O documentário com o título acima, de José Padilha, é um soco na boca do estômago.
Nós, bem alimentados e bem pensantes, de cima da ascenção brasileira ao G-20 e coisas assim, baseados em toda propaganda nem sempre mentirosa do Fome Zero e do Bolsa Família e melhoria do IDH, esquecemos que o sofrimento real de pessoas em nosso país e no mundo, principalmente crianças, existe e perdurará, visto que é sistêmico e estrutural.
Enquanto uma criança tomar repetidamente "garapa" (água com açúcar) invés de leite integral ou mingaus nutritivos, seja por qual razão for, esse país ainda estará no reinado dos "Jecas Tatus".
Enquanto um homem ainda for bicho, a humanidade não terá trégua!
Diário Esporádico: escrito por ROBERTO CORRÊA DE CERQUEIRA CÉSAR, um engenheiro escritor, taurino, pai de dois meninos (por quanto tempo ainda?), com cabelo embranquecendo e caindo, ficando cada dia mais cego!
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"Concreto"
Pedra, barro, massa Mão, calo, amassa! Levanta parede No ar D a hora Que se levante! Mora dentro F ora Vi...
domingo, 31 de maio de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Ataulfo Alves Júnior
Fui ver o cara homenagear os 100 anos de nascimento do pai.
Salinha ("Sala de Espelhos") ao lado do grande auditório ("Simon Bolívar") do Memorial da América Latina (onde rolavam, absurdamente, as gravações do Aprendiz 6 com o mala do Justus!). Aconchegante, intimista e grátis.
Roda de bamba, garganta de veludo, mais o competente regional do Odair Menezes (cavaco), Renatinho (violão de sete cordas), Borrão (percussão) e Miguel (pandeiro).
Quando ouço, canto e danço samba sei que meu lugar é no Brasil!
E amanhã lá tem Guinga a R$ 15!!
Salinha ("Sala de Espelhos") ao lado do grande auditório ("Simon Bolívar") do Memorial da América Latina (onde rolavam, absurdamente, as gravações do Aprendiz 6 com o mala do Justus!). Aconchegante, intimista e grátis.
Roda de bamba, garganta de veludo, mais o competente regional do Odair Menezes (cavaco), Renatinho (violão de sete cordas), Borrão (percussão) e Miguel (pandeiro).
Quando ouço, canto e danço samba sei que meu lugar é no Brasil!
E amanhã lá tem Guinga a R$ 15!!
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Os falsários
O filme do título conta a história de um grupo de judeus, especialistas gráficos, ocupados em falsificar libras esterlinas e dólares para as SS.
O comandante alemão usa métodos "modernos" de motivação, frente ao capitão mais "pragmático".
E refaz a velha pergunta: quais mentiras você seria capaz de contar para sobreviver, quanto você se rebaixaria para ter uma boa cama ou um prato de comida?
Grande cinema!
Levando-nos a mundos que não poderíamos ir (e que certamente não iríamos só por curiosidade), mas nos mostrando na tela brilhante na sala escura os labirintos de nossas mentes e de nossos sonhos.
O comandante alemão usa métodos "modernos" de motivação, frente ao capitão mais "pragmático".
E refaz a velha pergunta: quais mentiras você seria capaz de contar para sobreviver, quanto você se rebaixaria para ter uma boa cama ou um prato de comida?
Grande cinema!
Levando-nos a mundos que não poderíamos ir (e que certamente não iríamos só por curiosidade), mas nos mostrando na tela brilhante na sala escura os labirintos de nossas mentes e de nossos sonhos.
terça-feira, 26 de maio de 2009
USP
Ontem recebi o amigo do Rio e o levei à USP.
Fomos na Filosofia, entre as Ciências Sociais, História e Letras, mais abaixo da Geografia e o Conjunto das Químicas (Farmácia, Engenharia Química e Química ela mesma).
Flanei enquanto ele trabalhava: bibliotecas, agitações de greve (até onde entendi contra a terceirização dos serviços de vigilância no campus).
Um eu antigo vagava por ali.
O ambiente físico não tem tantas modificações, mas detalhes (as grades, um certo aburguesamento, etc) nos lembram das décadas a me separar do universitário que ali fui.
Passei o dia por lá, viemos para casa mais tarde, com os outros dois irmãos amigos de longo tempo. Bebemos e comemos para celebrar o reencontro.
Algum estranhamento, mas muito mais afinamento das violas há tanto separadas pelas lidas dos dias. A orquestra da vida tocava sua música longa e breve ao mesmo tempo.
Mistérios do tempo compartilhado!
Fomos na Filosofia, entre as Ciências Sociais, História e Letras, mais abaixo da Geografia e o Conjunto das Químicas (Farmácia, Engenharia Química e Química ela mesma).
Flanei enquanto ele trabalhava: bibliotecas, agitações de greve (até onde entendi contra a terceirização dos serviços de vigilância no campus).
Um eu antigo vagava por ali.
O ambiente físico não tem tantas modificações, mas detalhes (as grades, um certo aburguesamento, etc) nos lembram das décadas a me separar do universitário que ali fui.
Passei o dia por lá, viemos para casa mais tarde, com os outros dois irmãos amigos de longo tempo. Bebemos e comemos para celebrar o reencontro.
