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sexta-feira, 22 de março de 2013

Anchieta

José Jesuíta
Como o Papa Francisco
Conheço tua casa, teu seminário e tua estátua
Em La Laguna
Lá em Tenerife, nas Ilhas Canárias

Já estive perto da tua cidade
(A que leva teu nome)
No Espírito Santo
E já fui na tua cama
Em Itanhaém

As conheço,
Mas conheço, sobretudo,
Conheço tua estrada
Encarapitada na muralha
Entre a borda do campo
E o Cubatão!

Agúdos e circunfléxôs

Entérro entêrro
Pilóto piloto
Pélo pêlo

Pórto pôrto
Dê cima décima
Centésima sem ter rima
Viés vêz

Concluo
É quê o vivê qué sê agudo
Intuo
É que o morrê deve sê c~ircûmfléxô!

Xandico

Penso escritório reformado, o Guillermo
E o outro moço
Trabalhando
Recebendo clientes!

Imagino o salão, sua casa
Sua cama, lá em cima
Desejo que estejas bem
Saudável e feliz!

Sonho um dia
Ter vinte dias
(Já que os vinte anos não mais)
Para gastar despreocupado
Ali

Avião no céu

Azul imenso
Com marca de uma cruzinha
E à esquerda, ao Leste
Nuvens poucas, pintadas de rosa e laranja
Esgarçadas
Frente ao sol ainda baixo

Gente que vem
Prá Sampa
Gente que vai
Prá sempre?

“A plataforma” desses Congonhas e cumbicas
“É a Vida”!

Parques das Fontes

Antes de se abrir
A vastidão urbana do ABCD
Tem uma mata de um parque
Mais vasto e selvagem
Que o Ibirapuera

Pulmãzinho resistente
Antes das Mercedes Benz
Entre fumaças e poeiras

A lembrar como são feias
As apertadas ruas pobres e as favelas.

Conceição

“Eu me lembro muito bem!”
Da esquina da Matriz do Itaú
Nas primeiras luzes
Da descida prá Imigrantes

Tuas casas
Classes médias
Tuas árvores
No fim da Bandeirantes

Japoneses perto dos pais
Todas raças, outras gentes
Ainda pouco informadas
Mas todas inteligentes!

Astral de sexta-feira

Sexta cedo
Cesta cheia
De alegria

Depois de um tapa da vida:
Acorda!
Sem sexo, vai punheta!
(Duro acordá-la pras coisas!)

Echer o tanque
De álcool!
Sair prá aurora
Casual!