia, Lúcia Minei, Andréa Genta e por aí afora) do Curso Primário Anexo ao Institutão ou dos respectivos "grupos" e vejam no iutubi os vídeos de "ABC", "Music and Me" e "I'll be there" e verão que, a despeito de toda incensação mórbida e lucrativa de Globos e quejandos e de toda besteira que o adulto podia fazer, o menino Michael e o artista dentro dele eram geniais e que seu "legado" não vai morrer assim tão facilmente. Perturbado sim, mas genial!"Resquiecat in pace"
abraços zeligianos de
Berto Jackson (do pandeiro)
Uma velha canção dizia:
"Bob Marley já morreu Porque além de preto Era judeu
Maicou Jécson resiste Porque além de branco Ficou triste"
Bem, o cara não resiste mais!
Mas lembrem dos bailinhos (antes das férias de dezembro e janeiro) que fazíamos dentro das salas de aula (sob o olhar patrulhador de nossas professoras como a Dona Maria Casadei, a Dona Antônia, a Dona Naly Yazbek e a dona Cecília e onde pude dançar com pitéus do calibre de Cristina Casadei, Edivânia, Lúcia Minei, Andréa Genta e por aí afora) do Curso Primário Anexo ao Institutão ou dos respectivos "grupos" e vejam no iutubi os vídeos de "ABC", "Music and Me" e "I'll be there" e verão que, a despeito de toda incensação mórbida e lucrativa de Globos e quejandos e de toda besteira que o adulto podia fazer, o menino Michael e o artista dentro dele eram geniais e que seu "legado" não vai morrer assim tão facilmente. Perturbado sim, mas genial!"Resquiecat in pace"
abraços zeligianos de
Berto Jackson (do pandeiro)
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Junho produtivo
Para esse blog, junho de 2009 deve ser um recorde...Mais de um post por dia, as estatísticas aí ao lado confirmam. O meu desemprego serviu para algo: escrever mais aqui...seja lá o que isso possa significar em termos da tal notoriedade que eu queria que esses escritos atingissem e, cada vez mais me convenço, jamais atingirei!
Ou seja, pela baixa frequência (agora o contador aí do lado é prova!), isso é quase um diário como os que eu já fiz, em velhos cadernos "livros de ata" pretos, folhas brancas, com pauta grossa, numeradas, que tenho numa velha mala de couro "esquecida" numa casinha de madeira velha, num velho quintal, da velha casa de lá de Cajati!
Quanta velhice! Já sou um senhor: quarenta e cinco anos! No passado isso era quase sentença de morte, mas hoje não, posso "quase" dizer que sou um menino, pronto para nascer para a segunda metade, pois pretensão de longevidade não me falta.
Desejo que o site Blogger sobreviva por centenas de anos e que um dia alguém da minha descendência (genética ou "espiritual" ou "moral" ou algo assim) passeie por essas linhas como esse cara, dessa época, numa tarde perdida de junho, na cidade mágica e já então desaparecida de São Paulo, desse bairro do Itaim Bibi! Saudações Cordiais!
Ou seja, pela baixa frequência (agora o contador aí do lado é prova!), isso é quase um diário como os que eu já fiz, em velhos cadernos "livros de ata" pretos, folhas brancas, com pauta grossa, numeradas, que tenho numa velha mala de couro "esquecida" numa casinha de madeira velha, num velho quintal, da velha casa de lá de Cajati!
Quanta velhice! Já sou um senhor: quarenta e cinco anos! No passado isso era quase sentença de morte, mas hoje não, posso "quase" dizer que sou um menino, pronto para nascer para a segunda metade, pois pretensão de longevidade não me falta.
Desejo que o site Blogger sobreviva por centenas de anos e que um dia alguém da minha descendência (genética ou "espiritual" ou "moral" ou algo assim) passeie por essas linhas como esse cara, dessa época, numa tarde perdida de junho, na cidade mágica e já então desaparecida de São Paulo, desse bairro do Itaim Bibi! Saudações Cordiais!
Dia frio e chuvoso é bom...