Algum estranhamento, mas muito mais afinamento das violas há tanto separadas pelas lidas dos dias. A orquestra da vida tocava sua música longa e breve ao mesmo tempo.
Mistérios do tempo compartilhado!
sábado, 23 de maio de 2009
Festa de Babete
Recebemos os cunhados e lhes oferecemos um jantar, previamente reservado, aqui pertinho de casa no Pomodori.
Pequeno, rústico chique, nada menos que um dos homens mais ricos do Brasil na mesa vizinha (mas, paulistanamente, fingimos ser só mais um "alguém" como nós).
Uma equipe de quase um funcionário para cada comensal: recepcionista, caixa, sommelière, uns sete garçons e uma cozinha linda, aberta por vidros, na nossa cara, com o chef gorducho e mais uns oito se virando em pouco espaço, sem nenhuma conversa fiada e nenhum grito.
Desde os antepastos, passando pelos pratos, o vinho e as sobremesas até o cafezinho, tudo foi delicioso, numa mescla de sofisticação, criatividade e respeito às nossas melhores tradições culinárias.
Valeu cada centavo!
Pequeno, rústico chique, nada menos que um dos homens mais ricos do Brasil na mesa vizinha (mas, paulistanamente, fingimos ser só mais um "alguém" como nós).
Uma equipe de quase um funcionário para cada comensal: recepcionista, caixa, sommelière, uns sete garçons e uma cozinha linda, aberta por vidros, na nossa cara, com o chef gorducho e mais uns oito se virando em pouco espaço, sem nenhuma conversa fiada e nenhum grito.
Desde os antepastos, passando pelos pratos, o vinho e as sobremesas até o cafezinho, tudo foi delicioso, numa mescla de sofisticação, criatividade e respeito às nossas melhores tradições culinárias.
Valeu cada centavo!
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Head Hunter
"Agência de emprego" chic agora tem esse nome estadounidense, que na verdade remete a canibais ou "caçadores de cabeças" da Papua, da Amazônia peruana ou de Sarawak!
Mas é através deles, os "caçadores de talentos" que pretendo ir dirigir uma grande empresa!
A ansiedade está latente. Véspera de mudança!
Preciso mais lazer(viagens!) e cinemas para aguentar o fim desse período.
Os dias em casa são bons, mas quero tê-los apenas nos finais de semana.
Quero sair cedo de casa todo dia, dar ordens, criar projetos, construir fábricas, inventar novos negócios, gerir a produção através de índices que meçam de forma simples a eficiência de processos complexos!
A gestação dessa nova fase está no fim, acredito!
Mas é através deles, os "caçadores de talentos" que pretendo ir dirigir uma grande empresa!
A ansiedade está latente. Véspera de mudança!
Preciso mais lazer(viagens!) e cinemas para aguentar o fim desse período.
Os dias em casa são bons, mas quero tê-los apenas nos finais de semana.
Quero sair cedo de casa todo dia, dar ordens, criar projetos, construir fábricas, inventar novos negócios, gerir a produção através de índices que meçam de forma simples a eficiência de processos complexos!
A gestação dessa nova fase está no fim, acredito!
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Júlio Villani: "Verso e Reverso"
De novo, mas de novo mesmo, "Verso e Reverso".
A exposição vem se engrandecendo e depurando desde alguns anos atrás na Pinacoteca do Estado.
Agora está no Galpão Leste do Sesc Campinas, de onde acabo de chegar, cansado da vernissage e da estrada.
Estão lá os bilboquês gigantes ("A Origem do Mundo"), o poço com espelho em lugar de água ("Auto Retrato"), os lençóis bordados, as bacias dos "7 continentes", a geringonça "Constância e Inconstância" (que remete a nossos remotos benefícios de café e arroz) e quadros maravilhosos (eu dava uma perna pelo "Onde é Minha Casa").
Orgulhoso de conhecer o homem por trás do artista. E de compartilhar solos onde pisamos, ao mesmo tempo ou em tempos diversos; solos do Oeste e do Leste, do centro e da periferia, do chique parisiense ou paulistano ao prosaico de nossa origem interiorana e das "bocadas" ao lado das mansões.
Arte é vida. Viva o artista!
Parabéns a ele e ao Sesc por apoiá-lo!
A exposição vem se engrandecendo e depurando desde alguns anos atrás na Pinacoteca do Estado.
Agora está no Galpão Leste do Sesc Campinas, de onde acabo de chegar, cansado da vernissage e da estrada.
Estão lá os bilboquês gigantes ("A Origem do Mundo"), o poço com espelho em lugar de água ("Auto Retrato"), os lençóis bordados, as bacias dos "7 continentes", a geringonça "Constância e Inconstância" (que remete a nossos remotos benefícios de café e arroz) e quadros maravilhosos (eu dava uma perna pelo "Onde é Minha Casa").
Orgulhoso de conhecer o homem por trás do artista. E de compartilhar solos onde pisamos, ao mesmo tempo ou em tempos diversos; solos do Oeste e do Leste, do centro e da periferia, do chique parisiense ou paulistano ao prosaico de nossa origem interiorana e das "bocadas" ao lado das mansões.
Arte é vida. Viva o artista!
Parabéns a ele e ao Sesc por apoiá-lo!
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