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"Concreto"

Pedra, barro, massa     Mão, calo, amassa! Levanta parede  No ar  D a hora Que se levante! Mora dentro     F ora   Vi...

quinta-feira, 21 de março de 2013

Alegria

Carná na vila Madá, mulher apaixonada e gostosa, filho rindo feliz
Vida indo
Passarinho chapinhando pós chuva
Dilma Governando pós tudo
Prato bom, globo rural e jornal
Cinema, música, um dom

Sol e calor, frio de exalar fumacinha
Conhecimento, desafio
Saúde, suor, paisagens e gente legal

Se não fosse isso tudo de bom
À vida não teríamos amor
Apego e obsessão!

Chorão

Mais valia cheirar até morrer
Ou fazer guerra
“Se não é eu que vai fazer você feliz”!

Ser desregrado, terminar paranóico
Carregar na química
Pro coração parar antes de bater?

Ou melhor entregar obediente
A mais valia vacum quotidiana?

Entre excessos e comedimentos minha alma oscila.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Piada pronta: o Papa é argentino

Descobrimos novo esporte para disputar com os hermanos: eleição de papa!
Um a zero pros vizinhos!
Agora, prá gáudio dos anticatólicos, o Vaticano afunda de vez!
Primeira medida: trocar as hóstias por alfajor Havana; segunda: mudar o Santo Sepulcro prá Buenos Aires!
Bergoglio pensou em se chamar Diego Armando I ou Lionel I.
Mas se contentou com Francisco I.
Depois do Bento, vem o Chico.
Que o próximo seja o Chico Bento!

terça-feira, 5 de março de 2013

Civilidade boluda

Quase dez da noite e não havia ninguém na fila do caixa rápido do Empório São Paulo.
Com uns 15 volumes, decidi ir por ali.
Eis que cola atrás de mim uma argentina morocha, de lindos olhos verdes, que fulmina:
- Tienes más que diez!
O caixa me acudiu:
- A compra dele é pequena, não vale a pena brigar!
Mas ela, intransigente, se fez mais fria e rígida, clamando em voz alta pela inflexibilidade da regra.
Chamou-me desrespeitoso. Fiquei sem vontade de argumentar contra a sua arrogância, peguei minha cestinha e fui para uma fila de caixa “normal”.
Depois me deu vontade de ter ficado na fila para, selecionando só 10 produtos, no último segundo passar o décimo primeiro, só para mostrar que ela não mandava em mim e no caixa!

Quarenta e nove

Arroubos juvenis se esvaem
Paixões abrandam
No segundo tempo
Da vida!

Lembranças infantis se esgarçam
Sonhos imaturos se esfumaçam
Olhos embaçam
Pernas claudicam!

Que sabedoria recolho?
Que amores decanto?
Que fortuna amealho?

Se não canto, falo!
Sangue me corre ainda.
Vida, cedo ou tarde, finda!
E aí, resignado, calo!

Câncer da mama

Mãe!
Não há de ser “nada”
Agora
Esse carcinoma na ponta do seu nariz!

Assim como foi “feliz”
Há décadas
A conização do colo do seu útero

Mãe!
Preciso ainda de você
Quase como quando eu era bebê!

Mãe!
Já velhote
Quero colo, quero leite!
Quero o ninho do filhote!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Bento Dezesseis XVI, fim de uma era

Veio prá travar a evolução de uma instituição moribunda.
Caíram-lhe no colo séculos de pedofilia e anti semitismo.
Agora parece que ele, fraquinho, quer dar uma cartada de força, "escolhendo", ou puxando as cordas de marionetes que ele mesmo elegeu, seu sucessor.
Triste Igreja Católica!
Sorte que eu me livrei dela aos 15 anos de idade!