O governo do povo, pelo povo e para o povo, se e quando e onde existiu, existe e existirá, visando a felicidade do povo (= a maioria da população) só vingará caso supere em poder o reino do "deus mercado" (= uma minoria muito rica que detém as maiores empresas) que os liberalismos (nome capcioso!) sempre defenderam...
Vejam os EUA: um governo de poucos, que "defendeu" os estados unidenses "contra" o resto do mundo e proveu "crédito fácil" para uma população que falsamente não empobrecia enquanto seu país, capitaneado pela banca, "vendia" títulos da dívida imobiliária (e outras) do próprio povo... Irresponsabilidade tem seu preço!
A indústria manufatureira e agricultura deles há muito vão de mal a pior...vejam os déficits comerciais astronômicos, apesar dos subsídios e barreiras protecionistas! Agora vão jogar 700 bilhões de doletas para estancar a hemorragia aparente da banca! Haja PROER, mas há putrefações escondidas, internas, que falta sanear! E o pior é que se deixá-los quebrar, talvez seja ainda pior...pelo menos por uma boa década!
Mas voltando à democracia: ela precisa dar oxigênio para, mas estar acima das empresas! Parece simples, mas é um desafio enorme, não só no Brasil, mas a nível planetário. Vamos lá: é uma construção cidadã, internacional!
Diário Esporádico: escrito por ROBERTO CORRÊA DE CERQUEIRA CÉSAR, um engenheiro escritor, taurino, pai de dois meninos (por quanto tempo ainda?), com cabelo embranquecendo e caindo, ficando cada dia mais cego!
Postagem em destaque
"Concreto"
Pedra, barro, massa Mão, calo, amassa! Levanta parede No ar D a hora Que se levante! Mora dentro F ora Vi...
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
domingo, 28 de setembro de 2008
Polícias marroquinas
Pelo menos três: Gendarmerie Royale, Sureté Nationale e Sureté Provinciale...
Nenhuma é honesta e, os locais dizem, que a "jdid" (de El Jadida) é a mais corrupta delas.
O resultado é que vivem me parando para tentar tomar 400 dirhams (~100 reais) "no papel" ou "um café" (no Brasil seria uma cerveja), 50 ou 100 dirhams, "sem papel".
Paguei muitas multas, sempre no oficial (nunca corrompi um policial!) para surpresa dos malas que ficam dizendo: "Mas é muito caro"! enquanto esperam que você ofereça o "por fora"...
O melhor é ir falando logo inglês. Eu falo francês e mesmo algumas palavras em árabe, pior para mim...
Minha tática tem sido: "chorar".
"Sou brasileiro, (Kaká, Ronaldinho, para os mais velhos um Roberto Carlos), residente, não posso arcar com esses custos... tudo tão caro e salário, ó! (polegar e indicador que se aproximam...).
Geralmente eles me mandam embora, dizem que não foi nada grave (e nunca foi mesmo!)...
Nenhuma é honesta e, os locais dizem, que a "jdid" (de El Jadida) é a mais corrupta delas.
O resultado é que vivem me parando para tentar tomar 400 dirhams (~100 reais) "no papel" ou "um café" (no Brasil seria uma cerveja), 50 ou 100 dirhams, "sem papel".
Paguei muitas multas, sempre no oficial (nunca corrompi um policial!) para surpresa dos malas que ficam dizendo: "Mas é muito caro"! enquanto esperam que você ofereça o "por fora"...
O melhor é ir falando logo inglês. Eu falo francês e mesmo algumas palavras em árabe, pior para mim...
Minha tática tem sido: "chorar".
"Sou brasileiro, (Kaká, Ronaldinho, para os mais velhos um Roberto Carlos), residente, não posso arcar com esses custos... tudo tão caro e salário, ó! (polegar e indicador que se aproximam...).
Geralmente eles me mandam embora, dizem que não foi nada grave (e nunca foi mesmo!)...
sábado, 27 de setembro de 2008
Auto Epitáfio Condescendente
Fulano de Tal, prócer da nossa sociedade!
Casado com Dona Sicrana de Qual, uma mulheraça!
Seus filhos Fulaninho e Sicraninho: bonitos, saudáveis e inteligentes!
Esportista correto, ótimo aluno e profissional exemplar.
Escreveu vários livros de sucesso e plantou muitíssimas árvores.
Ótimo cidadão, corretíssimo e deixará saudades eternas!
Será pranteado longamente por parentes e amigos inconsoláveis!
Aqui jaz santamente, com muito orgulho para nossa comunidade, a qual se enobreceu com suas grandes obras!
Do pó veio e a ele retornará.
Que sua alma receba o descanço dos justos!
