"Do que leio do novo,
Lembro os Velhos.
Avos e nós.
Pais e filhos.
Almas únicas
Separadas pelo eterno tempo
Curto!
Lembro-me do choro alto
Do mais novo
E mais alto
Irmão
Que sem religião
Agora ora.
Gênesis lírica e erudita de uma vida dura e limpa.
Vejo em ti e em todos nós, filhos destes teus mesmos exemplos!
Sorte
Sexo
E arte!"
Diário Esporádico: escrito por ROBERTO CORRÊA DE CERQUEIRA CÉSAR, um engenheiro escritor, taurino, pai de dois meninos (por quanto tempo ainda?), com cabelo embranquecendo e caindo, ficando cada dia mais cego!
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"Concreto"
Pedra, barro, massa Mão, calo, amassa! Levanta parede No ar D a hora Que se levante! Mora dentro F ora Vi...
sábado, 7 de dezembro de 2013
"Delírio" (de Maurício Corrêa de Cerqueira César, meu irmão mais novo)
Delírio
Não sei se sou calmo ou se sou violento.
Talvez seja bravo, talvez seja lento.
Traço nítido é o ponderado.
Penso, por vezes, que só estou a favor do vento.
Nem sempre escolho o caminho.
Trilho o terreno e peço que seja seguro.
Há muito não sou mais inocente e puro.
Estou longe de ser santo.
Tem grito que não escuto.
Há lado que não vejo.
Tenho filho que não crio.
Saudade que nunca mato.
Desejo que não confesso.
Sonho que não concretizo.
E mesmo torto me mantenho reto.
Coisa de quem teve exemplo,
Ideologia, caráter e trabalho.
Minha origem não nego. Tem dinheiro que não pego.
Tem trato que recuso. E, mesmo com medo, não fujo.
No fundo, na grande parte do tempo,
Sei que o rico é ser são e sincero o sentimento.
Gosto de quem encontro. Sou imune ao preconceito.
Sigo noite adentro. Saio andando sem rumo.
Alegra-me viver o momento. Talvez quisesse ser bruxo.
Valesse ter sido guerreiro. Esperado seria virar togado.
Quem dera encontrar um credo.
Pelo menos ainda transo. Adoro saborear o sexo.
O que realmente estranho É a falta de discernimento.
Tanto erro repetido, tanta falta de entendimento.
Como me sentir seguro, senão tendo argumento?
Conforto encontro no companheiro.
Há amigo, amor e teto.
Agradeço tudo que tenho.
Se der certo, continuo no rebento.
E de lamento não padeço.
Não sei se sou calmo ou se sou violento.
Talvez seja bravo, talvez seja lento.
Traço nítido é o ponderado.
Penso, por vezes, que só estou a favor do vento.
Nem sempre escolho o caminho.
Trilho o terreno e peço que seja seguro.
Há muito não sou mais inocente e puro.
Estou longe de ser santo.
Tem grito que não escuto.
Há lado que não vejo.
Tenho filho que não crio.
Saudade que nunca mato.
Desejo que não confesso.
Sonho que não concretizo.
E mesmo torto me mantenho reto.
Coisa de quem teve exemplo,
Ideologia, caráter e trabalho.
Minha origem não nego. Tem dinheiro que não pego.
Tem trato que recuso. E, mesmo com medo, não fujo.
No fundo, na grande parte do tempo,
Sei que o rico é ser são e sincero o sentimento.
Gosto de quem encontro. Sou imune ao preconceito.
Sigo noite adentro. Saio andando sem rumo.
Alegra-me viver o momento. Talvez quisesse ser bruxo.
Valesse ter sido guerreiro. Esperado seria virar togado.
Quem dera encontrar um credo.
Pelo menos ainda transo. Adoro saborear o sexo.
O que realmente estranho É a falta de discernimento.
Tanto erro repetido, tanta falta de entendimento.
Como me sentir seguro, senão tendo argumento?
Conforto encontro no companheiro.
Há amigo, amor e teto.
Agradeço tudo que tenho.
Se der certo, continuo no rebento.
E de lamento não padeço.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Nelson "Madiba" Mandela
Rolihlahla Dalibhunga Mandela, vulgo Nelson, morreu em paz, mas soube fazer a guerra quando a luta contra o apartheid o convocou.