...prá ficar em casa, cozinhando prá família. Tajinei por horas, em fogo lento e parando de quando de quando, três coxas e sobrecoxas de frango, com cúrcuma, uvas passas brancas, gengibre, azeitonas pretas,alhos, tomates. Cozinhei cuzcuz marroquino com azeite de oliva, fiz uma salada de palmitos e tomates lindos, com flores de capuzim (picantes como rúcula e em três cores fortíssimas: amarelas, vermelhas e alaranjadas!). Arroz integral e carne de soja com passata de tomate e cobertura de mussarela gratinada, farofa de cenoura, vinho chileno, suco de uva Salton (parei de usar o Superbom, que andou estando ruim...). Salada de frutas com banana, caqui, maçã, murkote, laranja, uva e maracujá! Comi à farta, feliz! Kátia agradecendo, feliz por ter um marido que cozinhe assim para ela no meio de um dia onde no mais das vezes ela esquentaria um prato congelado ou cozinharia muito rapidamente. Foram para a psicanálise, a moça e o Gil...
Agora escuto música (o primeiro disco dos Mutantes), tomo o resto do vinho, o Ariel joga Wii, eu curto a tarde lenta e cinza, idéias e sonhos fervilham, falei com o sócio sobre a venda da fábrica da bananada e só ouvi boas palavras, esperando resposta dos proponentes, esperançosos todos os envolvidos! Vivo e bem!
Agora escuto música (o primeiro disco dos Mutantes), tomo o resto do vinho, o Ariel joga Wii, eu curto a tarde lenta e cinza, idéias e sonhos fervilham, falei com o sócio sobre a venda da fábrica da bananada e só ouvi boas palavras, esperando resposta dos proponentes, esperançosos todos os envolvidos! Vivo e bem!
Simonal foi um canalha
Fui ver o filme, comprei o disco "A Arte de"Wilson Simonal (coletânea da Universal) e cheguei à seguinte conclusão: dono de um talento vocal, auditivo e de palco descomunal, Simonal era o típico suburbano conservador e mau caráter que podemos chamar entre várias eras cariocas como um "malandro".
No disco ele chama (na letra de "A pesquisa", ali assinada por Adilson Manhães, João Roberto Kelly e Teresa Simonal, who is she?) quase literalmente os "Novos Baianos" de viados!
Ou seja, o cara apanhou mais do que devia, mas devia ter apanhado muito mesmo, pena ele não ter suportado para estar dançando e cantando por aí, como muitos de seus colegas de esquerda ou de nem tanto, até hoje!
No disco ele chama (na letra de "A pesquisa", ali assinada por Adilson Manhães, João Roberto Kelly e Teresa Simonal, who is she?) quase literalmente os "Novos Baianos" de viados!
Ou seja, o cara apanhou mais do que devia, mas devia ter apanhado muito mesmo, pena ele não ter suportado para estar dançando e cantando por aí, como muitos de seus colegas de esquerda ou de nem tanto, até hoje!
A mãe do amigo se vai?
Dona Dora, mãe do Sérgio.
Há muitos anos câncer de mama, mastectomia radical e nada mais além da psiquê.
Agora, recentemente, AVC e até que uma boa recuperação...
E nessa semana, tombo, fratura de fêmur mal tratada?, e coma!
O hospital Santa Casa de Marília é um morredouro? Faltou agilidade aos filhos? Era prá ser assim mesmo? As condutas foram todas corretas? Onde foi que erramos?
Esperar, no meu caso, para ver...
Não quero carregar caixões, mas às vezes isso ocorre, cada vez com gente mais próxima, é a vida, ou como dizem os budistas: "a vida é uma dádiva da morte".
Há muitos anos câncer de mama, mastectomia radical e nada mais além da psiquê.
Agora, recentemente, AVC e até que uma boa recuperação...
E nessa semana, tombo, fratura de fêmur mal tratada?, e coma!
O hospital Santa Casa de Marília é um morredouro? Faltou agilidade aos filhos? Era prá ser assim mesmo? As condutas foram todas corretas? Onde foi que erramos?
Esperar, no meu caso, para ver...
Não quero carregar caixões, mas às vezes isso ocorre, cada vez com gente mais próxima, é a vida, ou como dizem os budistas: "a vida é uma dádiva da morte".
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