Resquiecat in pace!
Amém!
Casado com Dona Sicrana de Qual, uma mulheraça!
Seus filhos Fulaninho e Sicraninho: bonitos, saudáveis e inteligentes!
Esportista correto, ótimo aluno e profissional exemplar.
Escreveu vários livros de sucesso e plantou muitíssimas árvores.
Ótimo cidadão, corretíssimo e deixará saudades eternas!
Será pranteado longamente por parentes e amigos inconsoláveis!
Aqui jaz santamente, com muito orgulho para nossa comunidade, a qual se enobreceu com suas grandes obras!
Do pó veio e a ele retornará.
Que sua alma receba o descanço dos justos!
Resquiecat in pace!
Amém!
Auto Epitáfio Rancoroso
Fulano de Tal: um Zé Ninguém!
Casado com Sicrana de Qual, outra!
Pai de Fulaninho e Sicraninho: nadas!
Não foi bom no esporte, nem na escola, não se dedicou à política e muito menos ao trabalho!
Não escreveu livros nem plantou árvores!
Morreu há pouco, corpo ainda quente.
Esse presunto sórdido vai esfriar e endurecer sem deixar nenhuma saudade!
A carne pútrida federá até virar pó inútil.
Os ossos que sobrarem de nada valerão!
Um bosta completo. Uma merda humana!
"Resquiecat in Pace" o cacete!
Que sua alma sofra como um cão!
Casado com Sicrana de Qual, outra!
Pai de Fulaninho e Sicraninho: nadas!
Não foi bom no esporte, nem na escola, não se dedicou à política e muito menos ao trabalho!
Não escreveu livros nem plantou árvores!
Morreu há pouco, corpo ainda quente.
Esse presunto sórdido vai esfriar e endurecer sem deixar nenhuma saudade!
A carne pútrida federá até virar pó inútil.
Os ossos que sobrarem de nada valerão!
Um bosta completo. Uma merda humana!
"Resquiecat in Pace" o cacete!
Que sua alma sofra como um cão!
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Ode às máquinas de escrever
Agora jazem velhas, em ferros velhos, antiquários, ou guardadas em velhos armários. Acredito que no "interior", por exemplo em Registro, subsistam lojas antigas, afinal há formulários impraticáveis de outra forma...
Eu mesmo tenho ainda uma pequenina, aposentada, daquelas que a tampa de plástico forma uma caixinha até sutil. Já foram novas, saindo de caixas, embaladas em plásticos ou, antes, em panos. Filho de advogado, fui herdeiro de uma Olivetti Lettera parruda, sobre mesinha de rodas, e de uma alemã "moderna", porte médio, design mais quadrado e limpo, esmaltada em branco...
Foram rainhas de escritórios enormes, alguns com dezenas delas, seus barulhos às vezes nervosos, outras quase musicais, clicks e tecs e tacs e blins.
Duas folhas de papel no mínimo, se você quizesse preservar o cilindro de borracha, fazê-lo durar frente à árdua tarefa de receber incontáveis golpes dos tipos das letras, bracinhos precisos, descançando alinhadinhos em arco sobre o amortecedor de couro do apoio de metal... E um carbono entre elas, ou mais de um, se se quizesse cópias, num mundo pré copiadoras, pré xerox, onde os cartórios faziam cópias em folhas de "gelatinas" para os Livros de Assento de Escrituras, por exmplo!
E nas manutenções, fitas desbotadas, cansadas das marteladas, dedos sujos, pretos ou vermelho e pretos, muito antes das elétricas IBM, cujas fitas eram plásticas e não sujavam os dedos e "automaticamente" cobriam nossos inevitáveis erros...
E a "escola de Datilografia"? Eu fui com o Luiz Xavier na da Nove com a São Luiz, mais de trinta máquinas, no mínimo seis por cinco, era um "diploma" que a mim não fez tanta falta (com onze anos me faltou concentração e abandonei o curso), mas certamente mudou para melhor a vida de muita moça e moço pobre, que ia virar secretária, assistente administrativa, redatora...
Consegui terminar meu curso, aos treze, na companhia da minha irmã juíza, na muito mais moderna escola de datilografia do Senac, na Nelson Spielman, onde tínhamos um grosso manual a seguir. Começava no asdfg, qwert, poiuy, ~çlkjh, esse último não era assim, mas o "carro" ia aos tranquinhos, tlec, tlec, até o fim da linha, trim, empurrá-lo no fim da linha com a enorme alavanca de alumínio, trocar de linha, TAB, para o parágrafo, páginas inteiras...até chegar aos 130, 150 e os incríveis 200 toques por minuto, sem erros! Uso os cinco dedos de cada mão até hoje!
