Escrito vetusto assim
Dá uma ideia errada
De gente velha esperando a morte
De baús e guardados de museus
Cinqüenta ainda com trema
Trás cheiro de essências de armários
De gavetas com bolinhas e cheiro forte de naftalina
Cinquenta, moderno
É
Depois e antes
Outra coisa
Um renascimento
E mais
Projeto de nascer
Pois se "a vida começa aos 40"
E já que "os 50 não os novos 30"
Surpreso concluo
Que nascerei de novo ainda daqui a onze anos!
Diário Esporádico: escrito por ROBERTO CORRÊA DE CERQUEIRA CÉSAR, um engenheiro escritor, taurino, pai de dois meninos (por quanto tempo ainda?), com cabelo embranquecendo e caindo, ficando cada dia mais cego!
Postagem em destaque
"Concreto"
Pedra, barro, massa Mão, calo, amassa! Levanta parede No ar D a hora Que se levante! Mora dentro F ora Vi...
terça-feira, 28 de maio de 2013
Segunda quinzena de Maio de 2013
O Outono já ia maduro nos seus dois meses.
O Inverno tropical se antevia ali, em Junho.
Tivéramos na cidade de São Paulo um mês de estiagem quase total.
Anteontem à noite a chuva viera lavando a poeira. Ontem pela manhã uma neblina espessa nos retivera na Interligação da Imigrantes com a Anchieta. Hoje fora o caos causado pela medida da prefeita de Cubatão, Márcia Rosa. Fiquei em casa, sem computador da empresa, trabalho adiado!
Depois da Virada uma amiga desesperou e resolvia não responder à sofreguidão que me confrangera.
Em casa é tocar filho pra escola e trampo: produzir bons cidadãos!
O passado está morto, com seus fantasmas e esqueletos esquecidos.
Eu optara por viver o presente e um futuro de silvicultor que agora olho com esperança!
O Inverno tropical se antevia ali, em Junho.
Tivéramos na cidade de São Paulo um mês de estiagem quase total.
Anteontem à noite a chuva viera lavando a poeira. Ontem pela manhã uma neblina espessa nos retivera na Interligação da Imigrantes com a Anchieta. Hoje fora o caos causado pela medida da prefeita de Cubatão, Márcia Rosa. Fiquei em casa, sem computador da empresa, trabalho adiado!
Depois da Virada uma amiga desesperou e resolvia não responder à sofreguidão que me confrangera.
Em casa é tocar filho pra escola e trampo: produzir bons cidadãos!
O passado está morto, com seus fantasmas e esqueletos esquecidos.
Eu optara por viver o presente e um futuro de silvicultor que agora olho com esperança!
Caos no trânsito da Baixada Santista: falta conversa do governador com os prefeitos, no mínimo
Estou a pensar que é uma tremenda terça feira e não pude ir trabalhar porque a Márcia Rosa (prefeita de Cubatão) tomou alguma decisão que piorou o caos logístico da Cônego Domênico Rangoni.
Precisa de uma conversa séria do Geraldo Alckmin com a Dilma Rousseff e com essa senhora, bem como os prefeitos de Santos e Guarujá.
A safra tem que ser escoada.
Enquanto falta ferrovia, porto e estrada não pode faltar boa vontade dos governantes para solucionar o problema, mesmo que de forma paliativa (organizar a fila no Planalto parece uma solução "caseira" que poderia funcionar). Mas não dá para não ver o conjunto das "forças da ordem" (polícias rodoviárias, ministério e secretaria dos transportes, outros órgão municipais, etc) simplesmente assistirem a "bagunça" na Anchieta "de camarote"!
Precisa de uma conversa séria do Geraldo Alckmin com a Dilma Rousseff e com essa senhora, bem como os prefeitos de Santos e Guarujá.
A safra tem que ser escoada.
Enquanto falta ferrovia, porto e estrada não pode faltar boa vontade dos governantes para solucionar o problema, mesmo que de forma paliativa (organizar a fila no Planalto parece uma solução "caseira" que poderia funcionar). Mas não dá para não ver o conjunto das "forças da ordem" (polícias rodoviárias, ministério e secretaria dos transportes, outros órgão municipais, etc) simplesmente assistirem a "bagunça" na Anchieta "de camarote"!
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Grilhão
Bola de ferro acorrentada
Ao pé
Dobradiça tripla
Pesada e grossa
Entre os dois punhos
Atando o pescoço
No meio
Prisão agrícola
Capina diária
Regime semi aberto
Ao contrário
Só à noite tornamos
Prá casa
Trabalho “escravo”
Paradoxalmente libertador!
Ao pé
Dobradiça tripla
Pesada e grossa
Entre os dois punhos
Atando o pescoço
No meio
Prisão agrícola
Capina diária
Regime semi aberto
Ao contrário
Só à noite tornamos
Prá casa
Trabalho “escravo”
Paradoxalmente libertador!
Transumância
“Aquela estrela é bela
Vida, vento, vela
Leva-me daqui!”
Menino migrante, sabia que Marília não me continha.
Agora, beirando os cinqüenta, pergunto aos deuses onde mais os pés me levarão?
Sei que quando entrar Setembro me trará uma viagem, que vou a Inhotim e a Ouro Preto, andar por Catas Altas, quiçá BH. Sonhei Palmar e Jalapão, voltando por Caldas Novas e Marília.