O guerrilheiro de ontem (lembrem-se da "legítima defesa"!) foi o construtor da "Nação do Arco Íris".
Um exemplo para os "negros" (=excluídos) de toda espécie, principalmente nesse Brasil que finge ser uma democracia racial (olhe os ricos do Brasil e conclua por si mesmo).
Que seus sucessores e nós todos saibamos aprofundar o legado moral e político desse grande homem que nos deixou ontem.
O guerrilheiro de ontem (lembrem-se da "legítima defesa"!) foi o construtor da "Nação do Arco Íris".
Um exemplo para os "negros" (=excluídos) de toda espécie, principalmente nesse Brasil que finge ser uma democracia racial (olhe os ricos do Brasil e conclua por si mesmo).
Que seus sucessores e nós todos saibamos aprofundar o legado moral e político desse grande homem que nos deixou ontem.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Mais uma Alvorada
Nem a horrorosa arquitetura do ABC
Nessas margens da Imigrantes
Ofusca o brilho do Sol
Nascente
Nas casas feias e inacabadas
Mais elevadas
E numa nesga de grama
Ou nas poucas árvores
Bonitas
O dourado puro da luz
Alveja o urbanismo favelado
Pérolas aos porcos!
Enquanto em Nova Iorque
Executivos reverberam como novas
Minhas idéias do ano passado!
Nessas margens da Imigrantes
Ofusca o brilho do Sol
Nascente
Nas casas feias e inacabadas
Mais elevadas
E numa nesga de grama
Ou nas poucas árvores
Bonitas
O dourado puro da luz
Alveja o urbanismo favelado
Pérolas aos porcos!
Enquanto em Nova Iorque
Executivos reverberam como novas
Minhas idéias do ano passado!
Japão
Como pode
O longínquo ser tão perto?
Terra do Sol Nascente
Mesmo nome
Da rua das minhas auroras
E dessa forma
Bandeiras Paulistas e Jesuínos Arrudas
Ecoam
Álvares Cabrais e Bandeirantes
Da infância mariliense
Nas símiles disparidades geográficas
Sou eu hoje, e criança e moço
As ruas de fora
Refratam as de dentro!
O longínquo ser tão perto?
Terra do Sol Nascente
Mesmo nome
Da rua das minhas auroras
E dessa forma
Bandeiras Paulistas e Jesuínos Arrudas
Ecoam
Álvares Cabrais e Bandeirantes
Da infância mariliense
Nas símiles disparidades geográficas
Sou eu hoje, e criança e moço
As ruas de fora
Refratam as de dentro!
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Lobão morreu!
João Luiz Woerdenbag Filho (*Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1957; e, para mim, +São Paulo, 02 de Dezembro de 2013) foi um feladaputa confuso que fez umas musiquinhas que eu gostei.
Vi o mala no "Roda Morta" da Tevélha Incultura e desisti: neoliberal e antipetista tosco prá mim é a morte.
Quem sabe se ele fizer um roquinho ainda ressuscito ele um pouquinho, mas BEM POUQUINHO.
Se não, véio, é caixão. E vela preta.!
Vi o mala no "Roda Morta" da Tevélha Incultura e desisti: neoliberal e antipetista tosco prá mim é a morte.
Quem sabe se ele fizer um roquinho ainda ressuscito ele um pouquinho, mas BEM POUQUINHO.
Se não, véio, é caixão. E vela preta.!
domingo, 1 de dezembro de 2013
Domingo Nublado
Não chove nem sai sol
Criaturas ínfimas vagueiam no jardim
Máquina range, forno crepita
Tudo se recupera da azáfama da semana
Dezembro agora é fato
A folhinha grita:
Tchau doismiletreze
No ato!
Três lustros já já se vão
Segunda década crescendo
Do século vinteum
E devagar, de Marília, Santos, São Paulo,
De Cajati e El Jadida
Andando vim parar
AQUI!
Criaturas ínfimas vagueiam no jardim
Máquina range, forno crepita
Tudo se recupera da azáfama da semana
Dezembro agora é fato
A folhinha grita:
Tchau doismiletreze
No ato!
Três lustros já já se vão
Segunda década crescendo
Do século vinteum
E devagar, de Marília, Santos, São Paulo,
De Cajati e El Jadida
Andando vim parar
AQUI!
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