Viva, em outras dimensões, as Remingtons, aposentadas, findas as velhas oficinas de consertos, os profissionais doutores do ramo, viva o teclado de computador que os jovens não sei como se viram, sem curso, "catando milho", bem certo que vão usar essa "língua" taquigráfica da internet, visto que nunca puseram os olhos no manual do Senac, cartas comerciais, Prezado Senhor Sicrano, Atenciosamente, Mui Cordialmente, assinatura e, no caso da(o) datilógrafa(o) as iniciais em minúsculas embaixo no cantinho direito, fazer no capricho, levar para o chefe rever e, se correto, assinar. Carta bonita, zero erros! Quantas(os) voltavam possesas(os) ou chorando para a "máquina", refazer anotações marcadas com bic vermelhas para terminar de inutilizar o trabalho, uma ou mais folhas por uma letrinha errada, inadmissível!
No fim da vida delas surgiram as IBM, as Olivetti elétricas, arredondadas, já sem o arco dos tipos, mas com uma esfera intercambiável para signos e diferentes fontes, fazia movimentos quase inacreditáveis para acessar as últimas letras, mas trazia embutida uma fita corretora, fazíamos a esfera retroceder e aplicávamos a tecla de correção, lá ia o tipo certo, com a fita "branca", quase mesmo fazendo sumir a besteira, já tinha memória!
Vieram então os computadores com monitor de fósforo verde, o processador de texto, as primeiras versões pobrezinhas, depois a escalada sempre vertiginosa do fim do século vinte e começo do 21, LCD's, o Word 2007, e os lap tops de 300 gramas! Tenho mesmo um tecladinho de 1 x 2 polegadas, teclinhas de 3 x 2 milímetros no meu "telefone com emails".
Quase impraticável no começo, para essa pata de urso, dedos grossos que tenho; agora já uso até acentos e cedilhas no "track ball" do Blackberry...
Eu mesmo tenho ainda uma pequenina, aposentada, daquelas que a tampa de plástico forma uma caixinha até sutil. Já foram novas, saindo de caixas, embaladas em plásticos ou, antes, em panos. Filho de advogado, fui herdeiro de uma Olivetti Lettera parruda, sobre mesinha de rodas, e de uma alemã "moderna", porte médio, design mais quadrado e limpo, esmaltada em branco...
Foram rainhas de escritórios enormes, alguns com dezenas delas, seus barulhos às vezes nervosos, outras quase musicais, clicks e tecs e tacs e blins.
Duas folhas de papel no mínimo, se você quizesse preservar o cilindro de borracha, fazê-lo durar frente à árdua tarefa de receber incontáveis golpes dos tipos das letras, bracinhos precisos, descançando alinhadinhos em arco sobre o amortecedor de couro do apoio de metal... E um carbono entre elas, ou mais de um, se se quizesse cópias, num mundo pré copiadoras, pré xerox, onde os cartórios faziam cópias em folhas de "gelatinas" para os Livros de Assento de Escrituras, por exmplo!
E nas manutenções, fitas desbotadas, cansadas das marteladas, dedos sujos, pretos ou vermelho e pretos, muito antes das elétricas IBM, cujas fitas eram plásticas e não sujavam os dedos e "automaticamente" cobriam nossos inevitáveis erros...
E a "escola de Datilografia"? Eu fui com o Luiz Xavier na da Nove com a São Luiz, mais de trinta máquinas, no mínimo seis por cinco, era um "diploma" que a mim não fez tanta falta (com onze anos me faltou concentração e abandonei o curso), mas certamente mudou para melhor a vida de muita moça e moço pobre, que ia virar secretária, assistente administrativa, redatora...
Consegui terminar meu curso, aos treze, na companhia da minha irmã juíza, na muito mais moderna escola de datilografia do Senac, na Nelson Spielman, onde tínhamos um grosso manual a seguir. Começava no asdfg, qwert, poiuy, ~çlkjh, esse último não era assim, mas o "carro" ia aos tranquinhos, tlec, tlec, até o fim da linha, trim, empurrá-lo no fim da linha com a enorme alavanca de alumínio, trocar de linha, TAB, para o parágrafo, páginas inteiras...até chegar aos 130, 150 e os incríveis 200 toques por minuto, sem erros! Uso os cinco dedos de cada mão até hoje!