Mas a viagem já ficou demais para o tempo...andar menos e parar mais, eis o mister!
Vida, vento, vela
Leva-me daqui!”
Menino migrante, sabia que Marília não me continha.
Agora, beirando os cinqüenta, pergunto aos deuses onde mais os pés me levarão?
Sei que quando entrar Setembro me trará uma viagem, que vou a Inhotim e a Ouro Preto, andar por Catas Altas, quiçá BH. Sonhei Palmar e Jalapão, voltando por Caldas Novas e Marília.
Mas a viagem já ficou demais para o tempo...andar menos e parar mais, eis o mister!
segunda-feira, 13 de maio de 2013
José Genoíno
Sábado à noitinha, Shopping Frei Caneca.
No G4 a porta do elevador abre e sai, meio cabisbaixo, ele com a esposa japonesa.
Ao entrarmos, uma mulher começa e discursar contra o Genô...
Eu protestei, disse que ele não tinha se locupletado, que continuava "pobre"...mas depois me ocorreu, eu que já votei nele, perguntar em quem aquela senhora tinha votado ao longo dos anos... imagino a lista de malas!
Se ele errou, paciência. Mas José Genoíno (mesmo com o irmão dele carregando grana na cueca) não desonra eu currículo de eleitor!
No G4 a porta do elevador abre e sai, meio cabisbaixo, ele com a esposa japonesa.
Ao entrarmos, uma mulher começa e discursar contra o Genô...
Eu protestei, disse que ele não tinha se locupletado, que continuava "pobre"...mas depois me ocorreu, eu que já votei nele, perguntar em quem aquela senhora tinha votado ao longo dos anos... imagino a lista de malas!
Se ele errou, paciência. Mas José Genoíno (mesmo com o irmão dele carregando grana na cueca) não desonra eu currículo de eleitor!
domingo, 5 de maio de 2013
Domingo
"São três horas da tarde é domingo"
Tem uma canção bacana do Gilberto Gil quando moço que diz isso e mais:
"Domingou"
Da janela a cidade se ilumina
Como nunca jamais se iluminou
São três horas da tarde, é domingo
Na cidade, no Cristo Redentor - ê, ê
É domingo no trolley que passa - ê, ê
É domingo na moça e na praça - ê, ê
É domingo, ê, ê, domingou, meu amor
Hoje é dia de feira, é domingo
Quanto custa hoje em dia o feijão
São três horas da tarde, é domingo
Em Ipanema e no meu coração - ê, ê
É domingo no Vietnã - ê, ê
Na Austrália, em Itapuã - ê, ê
É domingo, ê, ê, domingou, meu amor
Quem tiver coração mais aflito
Quem quiser encontrar seu amor
Dê uma volta na praça do Lido
O-skindô, o-skindô, o-skindô-lelê
Quem quiser procurar residência
Quem está noivo e já pensa em casar
Pode olhar o jornal paciência
Tra-lá-lá, tra-lá-lá, ê, ê
O jornal de manhã chega cedo
Mas não traz o que eu quero saber
As notícias que leio conheço
Já sabia antes mesmo de ler - ê, ê
Qual o filme que você quer ver - ê, ê
Que saudade, preciso esquecer - ê, ê
É domingo, ê, ê, domingou, meu amor
Olha a rua, meu bem, meu benzinho
Tanta gente que vai e que vem
São três horas da tarde, é domingo
Vamos dar um passeio também - ê, ê
O bondinho viaja tão lento - ê, ê
Olha o tempo passando, olha o tempo - ê, ê
É domingo, outra vez domingou, meu amor
Tem uma canção bacana do Gilberto Gil quando moço que diz isso e mais:
"Domingou"
Da janela a cidade se ilumina
Como nunca jamais se iluminou
São três horas da tarde, é domingo
Na cidade, no Cristo Redentor - ê, ê
É domingo no trolley que passa - ê, ê
É domingo na moça e na praça - ê, ê
É domingo, ê, ê, domingou, meu amor
Hoje é dia de feira, é domingo
Quanto custa hoje em dia o feijão
São três horas da tarde, é domingo
Em Ipanema e no meu coração - ê, ê
É domingo no Vietnã - ê, ê
Na Austrália, em Itapuã - ê, ê
É domingo, ê, ê, domingou, meu amor
Quem tiver coração mais aflito
Quem quiser encontrar seu amor
Dê uma volta na praça do Lido
O-skindô, o-skindô, o-skindô-lelê
Quem quiser procurar residência
Quem está noivo e já pensa em casar
Pode olhar o jornal paciência
Tra-lá-lá, tra-lá-lá, ê, ê
O jornal de manhã chega cedo
Mas não traz o que eu quero saber
As notícias que leio conheço
Já sabia antes mesmo de ler - ê, ê
Qual o filme que você quer ver - ê, ê
Que saudade, preciso esquecer - ê, ê
É domingo, ê, ê, domingou, meu amor
Olha a rua, meu bem, meu benzinho
Tanta gente que vai e que vem
São três horas da tarde, é domingo
Vamos dar um passeio também - ê, ê
O bondinho viaja tão lento - ê, ê
Olha o tempo passando, olha o tempo - ê, ê
É domingo, outra vez domingou, meu amor
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