Viva, em outras dimensões, as Remingtons, aposentadas, findas as velhas oficinas de consertos, os profissionais doutores do ramo, viva o teclado de computador que os jovens não sei como se viram, sem curso, "catando milho", bem certo que vão usar essa "língua" taquigráfica da internet, visto que nunca puseram os olhos no manual do Senac, cartas comerciais, Prezado Senhor Sicrano, Atenciosamente, Mui Cordialmente, assinatura e, no caso da(o) datilógrafa(o) as iniciais em minúsculas embaixo no cantinho direito, fazer no capricho, levar para o chefe rever e, se correto, assinar. Carta bonita, zero erros! Quantas(os) voltavam possesas(os) ou chorando para a "máquina", refazer anotações marcadas com bic vermelhas para terminar de inutilizar o trabalho, uma ou mais folhas por uma letrinha errada, inadmissível!
No fim da vida delas surgiram as IBM, as Olivetti elétricas, arredondadas, já sem o arco dos tipos, mas com uma esfera intercambiável para signos e diferentes fontes, fazia movimentos quase inacreditáveis para acessar as últimas letras, mas trazia embutida uma fita corretora, fazíamos a esfera retroceder e aplicávamos a tecla de correção, lá ia o tipo certo, com a fita "branca", quase mesmo fazendo sumir a besteira, já tinha memória!
Vieram então os computadores com monitor de fósforo verde, o processador de texto, as primeiras versões pobrezinhas, depois a escalada sempre vertiginosa do fim do século vinte e começo do 21, LCD's, o Word 2007, e os lap tops de 300 gramas! Tenho mesmo um tecladinho de 1 x 2 polegadas, teclinhas de 3 x 2 milímetros no meu "telefone com emails".
Quase impraticável no começo, para essa pata de urso, dedos grossos que tenho; agora já uso até acentos e cedilhas no "track ball" do Blackberry...
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Invencionices
Calmotivado
Solitudo
Tédiormal
Tranqüagitado
Nadudo
Furibondoso
Contraforme
Insanotisfeito
Desfatigado
Aperfolgado
Intervertido
Repetinventado
Fericurado
Apósantes
Extrocalado
Solitudo
Tédiormal
Tranqüagitado
Nadudo
Furibondoso
Contraforme
Insanotisfeito
Desfatigado
Aperfolgado
Intervertido
Repetinventado
Fericurado
Apósantes
Extrocalado
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Historieta familiar III
Nome de anjo de segunda classe da primeira hierarquia, que também quer dizer menino gracioso. Caipira de Porto Feliz. Estudou Odontologia em Itapetininga, no tempo a primeira escola superior do interior de São Paulo, ou quase.
Organizava teatro, saraus de poesia, mostras de arte. Um agitador cultural.
Foi dividir consultório na Capital com um obscuro médico, Dr. Ademar de Barros, que virou político, o "Rouba mas Faz".
Na Revolução Constitucionalista, frente de batalha no Vale do Paraíba, com o "Teatro do Soldado", nosso Garcia Lorca! Dali a pendurar o diploma de dentista foi um passo. Foi ser radialista em Santos. Conheceu uma professorinha.
Casou, teve filhos e os altos e baixos da vida artística o levaram a pedir um cargo para o Ademar, mas sempre se manteve correto e obviamente rompeu com o "padrinho", que, depois, passando em frente à sua repartição na Coletoria de Santos, disse aos compinchas da sua laia: "Ali trabalha um homem honesto".
Não teve casa própria, não teve carro. Mas teve carne, peixe e vegetais frescos sempre sobre a mesa. E queijo reino, azeite "bom" e outras coisas boas que se achavam na "cidade". Pode descançar em paz no travesseiro a cabeça branca.
E na, sua velhice, eu tive o melhor vô do mundo!
Organizava teatro, saraus de poesia, mostras de arte. Um agitador cultural.
Foi dividir consultório na Capital com um obscuro médico, Dr. Ademar de Barros, que virou político, o "Rouba mas Faz".
Na Revolução Constitucionalista, frente de batalha no Vale do Paraíba, com o "Teatro do Soldado", nosso Garcia Lorca! Dali a pendurar o diploma de dentista foi um passo. Foi ser radialista em Santos. Conheceu uma professorinha.
Casou, teve filhos e os altos e baixos da vida artística o levaram a pedir um cargo para o Ademar, mas sempre se manteve correto e obviamente rompeu com o "padrinho", que, depois, passando em frente à sua repartição na Coletoria de Santos, disse aos compinchas da sua laia: "Ali trabalha um homem honesto".
Não teve casa própria, não teve carro. Mas teve carne, peixe e vegetais frescos sempre sobre a mesa. E queijo reino, azeite "bom" e outras coisas boas que se achavam na "cidade". Pode descançar em paz no travesseiro a cabeça branca.
E na, sua velhice, eu tive o melhor vô do mundo!
Assinar:
Postagens (Atom)